Haute Couture: Ralph & Russo Fall 2020

"

A temporada de Inverno 2020 de Couture já está a todo vapor! Paris está repleta de fashionistas, circulando entre as apresentações, com seus visuais elegantes, modernos e surpreendentes. É tão especial quando estamos em meio a tantas inspirações. Já nas salas de desfile, criações dos sonhos surgem na passarela com propostas que transmitem aquela sensação de alegria e encanto.

No segundo dia do evento, a Ralph & Russo trouxe sua coleção para os domínios da Embaixada Britânica na França, que foi construída na década de 1720, quando a Rue du Faubourg Saint Honoré era uma estrada sinuosa que passava por campos e mercados para a Vila de Roule. A locação majestosa foi eleita pela dupla criativa Tamara Ralph e Michael Russo foi pano de fundo para nos levar a uma viagem romântica de uma noite na década de 1930.

Longos volumosos e flutuantes, repletos de brilhos, dão vida a opulência tradicional Art Déco, movimento que já se tornou um clássico na história da grife. Pense também em uma série de vestidos com estampas florais, que vão se adaptando a diferentes shapes – há desde os mini comprimentos aos que cobrem os sapatos. Cada modelo surge com uma proposta de composição, entre modelagens que trabalham franzidos, assimetrias, transparências com aplicações e camadas de babados. Entre as opções de tule, os estilistas apostaram em pontos específicos, como ombros marcantes e decotes poderosos, além de fendas que surgem em saias cobertas por camadas.

Na ala das peças com shapes mais líquidos, o destaque vai para detalhes complementares, que dão força ao visual monocromático. Há composições off shoulders com bordados na gola e punhos; macacões com parte superior coberta por pérolas; e barras de vestidos que unem com alça da peça. Todos em uma sintonia fina e, acima de tudo, com ar jovem, prontos para mostrar um caminho de desejos sem fim neste universo da Couture.



Blog da Alice Ferraz https://ift.tt/2XjNPER
Publicado primeiro em Alice Ferraz"

Levantamento de fauna

"

O levantamento de fauna é a utilização de técnicas para fazer uma amostragem das espécies que habitam uma determinada área, em um certo período. Essas técnicas variam conforme o objetivo do estudo feito e podem caracterizar e avaliar o estado de conservação não só das espécies de fauna, como de toda a biodiversidade, uma vez que os animais fazem parte das relações ecológicas que sustentam um ecossistema.

O inventário é utilizado para manejo, monitoramento e conservação do meio ambiente. No Brasil, é requerido nos licenciamentos ambientais (para empreendimentos e atividades que causam degradação ambiental), supressão de vegetação e nos Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e seus relatórios (RIMA- Relatório de Impacto ambiental) para empresas ou empreendimentos com atividades que podem causar algum tipo de impacto no ambiente- como pode ser visto no artigo 225, § 1°, IV, da Constituição Federal de 1998, que assegura um meio ecologicamente equilibrado.

Metodologias

Os estudos de fauna podem abordar os diferentes grupos animais: Ictiofauna (peixes), Herpetofauna (répteis e anfíbios), avifauna (aves) e mastofauna (mamíferos). São feitos por pesquisadores ou por profissionais especialistas competentes.

Existem diversas metodologias para contemplar cada grupo, que se baseiam em literaturas específicas. É sugerido que a coleta de dado seja feita em diferentes estações do ano (chuvosa e seca), pois a composição pode mudar, conforme a disponibilidade de recursos e o ciclo de vida da espécie. As técnicas incluem observações com evidências direta, na qual o pesquisador visualiza/ ouve o animal; e evidências indiretas, na qual há vestígios como fezes, pelos, penas, ninhos, pegadas, etc. A forma de se coletar os dados e a qualidades deles será essencial para um bom trabalho. Na metodologia deve ter escrito o esforço amostral para cada grupo e em cada fitofisionomia, além de um mapa indicando o tamanho da área. Para casos de licenciamento ambiental, espera-se os parâmetros de riqueza e abundância, índices de eficiência amostral e de diversidade, por fitofisionomia e cada grupo.

Um levantamento tem como base dar o diagnóstico da riqueza (quais espécies ocorrem naquele local) e da composição (quais e quantas espécies ocorrem naquele local). Há dois tipos de dados gerados:

Métodos qualitativos: Contemplam a riqueza, ou seja, quais espécies que tem em determinado local.

Métodos quantitativos: Além da riqueza, apresentam informações sobre a abundância relativa ou densidade, que é o número de indivíduos pela unidade de área.

Técnicas mais comuns para cada grupo:

Herpetofauna

  • Procura Visual- Consiste em andar por todo o ambiente a procura dos animais.
  • Procura auditiva- Utiliza-se das vocalizações de anuros para identificá-los.

Há técnicas mais invasivas que capturam os animais, sem morte, como as armadilhas chamadas de Pitfall.

Avifauna

  • Evidências indiretas- Encontro de ninhos, penas, pelotas, regurgito, etc.
  • Inventários simples: Pesquisador pelos diferentes habitats, anotando todas espécies vistas ou ouvidas, sem técnica específica.
  • Lista de Mackinon: Faz-se listas de 10 espécies diferentes, enquanto se caminha por trilhas ou estradas que contemplam as diversas fitofisionomias. Não leva em consideração o número de indivíduos vistos. É possível fazer a curva de acúmulo de espécie, analisando a riqueza de espécies na área.
  • Ponto de Escuta: Marca-se pontos a cada 200m, em trilhas existentes ou feitas. O observador fica parado em torno de 10 minutos em cada ponto, anotando todos indivíduos visualizados ou ouvidos. Neste método é possível fazer cálculos de densidade relativa e absoluta, parâmetros quantitativos.
  • Rede de neblina: Consiste em armar uma rede específica no habitat a ser estudado e aguardar um indivíduo cair na armadilha, liberando-o em seguida.

Mastofauna

  • Procura Visual e Busca Ativa- Andar ao longo de trilhas anotando vestígios ou visualização e audição.
  • Armadilhas fotográficas- A câmera trap é instalada em pontos específicos de trilhas para capturar imagens de mamíferos que passem no local.
  • Parcelas de Areia- Monta-se um delimitado de areia em uma trilha, com uma comida atraente no meio, para que se registre a pegada do animal que passar por ela.

Existem armadilhas para estudo de pequenos mamíferos, como Pitfall, tomahawk e Sherman, que não machucam o animal.

Câmera amarrada em árvore, para captura de fotos de animais na floresta. Essa é uma das formas utilizadas para levantamento de fauna de uma região. Foto: bravikvl / Shutterstock.com

Referências:

Matter, V. S. et al. Ornitologia e Conservação, Ciência Aplicada Técnicas de Pesquisa e Levantamento, Techinal Books Editora, 1a edição, 2010. Pg. 33-102.

Culle Jr., L. et al. Métodos de Estudo em Biologia da Conservação, Manejo da Vida Silvestre. 2a edição revisada.

https://www.masterambiental.com.br/consultoria-ambiental/licenciamento-e-estudos-ambientais/licenciamento-ambiental/

http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/cao_urbanismo_e_meio_ambiente/legislacao/leg_estadual/leg_est_resolucoes/Resol-SMA-36-2018_manejo_in_situ_animais_silvestres_(art6_resolSMA-92-14).pdf

https://cetesb.sp.gov.br/wp-content/uploads/2014/12/DD-167-2015-C-sem-assinaturas.pdf

The post Levantamento de fauna appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2Xi2bAD
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Destruição de habitat

"

Em todo planeta existe degradação ou destruição de habitat. Do passado até o presente, ela tende a ocorrer em locais de alta densidade humana. Isso significa que ocorre um processo de mudança nessa terra e nos recursos naturais dela, fazendo com que animais e plantas se desloquem ou deixem de existir, naquele ambiente.

Causas

A degradação se inicia quando o ser humano precisa manipular o meio em que vive para desenvolver atividades de produção e urbanização. Os principais fatores dessa destruição, no mundo, tem sido:

  • Em primeiro lugar a pecuária, que além de desflorestar, para a criação de pastos, desmata para produção de alimentação para a criação. Além disso, produz dejetos que contaminam o solo e as águas, chegando a atingir os oceanos. Nos países tropicais há uma taxa de 7 milhões de hectares devastados, todo ano, para esta atividade.
  • Agricultura: A expansão da agricultura causa impactos ambientais como: erosão, contaminação das águas com agrotóxico, compactação e impermeabilização dos solos pelo uso intensivo de máquinas agrícolas, contaminação de alimentos e animais, desmatamento da cobertura nativa; assoreamento de rios e reservatórios, disseminação de pragas, alterações no clima, e finalmente, a perda de habitat natural para animais e plantas, colocando a biodiversidade em risco. A agropecuária leva à exposição do solo, que se torna mais suscetível à erosão.
  • Extração de madeira: O uso da madeira e sua retirada de forma não sustentável, sem manejo apropriado, é um dos grandes fatores de desflorestamento. Um exemplo disso é a exploração da madeira na Amazônia, para construção civil no país e para exportação. O desmatamento na Amazônia cresceu de forma assustadora, chegando a 19 ha/hora no início de 2019.
  • Construções civis: Além de transformar o espaço físico para a urbanização, há uso de madeira paras as construções. As regiões com maior número de pessoas, como a sudeste, é a que mais usa no Brasil.
  • Queimadas e Incêndios: São atividades realizadas geralmente para “limpar” a terra para agropecuária. Podem ser geradas de forma intencional, ou acidental, causando bastante impacto nas comunidades naturais.

Plantação de soja avança pela pela Floresta no interior do Brasil, provocando destruição de habitats. Foto: Frontpage / Shutterstock.com

Quanto mais cresce a população humana de um determinado local, maior a urbanização, o que aumenta a demanda de recursos renováveis e não renováveis, de energia e cresce o impacto causado ao meio natural, nas florestas e águas do planeta.

Além das florestas, o homem destrói áreas alagadiças, drenando ou aterrando para desenvolvimento de estruturas que impactam as espécies que dependem delas, como a fauna aquática, aves que se alimentam por ali, ou plantas exclusivas deste tipo de ambiente. Os manguezais são ecossistemas muito importante nas regiões tropicais do globo, além das raízes das árvores drenarem os sedimentos que descem dos rios, os manguezais são a base da cadeia alimentar marinha. São desmatados com frequência para cultivo de arroz e criação de camarão, além de aterrados, para construções.

A poluição dos rios é uma atividade comum onde há ocupação humana próxima, seja pelo descarte de dejetos, produtos químicos, pesticidas, agrotóxico, etc. A poluição pode levar à morte de um rio, como ocorreu com o Rio Doce, em um derramamento de lama tóxica, em 2015. Os danos causados à fauna e flora podem ser irreversíveis. Os recifes de corais, são habitats marinhos que também sofrem com a sua destruição, podendo chegar a uma perda de 70% nas próximas décadas.

Espécies endêmicas são aquelas encontradas apenas em uma região, a destruição de habitats é uma grande ameaça de extinção a essas espécies.

Consequências

As consequências da destruição de habitat podem ser diversas: Fragmentação de habitat, mudanças climáticas, aumento de espécies invasoras, desertificação e é a maior causa de extinção de espécies, hoje.

É importante destacar que mesmo não havendo a destruição do habitat, pode haver a degradação dele, há longo prazo, com atividades que não alteram a estrutura da comunidade de imediato. A poluição ambiental, com os pesticidas, produtos químicos, emissões de esgoto industrial e urbano, emissão de gases poluentes, são algumas das situações em que há degradação do habitat ao longo de gerações, para as espécies.

Referências:

PRIMACK, Richard; RODRIGUES, Efraim. Biologia da Conservação. Londrina: E. Rodrigues, 2001.

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-753X2012000200002&script=sci_arttext&tlng=es

https://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,desmatamento-avanca-na-amazonia-que-perde-19-hectares-de-florestashora,70002838401

http://www.secovi.com.br/noticias/madeira-e-legal-disponibiliza-novo-livro-para-download-gratuito-/10992

https://pt.wikipedia.org/wiki/Rompimento_de_barragem_em_Mariana

https://educacao.uol.com.br/disciplinas/biologia/recifes-de-corais-2-as-ameacas-de-destruicao-aos-recifes-de-corais.htm

http://www.zonacosteira.bio.ufba.br/degradacao.html

http://amazonia.org.br/2016/09/pecuaria-e-responsavel-por-mais-de-80-do-desmatamento-no-brasil/

http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=890:queimadas-no-brasil&catid=51:letra-q

http://meioambiente.culturamix.com/natureza/impactos-ambientais-da-urbanizacao

https://pt.wikipedia.org/wiki/Destrui%C3%A7%C3%A3o_de_habitat

The post Destruição de habitat appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2J7g80x
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Fragmentação de habitat

"

Uma das consequências da destruição de habitat, através do desenvolvimento das atividades humanas, é a fragmentação dele, ou seja, um habitat no seu tamanho original é dividido em tamanhos menores, geralmente com perda de áreas e isolamento desses fragmentos, transformando a paisagem. E essa fragmentação pode ocorrer mesmo quando a paisagem não é tão alterada, por exemplo, com a instalação de cercas, muros, passagem de tubulações, estradas e rodovias, etc.

Causas

A fragmentação de habitat pode ocorrer por meios naturais, com algum tipo de desastre, ou pode ser causada por atividades humanas que degradam o ambiente, como a agricultura, a pecuária, exploração de madeira, queimadas, construções de estradas, construções civis, urbanização, etc.

Foto de satélite em região da Floresta Amazônica no Pará. Observe os recortes na floresta por meio da abertura de estradas e derrubada de árvores. Foto: Google Maps.

Consequências

A fragmentação de uma paisagem, muda as condições de vento, umidade, entrada de sol, ou seja, o microclima é alterado, levando ao que chamamos de efeito de borda, que traz mudanças ecológicas. Além disso, a distância do centro do fragmento é alterada, aproximando mais das bordas, em relação a quando era um pedaço contínuo e grande. As espécies climácicas vivem em condições ambientais e climáticas diferentes das plantas de borda, não tolerando muito sol e vento e acabam morrendo. O efeito é o aumento de plantas pioneiras. Essa mudança na complexidade da paisagem, leva a um empobrecimento da qualidade de habitats e quanto menor um fragmento, mais efeito de borda ele apresentará.

Há estudos sobre a extensão e padrão de fragmentação que vão indicar a configuração, formato e distribuição dos fragmentos, podendo dar o diagnóstico dos efeitos da fragmentação e o efeito de borda. Dependendo do formato e da distância entre os fragmentos, os efeitos na composição de espécies podem ser menores.

Além de causar o efeito de borda que altera a estrutura e composição de espécies de flora que vai se instalar no entorno do fragmento, a divisão da área influencia a fauna que a povoa, para espécies que se adaptam bem a esse tipo de ambiente. Geralmente, a fauna do interior das matas é especialista e se adaptou a viver bem camuflada, naquele tipo de ambiente e temperatura. As transformações ambientais afetam as taxas de reprodução e sobrevivência das espécies, podendo levar ao declínio populacional.

Muitas espécies de aves, insetos e até de mamíferos não atravessam faixas dentro da mata para o outro lado. Isso é uma ameaça, uma vez que dificulta a dispersão da população. Como tudo na natureza está interligado e mantém o equilíbrio, os fragmentos dificultam a movimentação da fauna e consequentemente a dispersão de sementes e polinização. Este isolamento de espécies pode levar a diminuição da variabilidade genética delas e até mesmo à extinção de algumas, por não conseguirem se dispersar para recolonizar novos fragmentos.

Todas essas consequências levam à perda de biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos. As interações ecológicas podem ser descompensadas, como por exemplo, com a perda de grandes predadores, há aumento de mesopredadores e consequentemente diminuição de suas presas, ameaçando espécies à extinção.

O tipo de matriz (paisagem alterada que permeia os fragmentos) também influencia os efeitos da fragmentação. Áreas reflorestadas, por exemplo, permitem maior biodiversidade nas bordas, do que áreas extensas de pastos entre os remanescentes de vegetação natural.

Amenizando os efeitos

A medida mais eficaz para combater a fragmentação de habitat é a proteção dos remanescentes e replantio de espécies nativas. A longo prazo, essas ações contribuem para biodiversidade, uma vez que a natureza é muito resiliente. A criação de unidades de conservação é um passo importante para manutenção desses ecossistemas.

A gestão e manejo das áreas fragmentadas é essencial para contribuir com a biodiversidade. Nas áreas protegidas, podem ser feitas as zonas de amortecimento, que suavizam os impactos antrópicos e de efeito de borda entre a matriz e o fragmento. Existe ainda uma ferramenta, chamada de corredor ecológico, que ligam os remanescentes, permitindo a migração de espécies, contribuindo para o fluxo gênico, aumentando a viabilidade das populações e a recolonização de novas áreas.

Referências:

Laurance, W. & Vasconcelos, H. 2009. Conseqüências Ecológicas da Fragmentação Florestal na Amazônia. Oecologia Brasiliensis 13.

PRIMACK, Richard; RODRIGUES, Efraim. Biologia da Conservação. Londrina: E. Rodrigues, 2001.

PIRES, A.S., FERNANDEZ, F.A.S. & BARROS, C.S. 2006. Vivendo em um mundo em pedaços: Efeitos da fragmentação florestal sobre comunidades e populações de animais. In. Biologia da conservação: essências (C.F.D. Rocha, H.G. Bergallo, M.Van-Sluys & M.A.S. Alves, eds) RiMa Editora, São Carlos, p.231-260.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fragmenta%C3%A7%C3%A3o_de_habitat

The post Fragmentação de habitat appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2J77OMw
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Monitoramento ambiental

"

Para compreender o que é o monitoramento ambiental, precisamos compreender antes o que nos leva a precisar dele. Alguns tipos de empreendimento realizam atividades que degradam o meio ambiente, por isso há uma resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente – Conama nº 237/1997, que estabelece os principais tipos de empreendimentos que estão sujeitos ao licenciamento ambiental, dentre elas: mineração, rodovias, ferrovias, tratamento de destinação de resíduos, estação de tratamento de água, etc.

Licenciamento ambiental

Através do licenciamento os órgãos ambientais (que podem ser de esfera federal, estadual ou municipal) buscam controlar e acompanhar as atividades humanas que interferem nos processos naturais, assegurando a sustentabilidade dos ecossistemas. Ele é dividido em três fases:

  • Licença prévia - Esta fase possui várias etapas, nas quais a empresa apresenta o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), que avaliam amplamente os impactos ambientais que serão causados e as devidas ações mitigatórias.
  • Licença de Instalação - Subdividida em outras etapas, pode aprovar os projetos de controle ambiental para a fase de implementação.
  • Licença de Operação - O Empreendedor elabora os relatórios sob a implantação dos programas ambientais determinados na licença de instalação.

Monitoramento ambiental

Sendo assim, o monitoramento ambiental é parte obrigatória para se manter as licenças ambientais e também é parte do Sistema de Gestão Ambiental. Com o monitoramento é possível se atestar as ações de controle ambiental proposta pelas empresas. O monitoramento vai dando o diagnóstico, através de métodos qualitativos e quantitativos, da situação e do que pode ser mediado.

As técnicas vão variar conforme o tipo de impacto que a atividade traz ao meio. Pode ser para o controle de emissão de poluentes gasosos e líquidos, para o controle de qualidade de águas de rios, lagos e mares, entre tantas outras.

E a fauna?

Para fins de licenciamento ambiental e/ou supressão de vegetação nativa, é requerido laudos de fauna silvestre, primeiramente com um inventário dos diferentes grupos e depois um monitoramento periódico para se estudar se o impacto está afetando o meio e quais medidas podem ser tomadas.

O monitoramento de fauna é realizado por um técnico responsável e uma equipe de especialistas em cada grupo: ictiofauna (se houver impacto na água), herpetofauna (répteis e anfíbios), avifauna (aves) e mastofauna (mamíferos) de grande, médio e pequeno porte. Existem diferentes técnicas para o levantamento de fauna, que serão escolhidas pelos profissionais conforme o tamanho da área a ser amostrada, tipo de ecossistema, entre outros parâmetros. O esforço amostral dependerá muito das técnicas utilizadas e do tamanho da área, mas ele deve ser comprovadamente eficaz, de acordo com dados estatísticos e a curva de acúmulo de espécies.

Medidas mitigatórias são ações que diminuem os danos causados pelas atividades. Por exemplo, em casos de criação de barreiras intransponíveis para fauna, ou sistema viário, um projeto técnico vai definir pontos específicos para criar conectividade entre os fragmentos e recursos hídricos, como passagens subterrâneas ou pontes aéreas.

Em áreas de corte da vegetação nativa é essencial que haja conectividade entre os fragmentos, chamados de corredores ecológicos, permitindo que haja trânsito de fauna entre dois fragmentos, com fluxo gênico de fauna e flora, uma vez que a fauna é agente na reprodução de muitas espécies de planta.

É importante deixar claro que a gestão de controle ambiental pode ser de âmbito federal, estadual ou municipal. Existindo algumas leis, decretos, portarias e instruções normativas que normatizam, legalizam e dão diretrizes às atividades que causam impacto ambiental e necessitam de um monitoramento periódico.

Referências:

https://www.ibama.gov.br/perguntas-frequentes/licenciamento-ambiental

https://www.masterambiental.com.br/consultoria-ambiental/licenciamento-e-estudos-ambientais/monitoramento-ambiental/

https://cetesb.sp.gov.br/wp-content/uploads/2014/12/DD-167-2015-C-sem-assinaturas.pdf

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/D6660.htm

http://www.mma.gov.br/areas-protegidas/instrumentos-de-gestao/corredores-ecologicos

The post Monitoramento ambiental appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2xpa0dl
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Instituto Butantan

"

O Instituto Butantan é um centro de pesquisa público, localizado na zona Oeste de São Paulo, em um espaço de 750 mil m2, com 60% da sua área sendo verde. Possui um complexo de laboratórios, fábricas, um parque e três museus, recebendo em torno de 300 mil visitantes por ano. Tem edifícios tombados, serpentário, coleções zoológicas e disponibiliza seus acervos em uma biblioteca especializada física e digitalizada, além de proporcionar diversas atividades educacionais. Com mais de um século de existência, o Instituto Butantan desenvolveu inúmeros avanços tecnológicos voltados para questões de saúde pública e é considerado um dos maiores centros científicos do mundo.

Histórico

No final do século XIX um surto de peste bubônica assustava o porto de Santos, o governo de São Paulo comprou a Fazenda Butantan para instalar um laboratório de estudo e produção de soro contra a peste, junto ao Instituto Bateriológico, que hoje é o Instituto Adolfo Lutz. Em 1901, tornou-se autônomo e o Dr. Vital Brasil foi o primeiro diretor. Ao longo da sua diretoria, o médico ampliou as atividades, desenvolvendo pesquisa com soros e vacinas. Chamou a atenção internacional e logo teve reconhecimento fora do Brasil para suas pesquisas de herpetologia, imunologia e microbiologia. Foi o primeiro centro brasileiro a desenvolver estudos com animais peçonhentos e soro antiofídico

A partir de 1914, em seu prédio novo e com investimentos aumentados, suas pesquisas foram transformando o instituto no maior centro de pesquisa biomédica do estado de São Paulo.

Em 2009, com aliança internacional, passou a produzir vacinas para combate da Gripe Suína (H1N1), ganhando mais um destaque.

Em 2010, o Prédio das Coleções sofreu um incêndio, que destruiu meio milhão de espécimes de serpentes, artrópodes, escorpiões, miriápodes, opiliões e aranhas. A coleção era a maior do Brasil, sendo referência em descrição de novas espécies. Milhares de espécimes seriam ainda catalogados, especialistas acreditam que o incêndio levou à perda insubstituível de um patrimônio histórico da biologia brasileira.

O instituto segue sempre inovando, criou vacina para 4 sorotipos de dengue. Hoje, todo ano entrega mais de 100 milhões de doses de vacina ao Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. Em 2018 forneceu 600 milhões de dose da vacina da gripe para o Sistema único de Saúde (SUS) e projetam que até 2020 a capacidade de produção chegará a 80 milhões de doses.

Além disso, realiza metade da produção brasileira de vacinas e 90% dos soros contra venenos, usados no SUS. Possui 40 patentes dentro das suas pesquisas institucionais. Recentemente, desenvolveu a vacina da dengue em dose única, numa parceria com NIH (National Institute of Health), dos E.U.A.

Fachada do Instituto Butantan em São Paulo. Foto: Alf Ribeiro / Shutterstock.com

O centro de Pesquisa e Anexos

É um instituto vinculado à Secretaria de saúde do estado de São Paulo, tendo dentro do seu complexo o Hospital Vital Brasil, que é referência nacional.

Além de gerar conhecimento, o divulga através de cursos oferecidos para a comunidade, além do curso de pós-graduação em toxinologia, o curso de extensão universitária, mestrado e doutorado, especialização na área da saúde e o MBA oferecido em Gestão de Inovação em saúde. O instituto além de desenvolver atividades educativas, publica materiais educativos, vídeos, jogos, etc.

Possui o Museu Biológico, que foi o primeiro museu do instituto e permanece em um edifício histórico; Museu de Microbiologia, Museu Histórico, um macacário, um serpentário, um reptário e um parque.

O Museu Emílio Ribas, que fica no bairro Bom Retiro, foi passado ao instituto Butantan em 2010.

Fornecem oito tipos de vacina ao Ministério da Saúde, junto a parcerias com laboratórios externos:

  • Influenza sazonal trivalente;
  • Hepatite A;
  • Hepatite B;
  • HPV;
  • Raiva;
  • Vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (DTP);
  • Vacina adsorvida diftéria e tétano adulto (dT)
  • Vacina adsorvida diftéria e tétano infantil (DT)
  • dTpa.

Produz vários tipos de soro, contra toxinas de animais peçonhentos:

  • Antibotrópico;
  • Antibotrópico e Antilaquético;
  • Anticrotálico;
  • Antielapídico;
  • Antiescorpiônico;
  • Antiaracnídico;
  • Antilonômico;
  • Antidifitérico;
  • Antitetânico;
  • Antibotulínico AB;
  • Antirábico.

O instituto conta com parcerias públicas e privadas, nacional e internacionalmente, para desenvolvimento de suas pesquisas.

Referências:

https://bibliotecadigital.butantan.gov.br/

http://www.butantan.gov.br/

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4080994/

https://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,incendio-destroi-mais-de-500-mil-amostras-do-instituto-butantan,552220

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2010/05/735708-incendio-pode-ter-destruido-acervo-de-70-mil-especimes-de-repteis-do-instituto-butantan.shtml

The post Instituto Butantan appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2LtUlBA
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Dior em Grasse

"

Após os dias deliciosos em Firenze, com toda a experiência de iniciar meu programa de Pós-Graduação em Fashion Marketing and Communications, pude vivenciar momentos tão especiais e com tanta história para contar. Saí da Itália em direção a Grasse, uma cidade localizada nos Alpes Marítimos na Costa Azul da França, para descobrir os ares encantadores da região conhecida pela sua relação direta com o mundo das fragrâncias. Isso porque lá é considerado o lugar onde as grandes casas de moda e perfumaria buscam suas matérias-primas, em campos de flores surpreendentes. O mais curioso? Grasse era o refúgio de Christian Dior e era lá que o estilista se dedicava à paixão por flores e jardins, de onde surgiram as criações de seus perfumes mais icônicos.

Para conhecer melhor este universo, fizemos uma visita guiada pela LES FONTAINES PARFUMÉES, um prédio, construído em 1640, onde hoje nascem os perfumes da Dior, pelas mãos do perfumista François Demarchy. Nos jardins, são 350 essências, com destaque para a Rosa de Maio. Nos arredores da cidade, ficam os campos de flores exclusivos da marca, que vão servir de ingredientes para os perfumes da maison, como J’Adore, Miss Dior e Joy.

Na região também há um outro cantinho mágico, onde Christian Dior costumava passar seus verões. O Château de La Colle Noire foi uma residência em que o estilista cultivava rosas e jasmins para seus perfumes. Apaixonado por flores desde a infância, ele sempre se considerou um perfumista, além de um costureiro. Prova dessa relação tão próxima com os perfumes foi quando, em 1947, lançou o primeiro Miss Dior. E a apresentação da criação foi em uma ocasião extremamente especial. O aroma foi apresentado com borrifadas durante o icônico desfile “New Look”. Ao longo das décadas, foram surgindo novas versões da fragrância, mas sempre mantendo a proposta feminina e elegante pensada por Dior.

Após sua morte, em 1957, o Château teve outros donos, mas há alguns anos a marca readquiriu a propriedade e deu início a uma renovação completa para preservar a herança de seu fundador. Os jardins e a mansão foram restaurados, assim como a decoração dos ambientes seguiu o estilo concebido pelo próprio Monsieur Dior, misturando um estilo provençal com mobiliário Luís XVI.

Passar o dia imersa em uma história única e tão marcante na história da moda, onde a tríade beleza, bondade e verdade guiaram o caminho de um homem. Incrível poder conhecer os detalhes do legado de Christian Dior.

 



Blog da Alice Ferraz https://ift.tt/2Np9iHT
Publicado primeiro em Alice Ferraz"

#Lesson1: Minha primeira aula na Polimoda Firenze

Organização das Nações Unidas (ONU)

"

A Organização das Nações Unidas (ONU) é uma organização internacional criada no pós-guerra e que tem como principal objetivo garantir a paz no mundo. Com sede em Nova Iorque, atualmente, a ONU conta com 192 Estados membros.

História da ONU

Ao término da Segunda Guerra Mundial a Europa estava destruída e mais de 45 milhões dos seus habitantes havia morrido em decorrência do conflito. Os custos materiais e humanos da haviam se revelado altíssimos e evidenciavam a necessidade de se criar mecanismos para impedir que um conflito de tamanha proporção voltasse a ocorrer.

Pensando nisso, em uma reunião realizada em São Francisco, nos Estados Unidos, em 24 de outubro de 1945, 51 Estados assinaram a carta de fundação da Organização das Nações Unidas, que teria como objetivo garantir a paz e intermediar os conflitos entre países. A ONU substituiu a Liga das Nações, fundada no pós-Primeira Guerra.

Apesar de seu principal objetivo ser manter a paz, a ONU também passou a apoiar e desenvolver uma ampla agenda, que contempla a promoção dos direitos humanos e do desenvolvimento social e econômico, a proteção do meio ambiente e a promoção de ajuda humanitária em casos de desastres ambientais e conflitos armados.

Prédio da ONU em Nova York. Foto: Arnaldo Jr / Shutterstock.com

Estrutura da ONU

A ONU é organizada de acordo com a seguinte estrutura:

  • Assembleia Geral: órgão deliberativo que tem como funções principais tratar questões que atinjam diretamente a paz ao redor do mundo;
  • Conselho de Segurança: único órgão da ONU cujas decisões são compulsórias para outros países. Seu principal objetivo é manter a paz, analisar e discutir problemas que ameacem a segurança ao redor do mundo e procurar soluções para conflitos.
  • Apesar da ONU ser composta por 192 Estados membros, apenas cinco países possuem assento permanente no conselho, são eles: Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China. Além de comporem o conselho permanente, esse países possuem direito a veto a questões de segurança.
  • Além dos países com assento permanente, a assembleia geral indica dez membros para comporem os assentos rotativos por um período de dois anos.
  • Conselho Econômico e Social (ECOSOC): atua na coordenação dos trabalhos voltados ao desenvolvimento econômico e social das nações.
  • Conselho de Tutela: Seu objetivo era ajudar os territórios sob tutela da ONU a se organizarem como Estados independentes. Sua extinção se deu em 1994, três anos após Palau, o último território sob tutela da ONU, tornar-se soberano.
  • Corte Internacional de Justiça: também chamado de Tribunal de Haia, trata-se do órgão jurídico da ONU. A corte internacional tem o poder de decisão sobre litígios internacionais, inclusive aqueles que envolvam Estados não membros.
  • Secretariado: atua na assessoria dos órgãos da ONU.

Além dessa estrutura, a ONU possui organismos intergovernamentais e programas voltados para o desenvolvimento dos direitos humanos, questões ambientais, patrimônio etc. Entre esses organismos estão a Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Organização Mundial de Saúde (OMS), Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), etc.

Também fazem parte da estrutura da ONU a Universidade das Nações Unidas (UNU) e o ACNUDH (Alto comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos).

Críticas à ONU

Apesar de seu compromisso de garantir a paz no mundo, a organização é acusada de agir tendenciosamente e ser utilizada para a defesa dos interesses políticos dos membros permanentes do conselho de segurança.

O caso da Guerra da Síria é emblemático da forma como a organização é ineficiente na defesa da paz. Apesar do país estar em guerra desde 2011, a ONU não tem interferido no conflito por causa do impasse que existe no conselho de segurança entre Rússia e Estados Unidos sobre que medidas devem ser tomadas na região em conflito. Como ambos países têm direito a veto no conselho de segurança, até o momento nenhuma medida para interferir no conflito foi tomada pela ONU.

The post Organização das Nações Unidas (ONU) appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2XllyxP
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)

"

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é uma organização internacional com sede em Paris composta por 35 países membros. A OCDE foi criada em 1961 com o objetivo de promover o desenvolvimento e estabilidade econômica de seus países membros.

História da OCDE

A OCDE é sucessora da Organização Europeia de Cooperação Econômica (OECE). A OECE foi criada em 1948 para administrar os recursos disponibilizados pelo Plano Marshall para a reconstrução da Europa no pós-guerra, promover a cooperação entre os países europeus e discutir uniões aduaneiras e zonas de livre comércio no continente para promover o desenvolvimento.

Na época de sua criação, a OECE abrangia os seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Grã-Bretanha, Itália, Noruega, Portugal, Suíça, Suécia, Turquia e Espanha. Estados Unidos e Canadá eram países associados.

A OECE esteve em atividade entre 1948 e 1961, quando foi substituída pela OCDE. A OCDE passou a incluir, além dos antigos membros, Estados Unidos e o Canadá, interessados nos sucesso econômico alcançado pela organização na reconstrução da Europa. Desde então, a organização passou a aderir novos membros.

Para ser aceito na organização, o país candidato precisa comprovar que mantém políticas econômicas, comerciais e sociais alinhadas às praticadas pelos países do grupo. Na América Latina, apenas México e Chile fazem parte da organização, também chamada de “clube dos ricos”.

Países membros

Atualmente, os membros da OCDE são: Austrália; Áustria; Bélgica; Canadá; Chile; República Checa; Dinamarca; Estônia; Finlândia; França; Alemanha; Grécia; Hungria; Islândia; Irlanda; Israel; Itália; Japão; Coréia; Letônia; Lituânia; Luxemburgo; México; Países Baixos; Nova Zelândia; Noruega; Polônia; Portugal; República Eslovaca; Eslovênia; Espanha; Suécia; Suíça; Peru; Reino Unido; Estados Unidos.

Além dos países que já são membros, Colômbia, Costa Rica, Cazaquistão e Lituânia negociam a entrada na organização. Em 2009 a Rússia havia iniciado as negociações para se juntar a OCDE, entretanto, em decorrência da intervenção militar realizada pela Rússia na região da Crimeia, localizada na Ucrânia em 2014 e que se estende até hoje, o processo de adesão do país a organização foi paralisado.

As negociações da entrada do Brasil na organização tiveram início em 2017, mas ainda aguarda ser analisada. Em 2019, o presidente Jair Bolsonaro pediu apoio ao presidente americano Donald Trump para o ingresso do país na organização. Entretanto, Trump pediu que em troca, o Brasil abrisse mão de participar de um grupo com direitos especiais para países em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Principais objetivos da OCDE

Atualmente, os principais objetivos da OCDE estão voltados para o desenvolvimento da economia sustentável, incentivando práticas que considerem a questão ambiental; ao combate a instabilidade econômica e da pobreza; a ampliação do acesso à sistemas de saúde eficazes; e ao desenvolvimento de mecanismos que garantam a criação de novos postos de emprego.

The post Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2JgGxI7
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Organização Mundial do Comércio (OMC)

"

A Organização Mundial do Comércio (OMC) é um órgão que procura regulamentar o comércio internacional e mediar acordos comerciais, buscando favorecer o livre comércio. Atualmente, a OMC possui 164 Estados-membros, incluindo o Brasil, um dos membros fundadores da organização. A sede da OMC está localizada em Genebra, na Suíça.

Origem da Organização Mundial do Comércio

Durante a Grande Depressão Econômica Americana da década de 1930, um dos instrumentos utilizados pelo Estados Unidos para proteger a economia interna e retomar o crescimento foi o aumento das taxas alfandegárias. Essa medida, apesar de favorecer a economia interna, aprofundou a crise econômica mundial. Como forma de retaliação pela ação norte-americana, outros países também subiram sua taxa de exportação, prejudicando todo o comércio internacional.

Após o final da Segunda Guerra Mundial, diante da necessidade de reconstrução dos países envolvidos na Guerra e da retomada das relações comerciais a nível mundial, seriamente afetadas pelo conflito, tornou-se clara a necessidade de criar um acordo que mediasse as relações comerciais internacionais.

Esse acordo deveria, entre outras ações, defender o livre comércio e impedir que medidas como a tomada pelos Estados Unidos e outros países durante a década de 1930 voltassem a se repetir. Dessa forma, em 1947, foi assinado por 23 países - entre eles o Brasil - o Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATTGeneral Agreement on Tariffs and Trade).

O GATT seguiu como principal acordo de comércio internacional até 1994, quando durante a Rodada Uruguai 123 países assinaram o Acordo de Marraquexe, dando origem a Organização Mundial do Comércio.

Objetivos da OMC

Seguindo os princípios do GATT, a OMC tem por objetivo mediar negociações comerciais, incluindo a mediação de compromissos de países individuais para reduzir as tarifas alfandegárias e manter mercados de livre comércio. Os membros da OMC assumem o compromisso de tornarem transparentes as suas políticas comerciais, comprovando que os acordos negociados junto à organização estão sendo cumpridos.

Como forma de incentivar o avanço do livre comércio internacional, a OMC estimula a não discriminação de bens e serviços entre os países membros, sejam eles nacionais ou estrangeiros. A organização defende a ideia de que a redução das barreiras alfandegárias e demais tarifações podem incentivam a geração de empregos pelo aumento da concorrência. Neste sentido, a OMC desencoraja práticas como subsídios estatais e medidas protecionistas.

Críticas a OMC

A OMC tem recebido diversas críticas desde a sua fundação. Apesar de formalmente incentivar a redução de tarifas e taxas alfandegárias sem discriminações entre as nações, a organização tem relevado práticas protecionistas praticadas, sobretudo, por países desenvolvidos, como os EUA e membros da União Europeia.

Apesar de adotarem medidas protecionistas para a sua economia interna, os países desenvolvidos são os principais defensores da retirada de barreiras econômicas para exportação de produtos. Essa prática dificulta o desenvolvimento econômico os países subdesenvolvidos que são membros da organização.

Em 2010, por exemplo, o Brasil conseguiu que a OMC condenasse os Estados Unidos pelas barreiras alfandegárias aplicadas para o suco de laranja brasileiro, que levaram a redução das exportações do setor.

Rodada de Doha

As conferências da OMC são realizadas em rodadas. Essas rodadas podem durar anos para serem concluídas. No momento, está em andamento as negociações da Rodada de Doha, lançada em 2001, no Catar.

A Rodada de Doha discute questões ligadas à liberalização dos mercados com ênfase nas necessidades econômicas dos países em desenvolvimento e formas de aprimorar as regras para soluções de conflitos comerciais entre os membros da organização.

The post Organização Mundial do Comércio (OMC) appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2Xlls9r
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Classificação climática de Köppen-Geiger

" A Classificação climática tem como intuito agrupar os diferentes segmentos do planeta associando-os de acordo com os índices climátic...