Deuses romanos

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A formação da cultura ocidental foi intensamente influenciada pela mitologia greco-romana, formada pela união de relatos – os mitos – transmitidos e preservados por séculos. Os povos da Antiguidade utilizavam os mitos para explicar diversas questões, como a origem do mundo e das pessoas e os fenômenos naturais.

A mitologia dos povos antigos possui grande relação com sua religiosidade, e muito do que conhecemos hoje sobre as crenças e práticas religiosas de povos do passado chegou a nós por meio de narrativas mitológicas. Por isso, para melhor compreensão de suas crenças, é fundamental conhecer seus mitos.

Na Antiguidade, a mitologia grega foi assimilada pela mitologia romana. Por isso, em diversos aspectos culturais há uma grande proximidade entre Grécia e Roma. Em termos religiosos, por exemplo, os romanos incorporaram aspectos dos deuses gregos em suas divindades.

Júpiter, deus do trovão na mitologia romana. Equivalente à Zeus dos gregos. Foto: M-SUR / Shutterstock.com

Tanto para os gregos quanto para os romanos – ambos politeístas –, os deuses possuíam características humanas. Enquanto no mundo gregos as crenças estavam voltadas a Zeus, Atena, Ares, Afrodite, Hermes e muitas outras divindades, os romanos cultuavam figuras como:

  • Júpiter: rei dos deuses e dos seres humanos; o deus equivalente a Zeus na cultura grega.
  • Juno: rainha dos deuses, esposa de Júpiter, protetora do casamento e das mulheres; na Grécia, sua equivalente é Hera.
  • Baco: deus do vinho, das festas, do prazer, da inspiração poética; representado por Dioniso para os gregos.
  • Diana: deusa da caça, dos animais selvagens e da lua, representada carregando flechas consigo; na Grécia, era Ártemis.
  • Febo: deus da música e do Sol; considerado o mais belo deus para os romanos, assim como Apolo para os gregos.
  • Marte: filho de Júpiter e Juno, deus da guerra (Ares, na Grécia); suas representações o mostram carregando um escudo e uma flecha.
  • Mercúrio: deus do comércio e mensageiro dos deuses, protetor dos comerciantes e viajantes, tal como Hermes na Grécia.
  • Minerva: deusa da sabedoria, das artes e das estratégias de guerra; assimilada à divindade grega Atena.
  • Netuno: deus dos mares, oceanos e terremotos; representado com um tridente, assim como o deus grego Poseidon.
  • Vulcano: deus do fogo, protetor das atividades com o metal; filho de Júpiter e Juno; associado à divindade grega Hefesto.

Netuno, deus dos mares na mitologia romana. Foto: Giuseppe Cammino / Shutterstock.com

Porém, é importante lembrar que, embora a mitologia grega tenha exercido grande influência sobre a mitologia romana, os romanos também incorporaram, em suas crenças e práticas, aspectos de outras culturas antigas, como a etrusca e a egípcia.

Os romanos, assim como os gregos, promoviam cerimônias religiosas frequentemente – antes mesmo da incorporação de elementos gregos na cultura romana.

Tanto na Grécia quanto em Roma ocorriam cultos privados, voltados à proteção da família e questões mais íntimas, e cultos públicos, oficiais, organizados pelo Estado e voltados a questões concernentes à toda a população, como o pedido por boas colheitas e proteção em guerras.

Uma das características mais marcantes da religiosidade romana surgiu no período imperial, durante o governo de Augusto (27 a.C.-14 d.C.). Trata-se do culto ao imperador, com a função de preservar a ordem e a unidade no Império. Assim, estabelecia-se uma ligação maior entre os povos das províncias e Roma.

Os imperadores eram cultuados ainda vivos e divinizados após sua morte, na cerimônia da apoteose, que o imortalizava e buscava preservar sua memória. Esses elementos nos mostram a intensa relação entre religião e política na cultura romana.

Referências:

ANDE, Edna, LEMOS, Sueli. Roma: Arte na Idade Antiga. São Paulo: Callis, 2011.

FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2002.

LEEMING, David. Do Olimpo a Camelot: um panorama da mitologia europeia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004.

MACHADO, Carlos Augusto Ribeiro. Entre homem e Deus: o ritual da apoteose imperial na Roma Antiga. Mare Nostrum, n. 5, 2014. Disponível em: http://leir.fflch.usp.br/sites/leir.fflch.usp.br/files/upload/paginas/marenostrum-ano5-v5-art4.pdf. Acesso em: 10 abr. 2019.

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Guerras Napoleônicas

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A Revolução Francesa, iniciada em 1789, foi desencadeada pela insatisfação do Terceiro Estado com a forma como a monarquia conduzia a França à época. No sistema absolutista francês, os privilégios de uma pequena parcela da população geraram uma crise econômica, política e social no reino que motivou a revolução.

Derrubada a monarquia, o período revolucionário passou por diversas fases durante todo o século XVIII. Em alguns momentos, seu teor foi mais radical e popular; em outros, foi controlado pela burguesia.

A última fase da Revolução, o período do Diretório, teve início em 1794, com a retomada do poder pela burguesia após a queda dos jacobinos – que controlavam a França desde 1793. Nessa fase, os conflitos entre o governo, os realistas e os jacobinos levaram a mais uma crise dentro do período revolucionário. Nela,

Buscando conter as tentativas de derrubada do poder e manter a ordem interna, o Diretório solicitou o auxílio do exército, o qual, no mesmo período, estava obtendo em campanhas militares fora da França – que buscaram expandir as fronteiras do país e levaram à conquista de novos territórios.

Nesse processo, o jovem general Napoleão Bonaparte (1769-1821) ganhou destaque, e passou a ser visto como a figura que poderia restabelecer a ordem. Fortalecido, em 9 de novembro de 1799, Napoleão, com o apoio de alguns membros do Diretório, deu um golpe de Estado na França, o golpe do 18 Brumário.

Napoleão cruzando os Alpes. Pintura de Jacques-Louis David, 1805.

Com a chegada de Napoleão ao poder, o período revolucionário foi encerrado. O Consulado, órgão formado por três cônsules dos quais Napoleão, o primeiro-cônsul, detinha a maior parte do poder.

Após diversas realizações, como a criação de um código civil, e alguns plebiscitos que o ajudaram a concentrar mais poder em suas mãos, Bonaparte foi aclamado imperador da França em 1804, com o título de Napoleão I.

Uma das principais marcas da Era Napoleônica, iniciada quando Napoleão chegou ao poder, foi o expansionismo bonapartista, que buscou conquistar áreas na Europa e fora dela, expandindo o Império Francês por meio da anexação de diferentes regiões.

Na tentativa de conter esse expansionismo e seus desdobramentos, diversas nações europeias formaram alianças contra a França para enfrentá-la nas Guerras Napoleônicas, formadas por diferentes fases, iniciadas ainda antes de Napoleão ser aclamado imperador.

França e Reino Unido disputavam a hegemonia na Europa. Em 1802, assinaram o Tratado de Amiens com o intuito de promover a paz entre si. Porém um ano depois, o acordo foi rompido, e teve início uma nova etapa de conflitos entre as duas nações. Na chamada Guerra da Terceira Coalizão, datada de 1803, Áustria, Suécia e Rússia se uniram ao Reino Unido em oposição ao Império Francês.

No período, o início do século XIX, a França ocupava a República Batava (formada por parte do território da atual Holanda) e a Confederação Suíça. Além disso, Napoleão havia se declarado Rei da Itália, o que fez com que as nações mencionadas, cada uma com seus próprios interesses, se unissem ao Reino Unido para combater a expansão francesa.

Após algumas batalhas, a guerra foi encerrada no final de 1805. A França manteve seu domínio por diversas regiões da Europa.

Logo em seguida, em 1806, as Guerras Napoleônicas vivenciariam outra de suas fases: a Guerra da Quarta Coalizão, formada por Reino Unido, Prússia, Suécia, Saxônia e Rússia contra a França. A principal motivação dos conflitos foi a formação da Confederação do Reno, em meados de 1806, por Napoleão Bonaparte, composta por dezesseis estados alemães e incorporada ao Império Francês.

Um importante episódio dessa fase foi a Batalha de Friedland, em 1807, na qual França e Rússia de enfrentaram. Uma de suas principais consequências foi a conquista de novas regiões por Napoleão, como parte da Suécia, e a criação do Ducado de Varsóvia (1807). É dessa fase, também, o Bloqueio Continental (1806), estabelecido como estratégia para enfraquecer a Inglaterra economicamente para facilitar sua conquista.

É datado de 1807, também, o início da Guerra Peninsular, que opôs a França ao Reino Unido, Espanha e Portugal, motivada pela ocupação francesa do território português e tentativa de conquista de regiões espanholas. Enquanto o conflito ocorria, a Quinta Coalizão foi formada, em 1809, unindo a Áustria e o Reino Unido contra a França em diversas batalhas.

Embora enfraquecida pela Guerra Peninsular, a França venceu a Guerra da Quinta Coalizão, estabelecendo um tratado, em 1809, pelo qual a Áustria pagaria uma indenização à França, além de ceder territórios ao Império Francês.

No ano seguinte, em 1810, a Rússia voltou a estabelecer relações comerciais com a Inglaterra, rompendo o Bloqueio Continental imposto por Napoleão – que estabelecia a proibição do comércio entre nações europeias e a Inglaterra. As nações que não aceitassem a medida seriam invadidas pelas tropas napoleônicas. Foi o que ocorreu com a Espanha e com Portugal – o que levou a família real portuguesa a fugir para o Brasil, sua colônia americana. Como reação à determinação do czar, a França enviou mais de meio milhão de soldados à Rússia em 1812.

No mesmo ano, a Rússia, juntamente com a Áustria, a Prússia, a Suécia, o Reino Unido e alguns Estados alemães formaram a Sexta Coalizão contra a França. Enfraquecida pela campanha na Rússia, a França foi derrotada, e Paris invadida em 1814. O Tratado de Fontaineblau, estabelecido na ocasião, determinou a abdicação de Bonaparte ao trono e o exilou na Ilha de Elba.

Com a queda de Napoleão, em 1814 tiveram início as atividades do Congresso de Viena, no qual as principais monarquias europeias buscaram restaurar o Antigo Regime no continente e reaver as terras perdidas durante a expansão napoleônica.

Porém, a fuga de Bonaparte da Ilha de Elba, em 1815, e seu retorno à França, onde assumiu o poder novamente, levou à formação de uma nova coalizão por Reino Unido, Áustria, Holanda, Suécia, Suíça, Prússia e Rússia.

Em um cenário de batalhas no qual as tropas de Napoleão estavam em desvantagem em relação ao exército composto pelas nações opositoras, a França foi derrotada na Batalha de Waterloo, na Bélgica, em 1815, e as Guerras Napoleônicas chegavam definitivamente ao fim.

Referências:

HOBSBAWM, Eric. A era das revoluções: 1789-1848. São Paulo: Paz e Terra, 2015.

VOVELLE, Michel. A Revolução Francesa explicada à minha neta. São Paulo: Editora Unesp, 2007.

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Limites de funções

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Para calcularmos limites de funções é necessário recordarmos a definição formal de limites e também o conceito de continuidade de funções (ler o artigo sobre limites); então, a definição formal de limites nos diz:

Seja 𝑓 uma função e 𝑎 um ponto contido no domínio de 𝑓. Dizemos que 𝑓 tem limite 𝐿, no ponto 𝑎, se dado qualquer 𝜀 > 0, exista um 𝛿 > 0 tal que, para qualquer 𝑥 pertencente ao domínio de 𝑓, a condição abaixo seja satisfeita:

0 < |𝑥 − 𝑎| < 𝛿 ⇒ |𝑓(𝑥) − 𝐿| < 𝜀

O limite L, quando existe, é único e representamos por:

Se combinarmos a definição de continuidade e de limites podemos simplesmente dizer que, se uma função 𝑓(𝑥) é contínua em 𝑎, então:

Vamos, primeiramente, introduzir algumas propriedades úteis para calcular limites de funções:

1) Considere duas funções 𝑓(𝑥) e 𝑔(𝑥) onde queremos calcular o limite da soma de ambas. Neste caso, o limite da soma é a soma dos limites, ou seja:

Exemplo 1: Vamos calcular o limite de tendendo a 1:

Note que a função poder ser escrita como a soma de duas outras, onde e . Como ambas são contínuas num ponto 𝑎 qualquer que, neste caso, é igual a 1, temos:

Logo, o limite da função no ponto 𝑥 = 1 vale 7, em outras palavras, 7 é o valor que deveria ter em 1 para ser contínua nesse ponto.

2) Seguinte a mesma lógica, se uma função é escrita pelo produto de duas outras, então vale a propriedade:

Ou seja, o limite do produto, é o produto dos limites.

3) Se uma função é obtida pela razão de duas outras, então vale:

4) Se quisermos calcular o limite de uma função constante do tipo 𝑓(𝑥) = 𝑘, o seu limite será a própria constante:

5) As funções do tipo e são contínuas para qualquer valor de 𝑛 pertencente aos naturais e maior do que 1 (∀𝑛 ≥ 1 , 𝑛 ∈ ℕ). Logo, podemos calcular o limite de funções desse tipo segundo a regra:

Muitas vezes, para calcularmos limites de funções, utilizar técnicas de fatoração podem nos ajudar a poupar tempo. Vejamos:

Exemplo 2: Vamos calcular:

Note que se quiséssemos calcular este limite seguindo a regra número 3, encontraríamos uma indeterminação, pois a função não é contínua no ponto 𝑥 = 1,veja o porquê:

O quociente 0/0 é indeterminado. Mas agora, se fizermos uma manipulação algébrica na expressão fatorando os termos, obtemos:

Como a expressão simplificada resultou em uma função 𝑔(𝑥) = 𝑥 + 1, que é contínua em 𝑥 = 1, podemos então calcular o seu limite:

O limite de uma função 𝑓(𝑥) num ponto 𝑎 não depende do valor que 𝑓(𝑥) assume em 𝑎 mas sim, dos valores que 𝑓(𝑥) assume próximo de 𝑎 (ver artigo sobre limites). Esta manipulação algébrica, do exemplo acima, serviu apenas como uma forma de transformação da expressão, a fim de encontrarmos esses valores pois na sua forma original encontrávamos uma indeterminação.

Referências Bibliográficas:

GUIDORIZZI, Hamilton L. Um Curso de Cálculo: Volume 1. Rio de Janeiro: Editora LTC, 2001.

PISKUNOV, N. Cálculo Diferencial e Integral: Volume 1. Moscou: Editora Mir, 1977.

ROGAWSKI, Jon. Cálculo: Volume 1. Porto Alegre: Bookman, 2009.

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Resort 2020: Stella McCartney, Chloé e Balmain

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Os meses de maio e junho costumam ser marcados por apresentações – sejam elas grandes shows ou não – de Resort. Para a temporada 2020, as marcas atingiram um nível de desejo altíssimo. Além de Christian Dior, Chanel, Prada e Louis Vuitton, que comentei aqui no blog, há uma série de outras grifes que mostraram suas apostas, com propostas elegantes, modernas e com ar fashionista para os visuais urbanos.

Uma das minhas estilistas preferidas, Stella McCartney trouxe uma mistura fina de peças statement para a sua coleção. Há desde trench coats e maxi casacos às aos estampados com motivos florais e da natureza. A cartela de cores reúne terrosos, neutros, azuis, vermelho, amarelo e púrpura, em uma sintonia tão sofisticada de detalhes – entre fendas, maxigolas, franzidos e assimetrias. Gostei também da presença do jeans, que dá o ar da graça em calças, macacões e bombers, composições perfeitas para dias de menos calor.

Já a Chloé foi até Xangai para desfilar seu Resort 2020. Com o Long Museum como locação para o seu show, a designer Natasha Ramsay-Levi trouxe uma infinidade de inspirações chinesas para suas peças que sempre carregam informações de moda de um jeito cool. Vestidos que lembram qipaos, casacos e camisas com amarração ou abotoamento lateral, combos de alfaiataria com estampas estão entre os itens de destaque da passarela. Inclusive, esta sequência de looks com estética full printed reforça a tendência dos conjuntinhos cobertos pode padronagens da cabeça aos pés.

 

 

Brilhos, franjas, cores e texturas. Olivier Rousteing seguiu fiel cada item do DNA da Balmain para a criar seu Resort. Com um mood boho poderoso, os looks contam com vestidos que trazem algum toque de transparência ou com decotes profundos, saias assimétricas e chapéus de abas enormes; há ponchos, blusas franjadas com camadas volumosas, pantalonas e minivestidos que evidenciam uma combinação entre elementos étnicos e glam na medida.

Já elegeu a sua coleção preferida? Os lançamentos da estação já acabaram, mas, em breve, teremos Alta Costura – e lá vem mais criações encantadoras para nos inspirar!



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QG de Inverno Triângulo das Serras: Viviane Furrier

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O nosso QG F*hits Triângulo das Serras foi um momento muito especial para as nossas conexões, que ganham um novo sentido, com a luz e a vibração da natureza. Durante os dias por lá, toda a experiência achonchegante da temporada de inverno teve uma sintonia perfeita com os looks em tricô, com modelagem clean, poucas intervenções e texturas atemporais assinados pela estilista Viviane Furrier.

As peças têm corte impecável e seguem uma cartela de cores elegante – que vai do vermelho aos neutros e terrosos clássicos da estação. Há ponchos, suéteres, quimonos e turtle necks para criar visuais modernos, que combinam bem com a inspiração baseada na dualidade da metrópole e aposta na conexão modo on e modo off, para esta coleção denominada “Conexões Urbanas”. Em comemoração aos seus 25 anos de marca, a mineira apresentou uma série de desejos que se tornaram os protagonistas desta edição do QG.

E a versatilidade das roupas em knitwear são visíveis na hora de compor as produções. O time F*hits criou suas próprias interpretações de como apresentar outfits invernais com pitadas de contemporaneidade. Veja como cada item traz uma personalidade e um toque de sofisticação. Vale investir em um suéter como elemento de cor para um look leve com calça de alfaiataria ou eleger aquele cardigã branco com pontos largos como contraste de texturas em uma proposta full white.

Além de poder conhecer a coleção de perto, tivemos a chance de ter a presença da própria Viviane Furrier por lá. Uma alegria imensa de celebrar a moda brasileira e este aniversário da marca mineira que traz seu tricô com boas doses de modernidade e requinte.



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Trend hits: Hello sunshine!

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Foi-se o tempo que o inverno estava relacionado apenas às cartelas neutra ou escura. Há algum tempo, o amarelo vem ganhando cada vez mais espaço no guarda-roupa das fashionistas, dando aquele toque de vibração aos visuais da temporada. O ponto alto da tendência é a facilidade de criar combinações entre as suas diversas tonalidades, seja em produções monocromáticas, com outros tons solares ou até como detalhe em looks que carregam peças black and white.

Entre os destaques da temporada estão os contrastes de versões pastel e mais iluminadas. Para o pre-fall 2019 da Sally LaPointe, conjunto composto por cropped top + calça em amarelo claro por baixo do casaco de pelúcia em tom mais forte. Repare que o par de botas também segue na proposta mais saturada. Já para o Fall 2019, o full yellow ganha papel de protagonista nas passarelas, com foco também nas texturas clássicas da estação fria. Assim como no tricô usado pela Aletania, a Max Mara trouxeram o teddy coat como item statement do outfit. Enquanto isso, Stella McCartney e Valentino investiram em modelagens que brincam com franzidos, amarrações, sobreposições e assimetrias. Outro ponto especial é a atenção aos acessórios que seguem o ritmo – veja o óculos da Max Mara e o par de brincos de Stella McCartney.

Para quem prefere apostar apenas em um toque de cor, acessórios e sapatos amarelos surgem com diferentes shapes e materiais – e surpreendem. Enquanto as botas aparecem em tecidos acetinados e em couro envernizado nas coleções da Dries van Noten e Prabal Gurung, respectivamente, Gucci e Chanel elegeram as bolsas como elementos de impacto.

Alguma dúvida sobre o poder do amarelo? Ele dá vida e luz aos visuais e é sempre válido explorar as diversas maneiras de entrar na tendência. Uma injeção de alegria sempre faz bem!



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Alce

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O alce (Alces alces) é um mamífero pertencente à família dos cervídeos, chamado de moose na América do Norte e eurasian elk na Europa. Distingue-se pelo formato de taça das suas galhadas (geralmente nos machos), que podem atingir 1,6 metros de comprimento. São nativos do Paleártico e Neoártico e estão distribuídos em regiões circumpolares. Na América do Norte, os alces são encontrados em grande parte do Alasca, Canadá e Estados Unidos. Encontram-se também, no nordeste da Europa e norte da Ásia. Existem fatores que provavelmente limitam sua distribuição ao norte, como comida suficiente e profundidades de neve acima de 70 cm, por períodos mais longos. Sua distribuição ao sul é limitada pelos climas quentes que têm temperaturas acima de 27°C por longos períodos.

Pode ser encontrado em uma variedade de habitats nas frias regiões do hemisfério norte do globo que possui cobertura sazonal de neve. Eles habitam os biomas Floresta Temperada e Taiga, incluindo a zona Tundra-subalpina. Os habitats incluem a floresta boreal, folhas largas e mistas (conífera-decídua). Dentro dessas florestas, eles preferem o estágio inicial de sucessão, onde a folhagem é abundante.

Alce. Foto: David Osborn / Shutterstock.com

Características

Os chifres do Alces alces podem pesar até 35 Kg, os maiores chifres de um mamífero no mundo. São herbívoros e não possuem os incisivos superiores. Comem brotos de árvores, vegetação rasteira, plantas aquáticas e folhas de árvores e arbustos, gostam muito de Pinus silvestres. Estes animais são beneficiados por atividades como fogo, inundação, exploração de madeira e a ação glacial que aumentam a qualidade e a quantidade do tipo de alimento que eles gostam. Neste tipo de ambiente há aumento de densidade da espécie. Além dos habitats florestais, os alces procuram áreas próximas à água, como lagos, pântanos, lagoas e rios, onde também encontram bastante alimento, como o salgueiro para a espécie norte americana.

Um macho pesa em torno de meia tonelada (500 Kg), mas existe uma subespécie no Alasca que pode pesar até 700 Kg. A fêmea é mais leve, pesando em torno de 400 Kg. Seu grande tamanho, junto a incapacidade de suar, para regular a temperatura e o calor produzido pela fermentação em seus intestinos faz com que eles não possam tolerar temperaturas superiores a 27°C por muito tempo. É o maior cervo do mundo, podendo chegar a 2,3 metros de altura. Possuem atividade crepuscular, são bons corredores e podem nadar bem. São solitários a maior parte da vida, mas podem se juntar na estação reprodutiva (nos haréns). Em outra época do ano não são territorialistas, tendo tolerância em sobrepor áreas de vida, dependendo do sexo e da idade.

Reprodução

São animais que possuem dimorfismo sexual, uma vez que a fêmea é menor. São poligâmicos, podendo formar haréns ou pares transitórios. Os haréns são formados por machos dominantes (possuem tamanho do corpo e dos chifres maiores) que reúnem fêmeas para acasalar. Outros machos grandes desafiam o macho dominante, em busca do direito de acasalar. A reprodução ocorre entre setembro e outubro, sendo que a gestação dura até 231 dias, nascendo de um a dois filhotes, com um peso médio de 16 Kg. Os filhotes vivem com a mãe mais ou menos até um ano de vida. A maturidade sexual é alcançada aos 2 anos, mas se desenvolvem até os 4 ou 5 anos de idade, quando estão no melhor pico reprodutivo. Estudos apontam que um Alce começa a ter problemas de saúde por volta dos seus 8 anos de vida, mas podem alcançar até 15 anos na vida selvagem.

Um alce macho na tundra do Alasca. Foto: Chase Dekker / Shutterstock.com

Ameaças

A perda de habitat e pressão de caça são os impactos causados por seres humanos. Apenas cerca de metade dos filhotes chegam à idade adulta, devido à predação por grandes carnívoros, como ursos, lobos e pumas. Ursos predam mais na primavera e lobos mais no inverno. Apesar de sofrerem grande pressão de caça nas áreas naturais, não são considerados ameaçados de extinção. São listados como “pouco preocupantes” pela IUCN.

Referências:

Bowyer, R., V. Van Ballenberghe, J. Kie. 2003. Moose: Alces alces . Pp. 931-964 in G Feldhamer, B Thompson, J Chapman, eds. Wild mammals of North America: Biology, management and conservation. Baltimore, MD: John Hopkins University Press.

Peek, J. 2007. Habitat relationships. Pp. 351-375 in A Franzmann, C Schwartz, eds. Ecology and management of North American moose. Boulder, CO: University Press of Colorado.

https://animaldiversity.org/accounts/Alces_americanus/

https://animaldiversity.org/accounts/Alces_alces/

https://www.fs.fed.us/database/feis/animals/mammal/alam/all.html

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Chinchila

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Chinchila é o nome popular dado à família de roedores chamada Chinchillidae, distribuída em três gêneros. São animais nativos da região dos Andes, na América do Sul.

Características

As chinchilas são roedores que pesam de 500 gramas a 8 Kg e são herbívoros. Sua grande quantidade de pelos auxilia na proteção contra predadores, como pulgas, além de regular a temperatura corpórea nas regiões naturais, que são muito quentes de dia e muito frio à noite. Algumas espécies são exímias escavadoras, formando galerias embaixo da terra. São animais sociais que vivem em grupos de até uma centena de indivíduos.

Caçadas desde o século XVI para uso da pele em roupas, chegou a ser bastante rara no século XX. Em 1918 um engenheiro norte-americano, Mathias Chapman iniciou a reprodução em cativeiro, só então na década de 50 estes animais passaram a ser comercializados e hoje é um animal de estimação popular. Atualmente, é difícil de encontra-las na vida selvagem. Possui abundância de pelos macios, devido ao fato de cada folículo ter em torno de 60 pelos saindo dele.

Chinchila. Foto: Dmytro Leschenko / Shutterstock.com

Chinchilla chinchilla

São as chinchilas de cauda curta que habitavam o Peru, Bolívia, Chile e Argentina. Podem atingir até 48 cm de comprimento, contando com a cauda que possui 20 vértebtras. Pesam de 500 a 800 gramas. A reprodução ocorre de seis em seis meses, com uma gestação de 128 dias uma ou duas vezes ao ano. Vivem até 20 anos em cativeiro e 10 anos em vida livre. Existem criações desta espécie para uso da sua pele, como fazendas nos E.U.A voltadas para produção de casacos. Só na última década houve declínio de 90% da sua população selvagem, sendo extintas em muitos lugares (Peru e Bolívia). É classificada como criticamente ameaçada de extinção, pela IUCN.

Chinchilla lanigera

São as chinchilas de calda longa. Ocorrem nas montanhas do Norte chileno. Pesa de 500g a 800g. A espécie apresenta dimorfismo sexual, sendo que a fêmea é maior do que o macho e podem ter até duas ninhadas por ano, gerando de um a seis filhotes em cada uma. A gestação dura em torno de 111 dias. Vivem de 10 a 13 anos, podendo viver mais tempo em cativeiro. Comem folhas, mas podem comer insetos e ovos oportunamente. Estão “em perigo”, pela IUCN e ainda sofrem pressão de caça pela sua pele, em seu habitat natural. É comum sua criação em cativeiro.

Chinchilla doméstica

Híbrido criado em cativeiro, entre as duas espécies anteriores, para comércio de pelos, ou como Pet.

Lagidium peruanum

Vizcacha das montanhas vive nas montanhas dos Andes, no Peru. Pesam de 900 gramas a 1,6 Kg e medem de 20 a 40 cm de comprimento. Se reproduzem uma vez ao ano, na temporada reprodutiva que vai de outubro a dezembro. A gestação dura em torno de 140 dias e têm um filhote por vez. Chega aos 19 anos em cativeiro. Não sofre tanta pressão de caça, pela sua pele, por ser pequeno.

Lagidium viscacia

Encontradas no extremo Sul do Peru, Bolívia, Chile e Argentina. Podem pesar até 3 kg, reproduzem entre outubro e dezembro, com uma gestação que dura de 120 a 140 dias, gerando até dois filhotes. Podem viver até os 19 anos de idade. Comem gramíneas, musgos e líquens. A população está em declínio, por caça à procura de sua pele e carne.

Lagostomus maximus

Chamada de Viscacha, é encontrada no Paraguai, Argentina e Bolívia. É a maior das chinchilas, podendo medir até 100 cm, considerando corpo e calda. O macho pode ser até quatro vezes maior do que a fêmea e chegam a pesar 8 Kg. Elas se reproduzem uma ou duas vezes ao ano, com uma gestação de até 166 dias e ninhadas de até 4 filhotes. Comem sementes e grama, mas em cativeiro se alimentam de qualquer tipo de vegetação. São caçadas por humanos, pela sua pele e carne e por ser praga na agricultura. Mas seu estado de conservação é pouco preocupante, pela IUCN. Podem viver por 9 anos.

Referências:

https://animaldiversity.org/

https://en.wikipedia.org/wiki/Long-tailed_chinchilla

https://es.wikipedia.org/wiki/Chinchilla_chinchilla

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Castor

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Castor é o nome do único gênero que restou da família Castoridae, que é composta por apenas duas espécies: Castor canadensis e Castor fiber. A espécie Castor californicus foi extinta no Pleistoceno. Habitam as florestas temperadas da América do Norte, Norte da Europa e da Ásia. São mamíferos com habilidades aquáticas, podendo passar grande parte da sua vida na água.

Características

São grandes roedores que podem pesar até 30 Kg. São semiaquáticos, com patas traseiras palmeadas. Como habitam regiões frias, a água sendo um bom condutor de calor, ajuda a diminuir a perda de calor, em relação a sua superfície corpórea. Seus pelos também contribuem para manter a temperatura do corpo, formando uma pelagem densa que o protege. Suas narinas e ouvidos podem ser fechadas durante o nado, com o auxílio de musculatura específica e seus olhos possuem uma membrana que os protege da água. Além disso, possuem uma calda achatada que auxilia no nado. Estas espécies sofrem grande pressão de caça, pelos caçadores de pele.

Estes animais possuem modificações físicas que lhes conferem o podem de roer ou carregar galhos embaixo d’água, sem se afogar.

São herbívoros, alimentam-se de cascas e folhas. As duas espécies possuem a habilidade de derrubar árvores para se alimentar e também usam os troncos na criação de canais d’água, para conectar áreas, criando diques em rios e lagos. Represam alguns trechos e com lama ainda podem construir câmaras submersas para dar acesso aos seus ninhos na superfície. Vivem em família e montam seu ninho sob a superfície, com galhos e lamas. Podem nadar por quase 1 km e ficam até 5 minutos debaixo da água, sem respirar.

Este animal possui um papel ecológico muito importante, devido ao seus hábitos.

Castor fiber

Castor fiber. Foto: Podolnaya Elena / Shutterstock.com

O castor europeu habita as regiões frias no Norte da Europa e Ásia, principalmente Rússia. Pesam até 35 Kg e podem medir até 135 cm de comprimento. São animais monogâmicos e apenas um par de cada colônia reproduz e tem ajuda dos membros da família na criação de seus filhotes. Dão cria uma vez por ano, de 1 a 6 filhotes, numa gestação de até 128 dias. Seus filhotes se tornam independentes a partir de 1,5 ano e ainda jovens ajudam criar os filhotes da colônia. Dispersam por volta dos 2 anos e permanecem como subadultos em outra colônia até atingirem maturidade sexual, por volta dos 3 anos, quando buscam fundar sua própria colônia. Podem viver de 10 a 17 anos em cativeiro, mas em vida livre raramente ultrapassam os 8 anos de idade.

Foi muito caçado ao longo de séculos, pela sua pele, chegando a ser extinto de alguns lugares. Hoje se encontra ligeiramente ameaçado.

Castor canadensis

Castor canadensis. Foto: Jaime Espinosa / Shutterstock.com

O castor americano é o maior roedor do Hemisfério Norte. São nativos dos Estados Unidos, Canadá e até certa parte do México, mas foram introduzidos artificialmente em outros lugares do globo. Não correm risco de extinção, mas sofrem grande pressão de caça, para o mercado de pele. Podem fazer câmaras de até 2,5 metros de largura e 1m de altura. Esta espécie pode pesar de 13 a 32 Kg e alcançar um comprimento de 117 cm. Possuem duas glândulas, próximas à calda, que são utilizadas para marcação de território, lhes dando um cheiro bem característico. São monogâmicos, alcançando a maturidade sexual por volta dos 3 anos de idade, têm uma cria por ano, numa gestação de até 107 dias. Os filhotes nascem pelados, mas já podem nadar em 24 horas e permanecem com os pais até os 2 anos de idade. A longevidade deste bicho é de 10 a 20 anos em vida livre.

Esta espécie produz diques mais bem desenvolvidos e suas tocas são mais distantes da margem. Possuem cheiro mais forte, deixa maior número de marcação e é mais competitivo.

Diques construídos por castores. Foto: mochilaosabatico / Shutterstock.com

Castor californicus

Esta espécie viveu na América do Norte, onde encontrou-se fósseis entre o Mioceno e Pleistoceno. Também eram semiaquáticos, mas um pouco maior do que as outras espécies.

Referências:

https://animaldiversity.org/accounts/Castoridae/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Castor

https://animaldiversity.org/accounts/Castor_canadensis/

https://animaldiversity.org/accounts/Castor_fiber/

https://www.nobanis.org/globalassets/speciesinfo/c/castor-canadensis/castor_canadensis.pdf

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Anta brasileira

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A anta brasileira (Tapirus terrestres), chamada simplesmente por anta, ou tapir e em inglês brazilian tapir é o maior mamífero terrestre brasileiro. Pertence ao gênero Tapirus, da família Tapiridae e à ordem dos mamíferos terrestres ungulados, chamado Peryssodactyla, da qual fazem parte os animais com número de dedos ímpares, como os cavalos e rinocerontes. Se distribui geograficamente do Leste da Colômbia até o Norte da Argentina e Paraguai.

Anta. Foto: Vladimir Wrangel / Shutterstock.com

Características

É um animal de grande porte, podendo medir de 1,70 a 2,0 metros de comprimento, chegando a 1,2 metros de altura e pesando até 300 Kg, sendo o segundo maior mamífero terrestre da América do Sul. Tem coloração marrom-acinzentada, possui a narina em forma de probóscide, que parece uma pequena tromba, crista sagital proeminente e uma crina que vai do pescoço até a fronte da cabeça. Ocorre em uma diversidade florestal de habitat e está associada a ambientes que possuem fontes de água por todo o ano. Se desloca tanto em mata aberta, quanto fechada e nada bem. Ocorreu em todo o Brasil, até mesmo nas partes úmidas da Caatinga, porém foi extinta neste bioma e está distribuída no Pantanal, Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Vivem solitárias, ou no máximo em três indivíduos, com algum grau de parentesco. Seus predadores naturais são principalmente a onça pintada e a onça parda, grandes felinos que predam seus filhotes. Utilizam marcação de ambiente com cheiro, através da urina e das glândulas que possuem na face e apresentam alguns tipos de vocalização para comunicação, como os sons identificados em comportamento agonístico.

Hábitos alimentares

A anta tem o hábito noturno, forrageando alimento durante a noite e descansando durante o dia. Eventualmente, em algumas circunstâncias pode apresentar atividade diurna. É um animal herbívoro que se alimenta de frutos, folhas, gramas, brotos e fibras, sendo um importante agente dispersor de sementes. Por ser um animal de grande porte, ela consegue se alimentar de frutos maiores e dispersar sementes grandes, nas suas fezes, sendo considerado um jardineiro natural. A diversidade de frutos encontrados em suas fezes é grande, sendo um animal muito importante que contribui para a manutenção das florestas, principalmente de espécies de palmeiras. Sendo assim, o declínio populacional desta espécie afeta a dinâmica de ecossistemas florestais.

Reprodução

Seu ciclo reprodutivo é lento por ser longo (a gestação dura de 13 a 14 meses) e ter geralmente apenas um filhote. Ele nasce com coloração diferente dos adultos, possuem listas brancas, que vão desparecer em torno dos 6 meses de idade. Nascem com 7 a 9 Kg e vão permanecer com as mães até um ano. A maturidade sexual tanto de machos, quanto de fêmeas é alcançada aos três anos de idade. Vivem em torno de 22 anos em vida livre, mas tem registros de ultrapassar 30 anos em cativeiro. Possuem uma área de vida que depende do tamanho do fragmento, mas é em média 14 Km², podendo haver sobreposição.

Filhote de Anta. Foto: MichaelaS / Shutterstock.com

Ameaças

As principais ameaças a esta espécie são a diminuição de habitat; pressão de caça; atropelamento; doenças transmitidas por contato com animais domésticos; maior frequência e intensidade de incêndios; perda de qualidade de habitat com os limites dos fragmentos cercados por áreas de pastos, plantações, e centros urbanos; pequenos fragmentos e falta de conectividade entre eles.

A espécie é considerada vulnerável no Brasil (IUCN), com status de menos preocupante no Pantanal e Amazonas, mas em perigo de extinção na Mata Atlântica, onde existem poucas populações viáveis, com mais de 200 indivíduos. As populações pequenas têm estimativa de serem dizimadas em menos de três gerações. Neste mesmo ritmo, sem intervenções, elas suportariam viver em torno de trinta anos e as populações maiores declinariam também. Na Mata Atlântica existem populações viáveis concentradas na Serra do mar, nos estados de São Paulo e Paraná.

Sendo assim, a proteção das unidades de conservação são prioridades para viabilidade populacional deste animal. O esforço em projetos de pesquisas e ações de conservação tem aumentado para esta espécie, o que contribui para a conservação também das florestas.

Referências:

BUENO, Rafael da Silveira. Frugivoria e efetividade de dispersão de sementes dos últimos grandes frugívoros da Mata Atlântica: a anta (Tapirus terrestris) e o muriqui (Brachyteles arachnoides). 2010. 69 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências de Rio Claro, 2010. Disponível em: <http://hdl.handle.net/11449/87873>.

Oliveira, J.E. 2011. Distribuição de sementes e distribuição espacial de antas (Tapirus terrestres) em uma floresta atlântica contínua. Monografia. Universidade Estadual Paulista, Júlio de Mesquita Filho. Rio Claro.

SEIBERT, J. B. 2015. Padrão de frugivoria de Tapirus terrestris na Mata Atlântica do norte do Espírito Santo, Brasil. Dissertação de mestrado em Biologia Animal. Universidade Federal do Espírito Santo, Espírito Santo, Brasil.

Medici, E.P.; et al. (2012). «Avaliação do risco de extinção da anta brasileira Tapirus terrestris Linnaeus, 1758, no Brasil». Biodiversidade Brasileira. 2 (3)- Link: http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/biodiversidade/fauna-brasileira/avaliacao-do-risco/ungulados/tapirus_terrestris_anta_brasileira.pdf

http://www.zoologico.com.br/animais/mamiferos/anta/

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Elefante africano

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Existem duas espécies de elefante africano, os quais pertencem ao gênero Loxodonta, dentro da família Elephantidae: Elefante da Savana (Loxodonta africana) e Elefante da Floresta (Loxodonta cyclotis). Este mesmo gênero ainda engloba mais três espécies, porém extintas. Elefantes são os maiores mamíferos terrestres e fazem parte da ordem Proboscidae, caracterizada pela proboscis que chamamos popularmente de tromba. Habitam florestas, campos, savanas e desertos africanos.

Características

São animais herbívoros, que podem consumir até 150 kg de matéria vegetal e quase 100 Litros de água, em um só dia. Pesam até 6 toneladas, comem folhagens, flores e até frutos. Usam a tromba, que é flexível, para cheirar, manipular alimentos e água e levar até a boca, tomar banho, defender-se, entre outras habilidades. Possuem um cérebro enorme que fica na parte de trás do crânio.

Elefante africano. Foto: Michael Potter11 / Shutterstock.com

Os elefantes africanos habitam regiões muito quentes e não possuem tantas glândulas sudoríparas. Suas orelhas grandes ajudam a regular a temperatura, dissipando o calor, ao abaná-las, bombeando sangue. As rachaduras da sua pele também contribuem com o resfriamento, já que retêm água entre elas e vai evaporando devagar. Seus pés possuem uma gordura espessa que ajuda no amortecimento da sua grande massa corporal. Pelos pés, podem sentir vibrações, no chão, de elefantes há longas distâncias, chuvas ou trovões. Estes animais podem se comunicar por diversos tipos de vocalização, e até através de infrassons (sons abaixo de 14 Hz).

Reprodução

São animais poligâmicos e os machos competem pelas fêmeas no cio, sendo que geralmente os machos mais velhos e maiores são mais dominantes e copulam mais. A glândula entre o olho e a orelha secreta um hormônio que eles utilizam para marcar e atrair as fêmeas, este hormônio os leva a um estado mais agressivo e a praticarem uma série de comportamentos padrões. A gestação dura de 20 a 22 meses e nasce geralmente um filhote. As matriarcas lideram as manadas. Elas compartilham todo seu conhecimento acumulado de anos de experiência, ao guiar o grupo. Elefantes são conhecidos por terem ótima memória.

Estes animais têm um papel ecológico muito importante! Seja nas clareiras que abrem por onde passam, permitindo o nascimento de outra vegetação, aumentando a diversidade; seja como dispersor de grandes sementes, contribuindo para regeneração e manutenção da floresta. Além disso, a vegetação derrubada, ou os buracos na lama são benéficos para outras espécies de fauna que dependem disso de alguma forma.

Loxodonta cyclotis

Elefante da espécie Loxodonta cyclotis. Foto: Yakov Oskanov / Shutterstock.com

Medem de 1,6 a 2,86 m de comprimento. Apesar dos filhotes começarem a incluir vegetação na alimentação por volta de um ano de idade, ainda mamam até uns 6,5 anos. Outras fêmeas do grupo podem amamentar filhotes diferentes. Atingem a maturidade sexual depois dos 11 anos de idade, mas os machos precisam de um tempo maior para obter sucesso na reprodução. As mães cuidam dos jovens até seus 8 anos de idade, com ajuda de outras fêmeas da manada. Podem viver de 65 a 70 anos. Parece que nesta espécie os machos adultos se dispersam e são mais solitários, enquanto as fêmeas formam grupos menores, em torno de 8 indivíduos, apenas com familiares.

Loxodonta africana

Seu comprimento é de 2,2 a 4 m. Nascem com 100 Kg e podem mamar até os 4 anos de idade. O macho alcançará a maturidade sexual por volta dos 20 anos de idade, bem mais que a fêmea aos 11 anos. Podem viver até 70 anos na natureza.

Elefantes da espécie Loxodonta africana. Foto: Hajakely / Shutterstock.com

Ameaças

Elefantes do mundo todo sofrem pressão de caça pelas suas presas de marfim. Como a reprodução destes animais é lenta, já que geralmente geram um filhote por vez e cada indivíduo demora anos para atingir a maturidade sexual, as populações não se sustentam. A taxa em que são mortos é maior do que a taxa de nascimentos anuais. Além disso, a perda de habitat é uma grande ameaça. As populações que restam estão dentro de áreas de conservação. As duas espécies não são consideradas ameaçadas de extinção pela IUCN, mas são vulneráveis pela pressão do comércio.

Referências:

https://animaldiversity.org/accounts/Loxodonta_cyclotis/

https://www.awf.org/wildlife-conservation/elephant

https://animaldiversity.org/accounts/Loxodonta_africana/

http://www.zoologico.com.br/animais/mamiferos/elefante-africano/

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Classificação climática de Köppen-Geiger

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