Mar Morto

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O Mar Morto é um lago localizado no vale do Rio do Jordão, entre as colinas da Judéia e os Planaltos da Jordânia. O lago está situado sobre a fenda Sírio-Africana, uma imensa falha geológica existente entre a placa tectônica africana e a placa arábica, que se estende desde o Vale do Rift, no Quênia, até a Turquia.

O mar morto encontra-se na mais profunda depressão terrestre, apresentando altitude de 430 metros negativos em relação ao nível do mar. Suas águas banham os território da Cisjordânia, da Jordânia e de Israel e ocupam uma área de 1.020 km², com comprimento máximo de 82 km e largura máxima de 18 km.

Mapa da localização do Mar Morto. Fonte: State.gov

Níveis de salinidade

O Mar Morto é o segundo lago mais salgado do mundo, apresentando uma taxa de salinidade de 35%, ou seja, muito superior a salinidade encontrada nos oceanos, cuja concentração é, em média, 5%. Essa elevada concentração de sal impede que qualquer forma de vida sobreviva por muito tempo no lago.

Essa elevada concentração de sais tem como origem o processo de formação geomorfológico do lago, que no passado possuiu canais de ligação com o Mediterrâneo e o Mar Vermelho, garantindo que desde a sua formação o lago fosse formado por água salobra. O aumento nos níveis de salinidade é decorrente do caráter endorreico da Bacia do Rio Jordão, que deságua no lago.

Como as bacias endorreicas deságuam em lagos localizados no interior do continente, ao longo do tempo, os sais minerais drenados da superfície pela rede hidrográfica vão se acumulando nos lagos que marcam o ponto exutório da bacia. As águas dos lagos endorreicos, entretanto, continuam evaporando, o que leva ao aumento da salinidade ao longo do tempo.

A alta concentração de sal faz com que as águas do Mar Morto apresentem alta densidade. Como água apresenta densidade superior ao corpo humano e de qualquer outro ser vivo, não é possível afundar no Mar Morto, o que representa um atrativo para a prática turística desenvolvida no local.

Na imagem vemos bancos de sal no Mar Morto, que são formados conforme a água do lago evapora, aumentando a concentração de sal e reduzindo a área ocupada pelo lago. Foto: kavram / Shutterstock.com

Aspectos Econômicos

Mineradoras e empresas da indústria química exploram o Mar Morto para extração de sal, potássio, cromo, manganês, cálcio, zinco etc. Essas substâncias são utilizadas na produção de fertilizantes, agrotóxicos, metais, medicamentos e cosméticos.

O turismo é uma importante atividade econômica desenvolvida no lago. Muitas pessoas procuram o mar morto por seus benefícios medicinais.

Questões ambientais

Assim como outros lagos endorreicos da Eurásia, o Mar Morto vem sofrendo com a redução dos níveis de água. Essa redução é resultado da exploração da água do Rio Jordão para irrigação, que reduzem a quantidade de água que o rio deposita no lago.

Com os baixos índices pluviais da região, que ficam abaixo dos 100 mm anuais, tornam o lago sensível à redução dos níveis de água recebido por via fluvial.

Pôr do sol no Mar Morto. Foto: Ido Meirovich / Shutterstock.com

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Mar Mediterrâneo

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O Mar Mediterrâneo é um mar continental localizado entre a África, a Europa e Ásia. Sua localização entre os três continentes faz dele um mar com destacada relevância histórica já que às suas margens floresceram importantes civilizações, como a civilização egípcia, grega, fenícia, romana e árabe.

Além disso, o Mediterrâneo foi uma importante rota de acesso ao Oriente durante a Idade Média, cujas rotas partiam da península itálica e seguiam por mar até o Oriente Médio para, então, penetrar no território asiático.

Mapa do Mar Mediterrâneo. Ilustração: Map Resources / Shutterstock.com [adaptado]

Características Físicas

As águas do Mar Mediterrâneo conectam-se com o Oceano Atlântico por meio do Estreito de Gibraltar, localizado entre a Espanha e Marrocos. Através do Canal de Suez, inaugurado em 1869, o Mediterrâneo se liga ao Mar Vermelho e ao Oceano Indico.

Com área de 2,5 milhões de km², é o maior mar do mundo. Sua área é dividida em mares menores, como o Mar Egeu, Adriático e Jônico. Com profundidade média de 1.400 metros, seu ponto mais profundo está localizado a 5.200 metros de profundidade, na Fossa de Matapan na Grécia. Cerca de 70 rios deságuam no Mar Mediterrâneo dos quais se destacam: Nilo, Pó, Ebro e Ródano.

Suas águas são aquecidas pelas massas de ar quentes e secas oriundas do deserto do Saara. Pela influência de sua maritimidade, nas regiões costeiras predomina o clima mediterrâneo. O clima mediterrâneo é marcado por duas estações bem definidas: verões quentes e secos e invernos amenos e úmidos.

Por estar em uma área de encontro entre a placa da Eurásia com a placa africana, a região sofre os efeitos da atividade tectônica, com a presença de terremotos e vulcões.

Aspectos Econômicos

O Mediterrâneo é rota de muitos navios comerciais por conectar importantes portos do Norte da África, da Ásia Central e do sul da Europa. Além disso, cruzam o mediterrâneo muitos navios turísticos em virtude da intensa atividade turísticas na região, com destaque para as Ilhas gregas, Ibiza, Menorca, etc.

Às margens do Mediterrâneo são plantadas oliveiras, vinhedos, trigo e diversos outros produtos beneficiados pelas suas características climáticas.

Cerca de 20% do território do Mar Mediterrâneo é destinado a extração de petróleo e gás natural. As reservas do Mediterrâneo são responsáveis por 4,6% das reservas mundiais de petróleo.

Questões ambientais

A intensa atividade humana no Mar mediterrâneo ao longo de milhares de anos tem levado a degradação ambiental de suas águas.

O mediterrâneo é o mar mais contaminado do mundo pela atividade petroleira e a expansão da extração de petróleo e gás natural nos últimos anos ameaça a biodiversidade na região, que abrigada cerca de 5% das espécies do planeta, dentre vegetais e animais.

Questões sociais e humanitárias

Refugiados e imigrantes próximos à Ilha de Lesbos, na Grécia, em 2015. Foto: Ververidis Vasilis / Shutterstock.com

Com as guerras no Oriente Médio e na África, um número crescente de pessoas passou a se arriscar na perigosa travessia do Mar Mediterrâneo em barcos improvisados com o objetivo de chegar à Europa.

Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas, pelo menos 33.761 pessoas morreram ou desapareceram tentando fazer a travessia entre 2010 e 2017. A onda migratória dos últimos anos é a maior vivida pela Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

A chegada dos imigrantes tem provocado diversas manifestações na Europa quanto à necessidade de oferecer ajuda humanitária à essas pessoas. Entretanto, os governos dos países costeiros como Itália, Grécia e Espanha cobram da União Europeia a responsabilidade compartilhada pelo recebimento dos imigrantes. Como resposta, movimentos xenofóbicos e nacionalistas voltaram a crescer na Europa.

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Mar Egeu

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O Mar Egeu está situado entre a Grécia e Turquia. É classificado como um mar continental por ser um braço do Mar Mediterrâneo e, portanto, ter contato com as águas oceânicas pelo Estreito de Gibraltar.

Características Físicas

O Mar Egeu possui cerca de 610 km de extensão e 300 km de largura, com área é de aproximadamente 215 mil km². Suas águas banham mais de cinco mil ilhas, das quais se destacam: Rodes, Creta, Lesbos, Samos, Milo, Cos, Ios, Cárpatos, Mikonos, Samotrácia, Eubéia, Icária, Agios, Thera, Tasos, Andros, Naxos, Paros, Quio, Delos, Ceos e Kasos.

Mapa do Mar Egeu. Fonte: CIA / US Congress Library.

A maior parte das ilhas pertencem à Grécia, sendo que apenas as Ilhas Bozcaada e Gökçeada são territórios turcos.

O clima na região do Mar Egeu é mediterrâneo, com invernos suaves e verões quentes. Com temperatura média de 15°C, suas águas temperadas atraem diversas quantidades de peixes que procuram a região na época de reprodução. Entretanto, por ser pobre em nutrientes, o Mar Egeu possui poucas plantas, o que limita a biodiversidade em suas águas.

Aspectos Históricos

O Mar Egeu e a costa que ele banha possui destacada importância histórica para a sociedade ocidental por ter sido o berço de importantes civilizações entre a Era do Bronze e a Antiguidade Clássica.

Com a expansão do Império Romano, no século I a.C, o Mar Egeu passou a ser controlado por Roma. Com a fragmentação do Império Romano e a formação do Império Bizantino no século III, as águas do Egeu passaram a ser controlada pelo poder de Constantinopla.

Com o fortalecimento do Império Otomano, o Egeu compôs o território turco até 1820, quando a Grécia declarou sua independência e assumiu o controle sobre as ilhas Egeias. O controle da porção insular do Egeu, entretanto, não se deu sem conflito.

A disputa pelo controle da região segue até os dias atuais. A Grécia entende que o Mar compõe seu território, a Turquia por sua vez tem interesse na exploração das jazidas de petróleo descobertas nos anos 1970.

Economia

A umidade proveniente do Mar Egeu garante o clima ameno em toda a região costeira, que se dedica a produção de vinho, trigo, azeite, vegetais, figos, passas e mel. Além da agricultura, a produção de mármore também se destaca.

O turismo representa uma importante atividade econômica na região. Os turistas são atraídos pelas belas paisagens, clima ameno e mar tranquilo e, sobretudo, pela relevância histórica da região.

Além de ser cruzado por navios de passageiros, as águas do Egeu são uma importante rota de navios mercantes que tem como destino e origem os portos do Mar Negro, que se une ao Mar Egeu pelo estreito de Bósforo.

Ilha de Santorini (Grécia), banhada pelo Mar Egeu, é um dos principais destinos turísticos da região. Foto: Patryk Kosmider / Shutterstock.com

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Mar de Bering

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O Mar de Bering é um mar localizado entre o extremo-leste do continente asiático e o extremo oeste do continente americano. É caracterizado por ser um mar de águas geladas, com a temperatura das águas superficiais variando entre 1°C e 5°C.

Localização do Mar de Bering

Suas águas banham o Alasca, a Rússia e as Ilhas Aleutas, que fazem parte do território do Alasca. Tem um formato triangular, medindo 2.400 km na parte mais extensa e apenas 85 km em seu ponto mais estreito, conhecido como Estreito de Bering.

O Mar de Bering é aberto para o Oceano Pacífico e, ao Norte, suas águas se unem ao Oceano Ártico. Sua parte mais rasa está localizada na sua região nordeste e leste, sobre a plataforma oceânica do Alasca. Nessa região, as profundidades não ultrapassam os 150 metros.

Na porção sudoeste do Mar de Bering as profundidades são maiores, com média de 3.657 metros. O ponto mais profundo está localizada na Bacia de Bowers, há 4.097 de profundidade.

Mar de Bering ("Bering Sea"). Foto: pavalena / Shutterstock.com

Teoria de Bering

Uma das teorias que explicam o povoamento das Américas, defende que os seres humanos teriam iniciado o povoamento do continente americano há 50 mil anos a partir da travessia do Estreito de Bering.

De acordo com essa teoria, durante um período de glaciação, com o nível da água do oceano reduzido, teria se formado uma ponte natural entre a América e a Ásia, permitindo a travessia pelos povos que habitavam a Ásia.

A partir daí, os seres humanos passaram a povoar todo o território americano, dando origem aos diversos povos originários do continente.

Clima

O Clima no Mar de Bering é bastante severo. As correntes de água quente provenientes da região equatorial chegam com pouca força ao norte do Oceano Pacífico, fazendo com que as zonas costeiras da região tenham temperaturas baixas e invernos rigorosos, com temperaturas que chegam aos -45°C.

Essa característica faz do Mar de Bering um mar perigoso para navegação em decorrência da presença de Icebergs. Os navios que trafegam na região concentram suas atividades nos meses menos frios, que vão de maio à outubro para evitar a colisão com os inúmeros blocos de gelo encontrados nas águas geladas.

Economia

No mar de Bering vivem mais de trezentas espécies de peixes, alguns com alto interesse comercial, como o salmão. A região também é rica em crustáceos. A pesca de caranguejos na região é considerada uma das mais lucrativas do mundo.

A região é responsável por abastecer boa parte da demanda por frutos do mar dos Estados Unidos e da Rússia, países que controlam a região. Entretanto, a pesca predatória, coloca em risco o ecossistema local, sobretudo os grandes mamíferos marinhos, como as baleias, que são sensíveis às perturbações causadas pela indústria pesqueira.

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Deuses gregos

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Chamamos de “mitologia” o conjunto de narrativas – os mitos – contadas por determinada sociedade, essenciais para o estudo e compreensão de diversos aspectos de uma cultura. No caso da Grécia Antiga, por exemplo, muito do que conhecemos hoje sobre sua história está relacionado às narrativas mitológicas transmitidas por séculos e que são importantes fontes para os estudos historiográficos.

Diversos traços da cultura a da mentalidade dos gregos antigos podem ser compreendidos por meio dos mitos – muitos deles contados por poetas –, criados para que o mundo, a natureza e o ser humano fossem explicados e compreendidos. Para Jean-Pierre Vernant, a mitologia é um dos modos de expressão essenciais para o pensamento religioso do mundo grego.

Na mitologia grega, os deuses têm grande importância, pois a religião ocupava papel de destaque no cotidiano grego antigo. Politeístas, os gregos cultuavam deuses com características e sentimentos humanos, capazes de ajudar ou mesmo prejudicar as pessoas. No entanto, diferentemente dos seres humanos, os deuses eram imortais.

Alguns dos principais deuses da Mitologia Grega, em fachada de prédio da Universidade de Atenas, Grécia. Foto: Dimitrios / Shutterstock.com

Ainda segundo a mitologia, os deuses gregos viviam no monte Olimpo, a montanha mais alta da Grécia, e respeitavam uma hierarquia. Dentre as principais divindades olímpicas, estão:

Zeus: líder das divindades do Olimpo; o deus supremo e mais poderoso para os gregos. Considerado o deus do céu e o responsável pelas chuvas, raios e trovões, enviados para ajudar as plantações ou mostrar sua fúria.

Afrodite: deusa do amor, da fertilidade e da beleza; filha de Zeus e Dione (a deusa das ninfas), segundo umas das versões sobre sua origem. Representava o ideal de beleza da mulher para os gregos antigos, e era considerada temperamental, assim como Zeus.

Apolo: filho de Zeus e Letó, e visto como uma das divindades mais poderosas do Olimpo; deus do Sol, da juventude, das artes e da música. Para os gregos, era deus mais belo. Por isso, é representado como um homem jovem e bonito (de acordo com os padrões gregos).

Ares: para os gregos, o deus da guerra; filho de Zeus e Hera, rainha do Olimpo. Era cultuado apenas em algumas cidades, como Esparta, local de forte cultura voltada à guerra. Suas representações o mostram vestindo um capacete e segurando uma lança e um escudo.

Ártemis: considerada a deusa da Lua, da caça e da castidade. Irmã gêmea de Apolo, cultuada, sobretudo, em regiões silvestres, era vista como uma grande caçadora. Representa a liberdade e a autonomia.

Atena: protetora da cidade de Atenas, local considerado o berço da democracia. Deusa, da sabedoria, da justiça e da guerra. É representada com um escudo e uma lança um suas mãos, assim como Ares. Seu animal preferido, a coruja, representa a sabedoria.

Deméter: irmã de Zeus; deusa da fertilidade, da colheita, e dos ciclos da natureza. Para os gregos, controlava o cultivo e a colheita de grãos, ou seja, controlava uma esfera importante do cotidiano dessa sociedade, a agricultura.

Hefesto: deus do fogo, dos metais e da metalurgia. Segundo a mitologia, nasceu de Zeus e Hera, mas foi rejeitado por possuir uma aparência física considerada inadequada pelos pais.

Hera: rainha do Olimpo; esposa de Zeus. Protetora dos casamentos e dos nascimentos, simbolizava a fertilidade e a fidelidade. Por isso, dentro dos padrões da cultura grega, a deusa era vista como a protetora das mulheres casadas.

Hermes: considerado o mensageiro de Zeus, seu pai, e de outras divindades; protetor dos viajantes, dos comerciantes e dos ladrões. Representado com grande força física, era, também, relacionado às atividades esportivas.

Héstia: deusa do fogo, protetora do lar e da família; a divindade mais velha do Olimpo. Representava a continuidade da civilização. Por ser relacionada ao fogo, estava, também, relacionada às lareiras, um dos lugares mais importantes para os lares gregos.

Poseidon: irmão de Zeus; deus dos mares e das águas em geral, das tempestades e dos terremotos. A mitologia o mostra como um deus muito temido, de personalidade instável e explosiva. Em suas representações, segura um tridente em um de suas mãos, o que simboliza seu poder.

Além dessas divindades, os gregos antigos cultuavam outras figuras que representavam os mais variados aspectos de seu cotidiano. Nos templos, locais de grande importância nas cidades, realizavam orações e rituais voltados aos deuses cultuados naquela determinada região. A religiosidade grega influenciou outros povos, como os romanos, que passaram a incorporar os deuses gregos em sua cultura a partir do século III a.C.

Referências:

FUNARI, Padro Paulo (org.). As religiões que o mundo esqueceu: como egípcios, gregos, celtas, astecas e outros povos cultuavam seus deuses. São Paulo: Contexto, 2012.

KURY, Mário da Gama. Dicionário de mitologia grega e romana. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2008.

VERNANT, Jean-Pierre. Entre mito e política. São Paulo: Edusp, 2002.

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Deuses romanos

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A formação da cultura ocidental foi intensamente influenciada pela mitologia greco-romana, formada pela união de relatos – os mitos – transmitidos e preservados por séculos. Os povos da Antiguidade utilizavam os mitos para explicar diversas questões, como a origem do mundo e das pessoas e os fenômenos naturais.

A mitologia dos povos antigos possui grande relação com sua religiosidade, e muito do que conhecemos hoje sobre as crenças e práticas religiosas de povos do passado chegou a nós por meio de narrativas mitológicas. Por isso, para melhor compreensão de suas crenças, é fundamental conhecer seus mitos.

Na Antiguidade, a mitologia grega foi assimilada pela mitologia romana. Por isso, em diversos aspectos culturais há uma grande proximidade entre Grécia e Roma. Em termos religiosos, por exemplo, os romanos incorporaram aspectos dos deuses gregos em suas divindades.

Júpiter, deus do trovão na mitologia romana. Equivalente à Zeus dos gregos. Foto: M-SUR / Shutterstock.com

Tanto para os gregos quanto para os romanos – ambos politeístas –, os deuses possuíam características humanas. Enquanto no mundo gregos as crenças estavam voltadas a Zeus, Atena, Ares, Afrodite, Hermes e muitas outras divindades, os romanos cultuavam figuras como:

  • Júpiter: rei dos deuses e dos seres humanos; o deus equivalente a Zeus na cultura grega.
  • Juno: rainha dos deuses, esposa de Júpiter, protetora do casamento e das mulheres; na Grécia, sua equivalente é Hera.
  • Baco: deus do vinho, das festas, do prazer, da inspiração poética; representado por Dioniso para os gregos.
  • Diana: deusa da caça, dos animais selvagens e da lua, representada carregando flechas consigo; na Grécia, era Ártemis.
  • Febo: deus da música e do Sol; considerado o mais belo deus para os romanos, assim como Apolo para os gregos.
  • Marte: filho de Júpiter e Juno, deus da guerra (Ares, na Grécia); suas representações o mostram carregando um escudo e uma flecha.
  • Mercúrio: deus do comércio e mensageiro dos deuses, protetor dos comerciantes e viajantes, tal como Hermes na Grécia.
  • Minerva: deusa da sabedoria, das artes e das estratégias de guerra; assimilada à divindade grega Atena.
  • Netuno: deus dos mares, oceanos e terremotos; representado com um tridente, assim como o deus grego Poseidon.
  • Vulcano: deus do fogo, protetor das atividades com o metal; filho de Júpiter e Juno; associado à divindade grega Hefesto.

Netuno, deus dos mares na mitologia romana. Foto: Giuseppe Cammino / Shutterstock.com

Porém, é importante lembrar que, embora a mitologia grega tenha exercido grande influência sobre a mitologia romana, os romanos também incorporaram, em suas crenças e práticas, aspectos de outras culturas antigas, como a etrusca e a egípcia.

Os romanos, assim como os gregos, promoviam cerimônias religiosas frequentemente – antes mesmo da incorporação de elementos gregos na cultura romana.

Tanto na Grécia quanto em Roma ocorriam cultos privados, voltados à proteção da família e questões mais íntimas, e cultos públicos, oficiais, organizados pelo Estado e voltados a questões concernentes à toda a população, como o pedido por boas colheitas e proteção em guerras.

Uma das características mais marcantes da religiosidade romana surgiu no período imperial, durante o governo de Augusto (27 a.C.-14 d.C.). Trata-se do culto ao imperador, com a função de preservar a ordem e a unidade no Império. Assim, estabelecia-se uma ligação maior entre os povos das províncias e Roma.

Os imperadores eram cultuados ainda vivos e divinizados após sua morte, na cerimônia da apoteose, que o imortalizava e buscava preservar sua memória. Esses elementos nos mostram a intensa relação entre religião e política na cultura romana.

Referências:

ANDE, Edna, LEMOS, Sueli. Roma: Arte na Idade Antiga. São Paulo: Callis, 2011.

FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2002.

LEEMING, David. Do Olimpo a Camelot: um panorama da mitologia europeia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004.

MACHADO, Carlos Augusto Ribeiro. Entre homem e Deus: o ritual da apoteose imperial na Roma Antiga. Mare Nostrum, n. 5, 2014. Disponível em: http://leir.fflch.usp.br/sites/leir.fflch.usp.br/files/upload/paginas/marenostrum-ano5-v5-art4.pdf. Acesso em: 10 abr. 2019.

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Guerras Napoleônicas

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A Revolução Francesa, iniciada em 1789, foi desencadeada pela insatisfação do Terceiro Estado com a forma como a monarquia conduzia a França à época. No sistema absolutista francês, os privilégios de uma pequena parcela da população geraram uma crise econômica, política e social no reino que motivou a revolução.

Derrubada a monarquia, o período revolucionário passou por diversas fases durante todo o século XVIII. Em alguns momentos, seu teor foi mais radical e popular; em outros, foi controlado pela burguesia.

A última fase da Revolução, o período do Diretório, teve início em 1794, com a retomada do poder pela burguesia após a queda dos jacobinos – que controlavam a França desde 1793. Nessa fase, os conflitos entre o governo, os realistas e os jacobinos levaram a mais uma crise dentro do período revolucionário. Nela,

Buscando conter as tentativas de derrubada do poder e manter a ordem interna, o Diretório solicitou o auxílio do exército, o qual, no mesmo período, estava obtendo em campanhas militares fora da França – que buscaram expandir as fronteiras do país e levaram à conquista de novos territórios.

Nesse processo, o jovem general Napoleão Bonaparte (1769-1821) ganhou destaque, e passou a ser visto como a figura que poderia restabelecer a ordem. Fortalecido, em 9 de novembro de 1799, Napoleão, com o apoio de alguns membros do Diretório, deu um golpe de Estado na França, o golpe do 18 Brumário.

Napoleão cruzando os Alpes. Pintura de Jacques-Louis David, 1805.

Com a chegada de Napoleão ao poder, o período revolucionário foi encerrado. O Consulado, órgão formado por três cônsules dos quais Napoleão, o primeiro-cônsul, detinha a maior parte do poder.

Após diversas realizações, como a criação de um código civil, e alguns plebiscitos que o ajudaram a concentrar mais poder em suas mãos, Bonaparte foi aclamado imperador da França em 1804, com o título de Napoleão I.

Uma das principais marcas da Era Napoleônica, iniciada quando Napoleão chegou ao poder, foi o expansionismo bonapartista, que buscou conquistar áreas na Europa e fora dela, expandindo o Império Francês por meio da anexação de diferentes regiões.

Na tentativa de conter esse expansionismo e seus desdobramentos, diversas nações europeias formaram alianças contra a França para enfrentá-la nas Guerras Napoleônicas, formadas por diferentes fases, iniciadas ainda antes de Napoleão ser aclamado imperador.

França e Reino Unido disputavam a hegemonia na Europa. Em 1802, assinaram o Tratado de Amiens com o intuito de promover a paz entre si. Porém um ano depois, o acordo foi rompido, e teve início uma nova etapa de conflitos entre as duas nações. Na chamada Guerra da Terceira Coalizão, datada de 1803, Áustria, Suécia e Rússia se uniram ao Reino Unido em oposição ao Império Francês.

No período, o início do século XIX, a França ocupava a República Batava (formada por parte do território da atual Holanda) e a Confederação Suíça. Além disso, Napoleão havia se declarado Rei da Itália, o que fez com que as nações mencionadas, cada uma com seus próprios interesses, se unissem ao Reino Unido para combater a expansão francesa.

Após algumas batalhas, a guerra foi encerrada no final de 1805. A França manteve seu domínio por diversas regiões da Europa.

Logo em seguida, em 1806, as Guerras Napoleônicas vivenciariam outra de suas fases: a Guerra da Quarta Coalizão, formada por Reino Unido, Prússia, Suécia, Saxônia e Rússia contra a França. A principal motivação dos conflitos foi a formação da Confederação do Reno, em meados de 1806, por Napoleão Bonaparte, composta por dezesseis estados alemães e incorporada ao Império Francês.

Um importante episódio dessa fase foi a Batalha de Friedland, em 1807, na qual França e Rússia de enfrentaram. Uma de suas principais consequências foi a conquista de novas regiões por Napoleão, como parte da Suécia, e a criação do Ducado de Varsóvia (1807). É dessa fase, também, o Bloqueio Continental (1806), estabelecido como estratégia para enfraquecer a Inglaterra economicamente para facilitar sua conquista.

É datado de 1807, também, o início da Guerra Peninsular, que opôs a França ao Reino Unido, Espanha e Portugal, motivada pela ocupação francesa do território português e tentativa de conquista de regiões espanholas. Enquanto o conflito ocorria, a Quinta Coalizão foi formada, em 1809, unindo a Áustria e o Reino Unido contra a França em diversas batalhas.

Embora enfraquecida pela Guerra Peninsular, a França venceu a Guerra da Quinta Coalizão, estabelecendo um tratado, em 1809, pelo qual a Áustria pagaria uma indenização à França, além de ceder territórios ao Império Francês.

No ano seguinte, em 1810, a Rússia voltou a estabelecer relações comerciais com a Inglaterra, rompendo o Bloqueio Continental imposto por Napoleão – que estabelecia a proibição do comércio entre nações europeias e a Inglaterra. As nações que não aceitassem a medida seriam invadidas pelas tropas napoleônicas. Foi o que ocorreu com a Espanha e com Portugal – o que levou a família real portuguesa a fugir para o Brasil, sua colônia americana. Como reação à determinação do czar, a França enviou mais de meio milhão de soldados à Rússia em 1812.

No mesmo ano, a Rússia, juntamente com a Áustria, a Prússia, a Suécia, o Reino Unido e alguns Estados alemães formaram a Sexta Coalizão contra a França. Enfraquecida pela campanha na Rússia, a França foi derrotada, e Paris invadida em 1814. O Tratado de Fontaineblau, estabelecido na ocasião, determinou a abdicação de Bonaparte ao trono e o exilou na Ilha de Elba.

Com a queda de Napoleão, em 1814 tiveram início as atividades do Congresso de Viena, no qual as principais monarquias europeias buscaram restaurar o Antigo Regime no continente e reaver as terras perdidas durante a expansão napoleônica.

Porém, a fuga de Bonaparte da Ilha de Elba, em 1815, e seu retorno à França, onde assumiu o poder novamente, levou à formação de uma nova coalizão por Reino Unido, Áustria, Holanda, Suécia, Suíça, Prússia e Rússia.

Em um cenário de batalhas no qual as tropas de Napoleão estavam em desvantagem em relação ao exército composto pelas nações opositoras, a França foi derrotada na Batalha de Waterloo, na Bélgica, em 1815, e as Guerras Napoleônicas chegavam definitivamente ao fim.

Referências:

HOBSBAWM, Eric. A era das revoluções: 1789-1848. São Paulo: Paz e Terra, 2015.

VOVELLE, Michel. A Revolução Francesa explicada à minha neta. São Paulo: Editora Unesp, 2007.

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Limites de funções

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Para calcularmos limites de funções é necessário recordarmos a definição formal de limites e também o conceito de continuidade de funções (ler o artigo sobre limites); então, a definição formal de limites nos diz:

Seja 𝑓 uma função e 𝑎 um ponto contido no domínio de 𝑓. Dizemos que 𝑓 tem limite 𝐿, no ponto 𝑎, se dado qualquer 𝜀 > 0, exista um 𝛿 > 0 tal que, para qualquer 𝑥 pertencente ao domínio de 𝑓, a condição abaixo seja satisfeita:

0 < |𝑥 − 𝑎| < 𝛿 ⇒ |𝑓(𝑥) − 𝐿| < 𝜀

O limite L, quando existe, é único e representamos por:

Se combinarmos a definição de continuidade e de limites podemos simplesmente dizer que, se uma função 𝑓(𝑥) é contínua em 𝑎, então:

Vamos, primeiramente, introduzir algumas propriedades úteis para calcular limites de funções:

1) Considere duas funções 𝑓(𝑥) e 𝑔(𝑥) onde queremos calcular o limite da soma de ambas. Neste caso, o limite da soma é a soma dos limites, ou seja:

Exemplo 1: Vamos calcular o limite de tendendo a 1:

Note que a função poder ser escrita como a soma de duas outras, onde e . Como ambas são contínuas num ponto 𝑎 qualquer que, neste caso, é igual a 1, temos:

Logo, o limite da função no ponto 𝑥 = 1 vale 7, em outras palavras, 7 é o valor que deveria ter em 1 para ser contínua nesse ponto.

2) Seguinte a mesma lógica, se uma função é escrita pelo produto de duas outras, então vale a propriedade:

Ou seja, o limite do produto, é o produto dos limites.

3) Se uma função é obtida pela razão de duas outras, então vale:

4) Se quisermos calcular o limite de uma função constante do tipo 𝑓(𝑥) = 𝑘, o seu limite será a própria constante:

5) As funções do tipo e são contínuas para qualquer valor de 𝑛 pertencente aos naturais e maior do que 1 (∀𝑛 ≥ 1 , 𝑛 ∈ ℕ). Logo, podemos calcular o limite de funções desse tipo segundo a regra:

Muitas vezes, para calcularmos limites de funções, utilizar técnicas de fatoração podem nos ajudar a poupar tempo. Vejamos:

Exemplo 2: Vamos calcular:

Note que se quiséssemos calcular este limite seguindo a regra número 3, encontraríamos uma indeterminação, pois a função não é contínua no ponto 𝑥 = 1,veja o porquê:

O quociente 0/0 é indeterminado. Mas agora, se fizermos uma manipulação algébrica na expressão fatorando os termos, obtemos:

Como a expressão simplificada resultou em uma função 𝑔(𝑥) = 𝑥 + 1, que é contínua em 𝑥 = 1, podemos então calcular o seu limite:

O limite de uma função 𝑓(𝑥) num ponto 𝑎 não depende do valor que 𝑓(𝑥) assume em 𝑎 mas sim, dos valores que 𝑓(𝑥) assume próximo de 𝑎 (ver artigo sobre limites). Esta manipulação algébrica, do exemplo acima, serviu apenas como uma forma de transformação da expressão, a fim de encontrarmos esses valores pois na sua forma original encontrávamos uma indeterminação.

Referências Bibliográficas:

GUIDORIZZI, Hamilton L. Um Curso de Cálculo: Volume 1. Rio de Janeiro: Editora LTC, 2001.

PISKUNOV, N. Cálculo Diferencial e Integral: Volume 1. Moscou: Editora Mir, 1977.

ROGAWSKI, Jon. Cálculo: Volume 1. Porto Alegre: Bookman, 2009.

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Resort 2020: Stella McCartney, Chloé e Balmain

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Os meses de maio e junho costumam ser marcados por apresentações – sejam elas grandes shows ou não – de Resort. Para a temporada 2020, as marcas atingiram um nível de desejo altíssimo. Além de Christian Dior, Chanel, Prada e Louis Vuitton, que comentei aqui no blog, há uma série de outras grifes que mostraram suas apostas, com propostas elegantes, modernas e com ar fashionista para os visuais urbanos.

Uma das minhas estilistas preferidas, Stella McCartney trouxe uma mistura fina de peças statement para a sua coleção. Há desde trench coats e maxi casacos às aos estampados com motivos florais e da natureza. A cartela de cores reúne terrosos, neutros, azuis, vermelho, amarelo e púrpura, em uma sintonia tão sofisticada de detalhes – entre fendas, maxigolas, franzidos e assimetrias. Gostei também da presença do jeans, que dá o ar da graça em calças, macacões e bombers, composições perfeitas para dias de menos calor.

Já a Chloé foi até Xangai para desfilar seu Resort 2020. Com o Long Museum como locação para o seu show, a designer Natasha Ramsay-Levi trouxe uma infinidade de inspirações chinesas para suas peças que sempre carregam informações de moda de um jeito cool. Vestidos que lembram qipaos, casacos e camisas com amarração ou abotoamento lateral, combos de alfaiataria com estampas estão entre os itens de destaque da passarela. Inclusive, esta sequência de looks com estética full printed reforça a tendência dos conjuntinhos cobertos pode padronagens da cabeça aos pés.

 

 

Brilhos, franjas, cores e texturas. Olivier Rousteing seguiu fiel cada item do DNA da Balmain para a criar seu Resort. Com um mood boho poderoso, os looks contam com vestidos que trazem algum toque de transparência ou com decotes profundos, saias assimétricas e chapéus de abas enormes; há ponchos, blusas franjadas com camadas volumosas, pantalonas e minivestidos que evidenciam uma combinação entre elementos étnicos e glam na medida.

Já elegeu a sua coleção preferida? Os lançamentos da estação já acabaram, mas, em breve, teremos Alta Costura – e lá vem mais criações encantadoras para nos inspirar!



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QG de Inverno Triângulo das Serras: Viviane Furrier

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O nosso QG F*hits Triângulo das Serras foi um momento muito especial para as nossas conexões, que ganham um novo sentido, com a luz e a vibração da natureza. Durante os dias por lá, toda a experiência achonchegante da temporada de inverno teve uma sintonia perfeita com os looks em tricô, com modelagem clean, poucas intervenções e texturas atemporais assinados pela estilista Viviane Furrier.

As peças têm corte impecável e seguem uma cartela de cores elegante – que vai do vermelho aos neutros e terrosos clássicos da estação. Há ponchos, suéteres, quimonos e turtle necks para criar visuais modernos, que combinam bem com a inspiração baseada na dualidade da metrópole e aposta na conexão modo on e modo off, para esta coleção denominada “Conexões Urbanas”. Em comemoração aos seus 25 anos de marca, a mineira apresentou uma série de desejos que se tornaram os protagonistas desta edição do QG.

E a versatilidade das roupas em knitwear são visíveis na hora de compor as produções. O time F*hits criou suas próprias interpretações de como apresentar outfits invernais com pitadas de contemporaneidade. Veja como cada item traz uma personalidade e um toque de sofisticação. Vale investir em um suéter como elemento de cor para um look leve com calça de alfaiataria ou eleger aquele cardigã branco com pontos largos como contraste de texturas em uma proposta full white.

Além de poder conhecer a coleção de perto, tivemos a chance de ter a presença da própria Viviane Furrier por lá. Uma alegria imensa de celebrar a moda brasileira e este aniversário da marca mineira que traz seu tricô com boas doses de modernidade e requinte.



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Trend hits: Hello sunshine!

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Foi-se o tempo que o inverno estava relacionado apenas às cartelas neutra ou escura. Há algum tempo, o amarelo vem ganhando cada vez mais espaço no guarda-roupa das fashionistas, dando aquele toque de vibração aos visuais da temporada. O ponto alto da tendência é a facilidade de criar combinações entre as suas diversas tonalidades, seja em produções monocromáticas, com outros tons solares ou até como detalhe em looks que carregam peças black and white.

Entre os destaques da temporada estão os contrastes de versões pastel e mais iluminadas. Para o pre-fall 2019 da Sally LaPointe, conjunto composto por cropped top + calça em amarelo claro por baixo do casaco de pelúcia em tom mais forte. Repare que o par de botas também segue na proposta mais saturada. Já para o Fall 2019, o full yellow ganha papel de protagonista nas passarelas, com foco também nas texturas clássicas da estação fria. Assim como no tricô usado pela Aletania, a Max Mara trouxeram o teddy coat como item statement do outfit. Enquanto isso, Stella McCartney e Valentino investiram em modelagens que brincam com franzidos, amarrações, sobreposições e assimetrias. Outro ponto especial é a atenção aos acessórios que seguem o ritmo – veja o óculos da Max Mara e o par de brincos de Stella McCartney.

Para quem prefere apostar apenas em um toque de cor, acessórios e sapatos amarelos surgem com diferentes shapes e materiais – e surpreendem. Enquanto as botas aparecem em tecidos acetinados e em couro envernizado nas coleções da Dries van Noten e Prabal Gurung, respectivamente, Gucci e Chanel elegeram as bolsas como elementos de impacto.

Alguma dúvida sobre o poder do amarelo? Ele dá vida e luz aos visuais e é sempre válido explorar as diversas maneiras de entrar na tendência. Uma injeção de alegria sempre faz bem!



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Classificação climática de Köppen-Geiger

" A Classificação climática tem como intuito agrupar os diferentes segmentos do planeta associando-os de acordo com os índices climátic...