Diabo-da-tasmânia

"

O diabo ou demônio-da-tasmânia (Sarcophilus harrisii) é um mamífero da infraclasse dos marsupiais, família Dasyuridae. É encontrado na Ilha da Tasmânia, mas há registros fósseis de que ele já existiu em outros lugares da Austrália, há milhares de anos. Estão distribuídos por toda Tasmânia, principalmente em áreas de pastagem e regiões costeiras saudáveis. Mas ocorrem também nas áreas urbanas, florestas secas, mistas e úmidas. São animais que usam tocas, ocos de árvore e cavernas.

É um animal símbolo da ilha da Tasmânia, muito conhecido pelo personagem Taz, da Looney Tunes.

Características

O diabo da tasmânia tem coloração preta, com coloração branca nas bochechas, no dorso e uma faixa em forma de colar. Lembra o físico de um urso, mas possui rabo. Tem concentração de gordura na cauda, que ajuda no equilíbrio de movimentos. Indivíduos mais saudáveis, possuem caudas mais grossas. A sua mandíbula é forte e têm molares adaptados para esmagar ossos e rasgar carnes. O peso pode variar de 5 a 12 kg, dependendo da disponibilidade de recursos, tipo de habitat e idade do animal. Geralmente os machos são maiores. O marsúpio permanece fechado durante toda a reprodução e as fêmeas possuem 4 mamas. Pode chegar a medir 80 cm de comprimento.

Diabo-da-tasmânia. Foto: David Steele / Shutterstock.com

São animais noturnos e geralmente solitários, mas não são territorialistas, apesar de haver brigas e disputas agressivas quando dividem uma carniça. Podem tomar banhos de sol durante o dia, em tocas que eles mesmos cavam e constroem, com folhas e galhos. São onívoros e se alimentam de vegetação, insetos, larvas, pequenos vertebrados, mas não são considerados bons caçadores, normalmente se alimentam de carniça de animais maiores. Usam bem a audição e olfato para forragearem na busca de alimentos. Quando encontram um animal grande morto, podem juntar-se em mais de um indivíduo, apresentando comportamentos agressivos específicos, um contra o outro, como vocalização, postura do corpo, etc.

Poucos predadores comem indivíduos adultos desta espécie, seu predador natural é o lobo da Tasmânia, segundo registros. A predação ocorre mais em jovens e filhotes, por aves rapinantes grandes. É o segundo maior predador da ilha, contribuindo para o controle populacional de suas presas e tem um importante papel ecológico importante no ecossistema, já que é um grande consumidor de carniças.

Reprodução

O período reprodutivo é de maio a junho, com pico geralmente entre março e abril. São promíscuos e os machos disputam as fêmeas para se acasalarem. Nascem de 2 a 4 filhotes, depois de uma gestação de até 22 dias. Os filhotes sobem para a bolsa, para acabar de se desenvolverem, onde ficam por 4 a 5 meses. Entre o 6° e 8° mês um demônio da Tasmânia se torna independente e alcança a maturidade sexual por volta dos 2 anos de idade. A taxa de mortalidade de jovens é bem alta, mas os que conseguem chegar à vida adulta, vivem, em média, 5 anos na natureza.

Na base da cauda há presença de glândulas que secretam substâncias para comunicação social e demarcação, lhe dando um cheiro bem característico.

Ameaças

É interessante lembrar que por ser uma espécie insular, sofre com efeito fundador e tem baixa diversidade genética. Essas características podem deixar essa população mais frágil e menos resistente a doenças.

Durante a colonização da ilha, as populações de diabos da Tasmânia reduziram drasticamente, por perseguição de humanos. Acreditava-se que ele era responsável por morte de animais de criação. Na década de 40, deram início a projetos de proteção desta espécie, que voltou a ser ameaçada após ser atingida fortemente com uma doença neoplásica. É um tipo de tumor transmissível, que se desenvolve por toda a face e leva à morte, em 100% dos casos. Existem projetos de manejo em cativeiro para ajudar na manutenção desta espécie.

Atropelamento, perda de habitat e perseguição são as maiores ameaças a estes animais. Atualmente, a introdução de raposas vermelhas no mesmo habitat, tem aumentado a competição com o diabo da Tasmânia, o que pode dificultar seu restabelecimento.

Referências:

https://animaldiversity.org/accounts/Sarcophilus_harrisii/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Diabo-da-tasm%C3%A2nia

MILLER, W.; et al. (2011). «Genetic diversity and population structure of the endangered marsupial Sarcophilus harrisii (Tasmanian devil)». Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America. 108 (30): 12348-12353.

JONES, M. (2003). JONES, M.; DICKMAN, C.; ARCHER, M. (eds.), ed. Predators with Pouches. The Biology of Carnivorous Marsupials. Collingwood, Victoria: CSIRO Publishing. pp. 285–296

The post Diabo-da-tasmânia appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2Jvq8jb
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Suricate

"

Os suricates, suricatos ou suricatas (Suricata suricatta) são mamíferos da família Herpestidae. São distribuídos por locais da África do Sul, Botswana, Moçambique e Zimbábue, se concentrando bem na parte sul da África. São encontrados em áreas abertas de savana e nas planícies.

Características

Estes animais medem até 28 cm, sendo que usam o rabo como apoio para ficarem em pé. Machos e fêmeas tem pesos próximos, com uma média de até 730 g. Podem alcançar 60 cm de comprimento. Têm um padrão de listas individual para cada bicho, que vai do ombro até a base da cauda, de forma paralela entre elas. Geralmente têm a coloração acinzentada, amarronzada ou marrom indo para o prateado, vai depender da localidade. Não são animais robustos, são delgados e possuem garras desenvolvidas nas patas dianteiras, para escavação. A sua longevidade é de até 10 anos de idade, da natureza.

Suricates (Suricata suricatta). Foto: anek.soowannaphoom / Shutterstock.com

Reprodução

Tanto macho, quanto fêmea começam a reproduzir por volta de um ano de idade, em qualquer época do ano, dependendo das condições ambientais favoráveis, de recursos. Não há uma estadia reprodutiva, onde várias fêmeas entram no cio, elas têm processos independentes. Mas em seu habitat natural, preferem períodos de chuva e de fartura de comida.

Há uma espécie de luta entre macho e fêmea pré-cópula, até que o macho consiga segurar a fêmea e acasalar. Uma mãe tem geralmente 3 filhotes por gestação, que pode durar em torno de 11 semanas e se repetir até 3 vezes ao longo do ano. Nascem com olhos e ouvidos fechados e são estimulados com lambidas, pela mãe, para urinar e defecar. Os olhos e orelhas começam a abrir por volta dos 10 dias de nascimento. São desmamados aos dois meses e os pais podem contribuir no cuidado parental com os filhotes, dentro do sistema da colônia.

Constroem túneis subterrâneos complexos e são animais diurnos, onívoros, que se alimentam de plantas, ovos, artrópodes como milípedes, escorpião, aranhas e insetos, podendo predar até mesmo pequenas aves, anfíbios e répteis, como serpentes. Eles buscam comida durante o dia, mas se a temperatura estiver muito elevada, eles entram nas tocas para se refrescarem. Além disso, em dias frios e chuvosos, eles ficam dentro das tocas para se manterem aquecidos. Cada toca pode ter 5 metros de comprimento, com múltiplas salas e entradas.

Comportamento Social

São animais coloniais, que vivem em até 40 indivíduos, com alguns grupos familiares. Esta espécie possui um sistema social bem elaborado, no qual eles dividem as tarefas diárias, como por exemplo, membros que cuidam dos filhotes, como babás, enquanto os outros formam um grupo de caça, forrageando em busca de alimento. Uma parte do grupo não reproduz, ajudando na guarda e cuidado dentro dele. Cada grupo social pode ter até 3 núcleos familiares, que tem um casal reprodutor e os descendentes que contribuem na realização de tarefas. Quando o macho chega na idade reprodutiva, geralmente ele deixa o bando em busca de fêmeas para fundar seu próprio grupo.

Suricate no deserto do Kalahari, atento ao ambiente em sua volta. Foto: EcoPrint / Shutterstock.com

Uma função interessante dentro dos grupos, é o de sentinela, que pode alternar durante o dia. Ele é o responsável por ficar na guarda, observando o ambiente à volta, e dá o alerta com a chegada de predadores. Os indivíduos possuem uma comunicação específica para cada tipo de predador e ensinam aos mais jovens como reagir de forma distinta, para cada tipo de ataque. Por exemplo, contra as cobras, eles as enfrentam e as atacam, podendo se alimentar delas; contra aves eles entram nas tocas, para esconderijo, etc. Quando querem mostrar sua força de ataque, eles ficam apoiados nas quatro patas, com as costas arqueadas e os pelos eriçados, cauda ereta, para parecerem grandes e perigosos, cuspindo e fazendo vocalizações de alarme. Além de lutarem contra predadores, existem confrontos entre grupos rivais.

São animais importantes ecologicamente, uma vez que além de servirem de alimento na cadeia alimentar, fazem controle populacional das suas próprias presas. Em alguns lugares são considerados praga, por serem portadores de doenças e pelas galerias que constroem embaixo da terra.

Referências:

https://animaldiversity.org/accounts/Suricata_suricatta/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Suricata_suricatta

https://kids.nationalgeographic.com/animals/mammals/meerkat/

The post Suricate appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2XzlP00
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Javali

"

O javali (Sus scrofa) é um mamífero artiodactyla (animais ungulados - com número par de dedos na pata), pertencente à família suidae. Esta espécie é originária da Europa e da Ásia, mas foi introduzida em vários lugares do mundo e hoje existe em todos os continentes, só não está presente na Antártida. A subespécie mais comum é a Sus scrofa scrofa (Javali-europeu) e Sus scrofa domesticus (porco doméstico).

Habitam diversos tipos de ambiente. Se adaptaram ao calor e ao frio, apesar de preferirem temperaturas amenas. Vivem desde savanas, áreas florestais, áreas agrícolas, pântanos, até áreas com temperatura severa e neve. Mas precisam de vegetação para se esconder dos predadores e água por perto.

Javalis (Sus scrofa). Foto: Dirk M. de Boer / Shutterstock.com

Características

Os javalis variam seu peso, conforme a disponibilidade de recursos da área em que vivem, mas um macho pode pesar até 270 kg e uma fêmea até 200 kg. Podem atingir um metro de altura e até 2 metros de comprimento, contando com a cauda. Já foi registrado indivíduos com mais de 300 kg.

Possuem caninos superiores voltados para cima, chegando a medir 12 cm para fora da boca. Os machos possuem caninos maiores, que são utilizados para competir com outros machos e para se defenderem contra predadores. São animais fortes, que podem levantar estruturas de 50 Kg. É onívoro e fuça o dia todo em busca de frutos, raízes, sementes, matéria vegetal em geral. Tomam banho de lama para regular a temperatura corpórea, uma vez que não possuem glândulas sudoríparas, para proteção contra insetos e parasitas e podem usar dos odores da lama para relações sociais e estratégias reprodutivas. Forrageiam geralmente no anoitecer, mas podem fazer também durante o dia.

Reprodução

Esses porcos vivem em grupos matriarcais grandes que podem ter uma centena de indivíduos e são formados por fêmeas aparentadas. Já os machos deixam o bando entre 1 e 2 anos de idade e vivem solitários, até encontrar os grupos de fêmeas durante o período de acasalamento. São animais competitivos e lutam para se acasalarem com as fêmeas.

O período reprodutivo será influenciado pelo clima e a disponibilidade de recursos, podendo ser em qualquer época do ano. Uma fêmea pode ter duas ninhadas, por ano e a gestação dura de 108 a 120 dias, nascendo de 2 a 3 filhotes. Eles são desmamados entre a 8ª e 12ª semana após o nascimento. Machos atingem a maturidade sexual por volta dos 5 a 7 meses e as fêmeas aos 10 meses, mas continuam crescendo até os 5 anos de idade. Os machos não ajudam a cuidar dos filhotes, já as fêmeas fazem um trabalho coletivo no cuidado com suas crias. Quando se deslocam, os jovens ficam no centro do grupo, enquanto a frente e a retaguarda ficam protegidos pelos adultos. Podem viver até 10 anos de idade, na natureza.

Javali selvagem. Foto: Michalicenko / Shutterstock.com

Javali no Brasil

No Brasil, existe o híbrido de porco doméstico, com javali, é o que chamamos de javaporco. Por volta da década de 90, iniciou-se os processos de introdução através das fronteiras com Argentina e Uruguai, no Sul do país e com a soltura irregular de criadores. O javali, por ser um animal exótico, não tem predador natural aqui, o que provoca um desequilíbrio populacional. Como vive bem numa diversidade de ambientes e tem facilidade de reproduzir com o porco doméstico, este animal vem causando desequilíbrio ambiental, sendo praga em muitos locais.

Seu modo de vida e a população grande causa impacto em regiões florestais e nas áreas agrícolas, levando a prejuízos econômicos, além de ser reservatório de doenças para animais domésticos e para o próprio homem.

Existe regulamentação para a caça desta espécie, que é liberada no Brasil. Mas isso não tem sido suficiente para o controle das tantas populações que vem crescendo, no país. Cada estado e município age independente, muitas vezes. É essencial que sejam desenvolvidas práticas de gestão de fauna unindo os estados, com um consenso entre a academia, conservacionistas e os tomadores de decisões, podendo estabelecer uma política de manejo mais certeira.

Referências:

https://animaldiversity.org/accounts/Sus_scrofa/

Oliveira CHS (2012) Ecologia e Manejo de javali (Sus scrofa L.) na América do Sul. Dissertação, Universidade Federal do Rio de Janeiro.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Javali

The post Javali appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2XzlMkQ
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Haute Couture Fall 2020: Chanel, Givenchy e Valentino

"

A temporada de Alta Costura é sempre um encanto sem fim. Cada apresentação é um verdadeiro sonho, com suas peças preciosas e shows que seguem à risca toda a proposta luxuosa e elegante da coleção. Diferente dos desfiles de Prêt-à-Porter, a Haute Couture é limitada e apenas algumas poderosas grifes podem participar. Um dos requisitos? O desenvolvimento das roupas são 100% manual, com direito a bordados, aplicações e cortes impecáveis.

Sem dúvidas, entre as mais aguardadas estava a Chanel. Por ser a primeira coleção de Couture feita por completo por Virginie Viard, a curiosidade estava altíssima. Para o seu debut, a estilista escolheu transformar o Grand Palais em uma biblioteca inspirada na versão original do apartamento de Gabrielle Chanel na rue Cambon. Na passarela, vestidos em forma de mantôs compridos de abotoamento duplo, casaquetos com mangas bufantes, jaquetas com gola de blazer ou padre acompanhados de quatro bolsos evidentes e pantalonas com pregas no cós com estrutura de alfaiataria. Entre as peças de festa há curtos e longos cobertos por bordados ou franzidos; outros recebem aplicações de plumas e brincam com o efeito de transparência dos tecidos de seda. Uma elegância que traz os códigos da maison francesa de forma renovada, proposta que Virginie já apresentou no seu desfile de Cruise, que aconteceu em maio.

Com uma explosão de estampas e plumas, Clare Waight Keller mostrou um equilíbrio entre as peças coloridas e as versões em black and white para a Givenchy. Os vestidos longos e mídi eram tomara-que-caia, com decote careca ou estrutura turtle neck. Já as blusas tinham modelagem peplum e cauda em visuais que traziam calças alfaiataria de shape mais seco. Uma das estrelas do show foi a capa com V neck com floral amplo.

Cores, transparências, silhuetas marcantes e estampas foram as apostas de Pierpaolo Piccioli para o Fall 2020 da Valentino. Além da maquiagem impactante, assinada por Pat McGrath, o desfile trouxe uma série de contrastes e trabalhos manuais de encantar qualquer fashionista. Na cabeça, os acessórios são adornados com flores. Já as roupas trazem laços maximizados aplicados no decote, mangas e cintura, saias longas de tafetá e muito volume distribuído, às vezes, por toda a peça. A cartela de tonalidades contou com opções vibrantes, pastel e com fundo neutro – claro, sempre acompanhados de desenhos florais alegres.

 

Uma infinidade de criações que faz da temporada um estímulo para sonhar. Cada grife apresentou sua coleção de forma suntuosa, brincando com a imaginação dos convidados que, sejam clientes, influencers ou imprensa. E o mais incrível é pensar que há verdadeiros artesãos envolvidos no processo de desenvolvimento de costura, modelagem, bordados, aplicações e acessórios.



Blog da Alice Ferraz https://ift.tt/2NE9z9V
Publicado primeiro em Alice Ferraz"

3 TRENDS: FALL 2020 HAUTE COUTURE

"

A semana de moda mais luxuosa e disputada do calendário fashion acaba de chegar ao fim. E, para a temporada de Fall 2020 de Alta Costura, mais uma vez, as marcas trouxeram uma série de criações encantadoras e cheias de elegância. Entre as apostas da vez, as grifes apresentaram seu savoir faire aliado a estéticas que vão desde as volumosas e pomposas às curtas e mais sequinhas, dando destaque para aplicações ou tonalidades marcantes e vibrantes.

Entre o detalhe queridinho das fashionistas estão as plumas que, mesmo estando presente há tempos nas passarelas de Couture, receberam um tom de modernidade e frescor nos shows de prêt-à-porter. Entre as propostas monocromáticas, duas versões que mostram bem como a combinação de texturas diferentes pode ser transformador. Enquanto Maria Grazia Chiuri cobriu a saia do vestido com plumagens para a coleção da Dior, a estilista da Chanel, Virginie Viard, concentrou o material apenas na barra, brincando com alguns fios de cor branca para dar mais impacto e evidência a esta parte da peça. Já na Givenchy, o mix de black and white surgiu com força em uma estrutura que traz camadas compostas por plumas e pelos.

O plissado, que é considerado um dos grandes clássicos da Alta Costura, deu o ar da graça de forma suntuosa. Um dos pontos em comum? O volume! Na Valentino, o diretor criativo Pierpaolo Piccioli investiu na construção de um evening dress (digno de red carpet) que mistura top com pequenos plissados em camadas e franzido, remetendo ao formato de uma flor, e saia longa. Para a passarela, Iris van Herpen investiu no vestido full gold, com direito a recortes estratégicos no decote e modelagem que lembra os shapes 3D tão característicos da marca. Já a Chanel desfilou um modelo com caimento menos armado e mais líquido.

Para dar o toque de vibração na cartela da estação, o púrpura ganha a cena em looks cheios de elegância. Claro, cada um dentro da sua proposta. Na Zuhair Murad, o match de sobreposições contou com transparências e bordados que deram uma pitada de sensualidade e sofisticação de um jeito superfeminino e cool na mesma medida. Com a regra “go big or go home”, a Valentino propôs maxibabados e laço amplo amarrado na cintura que entraram em uma sintonia poderosa com a cor. Para a Chanel, a jaqueta de tweed apareceu em novo shape, desta vez, como vestido na tonalidade violácea + preto e branco.

 



Blog da Alice Ferraz https://ift.tt/2Jat5qh
Publicado primeiro em Alice Ferraz"

Sais inorgânicos

"

Sais inorgânicos são compostos químicos formados pela ligação iônica de cátions (formado por um metal ou pelo íon amônio (NH4+)) e ânions. A fórmula molecular pode ser representada genericamente por XY, onde X representa o cátion e Y o ânion. Em meio aquoso os sais se dissociam liberando os cátions e os anions:

XY + H2O → X+ + Y-

Os sais são obtidos a partir da reação química entre um ácido (orgânico ou inorgânico) e uma base. Essa reação recebe o nome de neutralização, e além do sal, tem-se a formação de água.

Ácido + Base → Sal + Água

CH3–COOH + NaOH → CH3–COONa + H2O

HCl + NaOH → NaCl + H2O

Esses compostos são sólidos em temperatura ambiente, e apresentam elevados pontos de fusão e ebulição. De maneira geral são solúveis em água e quando estão dissolvidos são ótimos condutores. Entretanto existem sais insolúveis também.

Em função do seu comportamento nas reações químicas, podem ser classificados em sais neutros, ácidos, básicos, mistos e hidratados. A seguir vamos aprender as características de cada um desses tipos de sais.

Classificação dos sais inorgânicos

Sal neutro: é formado a partir de uma reação de neutralização total, ou seja, todos os íons H3O+ são neutralizados pelas hidroxilas (OH-) presentes na solução. Ocorrem entre um ácido forte e uma base forte e a solução aquosa do sal formado tem um pH neutro.

2HF + Ca(OH)2 → CaF2 + 2H2O

Outros exemplos: CaSO4, NH4CO3 ,KBr, NaCl, KCN, Cu2SO4, Na2CO3.

Sal ácido: é formado a partir de uma reação de neutralização parcial, onde nem todos os íons H3O+ são neutralizados pelas hidroxilas (OH-) presentes na solução. Ocorrem entre um ácido forte e uma base fraca e a solução aquosa do sal formado tem um pH menor que 7. São conhecidos também como sal hidrogenado ou hidrogeno-sal.

HCl + NH4OH →NH4Cl + H2O

Outros exemplos: NaHSO4, NaHCO3 , CaHBO3

Sal básico: é formado a partir de uma reação de neutralização parcial, onde nem todos os íons OH- são neutralizados pelos H3O+ presentes na solução. Ocorrem entre um ácido fraco e uma base forte e a solução aquosa do sal formado tem um pH maior que 7. São conhecidos também como sal hidroxilado.

CH3-COOH+ NaOH → CH3COONa+ H2O

Outros exemplos: MgOHCl, Al(OH)2ClO3, Al(OH)Cl2, Ca(OH)F

Sal misto: É formado por 2 cátions (exceto o H+) e um ânion, ou um cátion e dois ânions (exceto OH-).

Exemplos: TiPO4CN, AgFeBO3, TiPO4C, NaKSO4.

Sal hidratado: tem moléculas de água incorporadas ao seu retículo cristalino.

Exemplos: CaCl2.2H2O, CuSO4.6H2O, CuSO4.5H2O

Um tipo específico de sal hidratado é o sal alúmen, que é formado por dois anions sulfato, com cátions que tem número de oxidação +1 e +3, além de 24 moléculas de água.

Exemplos: Ag2SO4.Al2(SO4)3.24H2O, Na2SO4.Sb2(SO4)3.24H2O

Nomenclatura dos sais inorgânicos

Em relação à nomenclatura dos sais, a regra geral é bem simples, entretanto é preciso conhecer os nomes dos cátions e anions, ou consultar uma tabela:

Nome do anion + de + nome do cátion

Essa regra pode ser seguida a risca para compostos contendo metais com NOX fixo, como prata, o zinco ou um elemento que pertença às famílias 1A, 2A, e 3A.

Vamos ver alguns exemplos:

  • NaNO3: aqui temos o cátion sódio (Na+) e o ânion nitrato (NO3-), dessa forma o nome do sal é nitrato de sódio.
  • K3PO4 : aqui temos cátion potássio (K+1) e o ânion fosfato (PO4-3) dessa forma o nome do sal é fosfato de potássio.

Existem casos em que o cátion tem nox variável, então é preciso deixar isso claro no nome. Vamos ver caso do elemento químico ferro, ele tem estados de oxidação de +2 a +6, sendo os mais comuns os +2 e +3, dessa forma na hora de dar o nome para o elemento é preciso informar a qual sal de ferro esta se referindo:

  • Fe2(SO4)3: Nesse sal, o nox do ferro é +3, e o ânion é o sulfato, forma o nome fica sulfato de ferro III.
  • FeSO4: Nessa composto o nox de ferro é +2, e anion é sulfato isso o nome fica sulfato de ferro II.

Essa diferenciação no nome é importante, pois se chamássemos o sal apenas de sulfato de ferro, estaria incorreto. Uma dica para saber o estado de oxidação do ferro é observar o subscrito ao lado do parentes onde está o anion, no primeiro caso o subscrito é 3, por isso o nox de ferro é 3. Outra maneira de descobrir o nox é somando a carga dos anions e cátions, que deve da zero, pois o sal é neutro. Por exemplo para o composto FeSO4, pesquisando em um tabela de anions veremos que o sulfato tem carga 2- (SO42-). Então você chama a carga do Fe de x, soma com a carga do anion e iguala a zero:

x +(-2) = 0

x - 2 = 0

x=2

Ainda em relação a nomenclatura existem alguns detalhes a observar casos abaixo, e para isso veremos alguns exemplos.

Hidrogeno-sais: antes do nome do anion, é preciso colocar o prefixo referente a quantidade de hidrogênio presente.

  • NaHCO3: mono-hidrogeno-carbonato de sódio.

Sal hidroxilado: antes do nome do ânion, é preciso colocar o prefixo referente a quantidade de hidroxilas presentes, seguindo do prefixo hidroxi.

  • Al(OH)2ClO3: di-hidróxi-clorato de alumínio

Ainda tem a opção de incluir o prefixo monobásico entre o nome do cátion e do ânion.

  •  Ca(OH)F: fluoreto monobásico de cálcio
  •  Al(OH)Cl2 : cloreto monobásico de alumínio

Sal hidratado: após o nome do cátion, é preciso indicar a quantidade de moléculas de água presente.

  •  CaCl2 . 2H2O: cloreto de cálcio di-hidratado.

Sal duplo: temos 2 casos possíveis, os sais com 2 cátions e 1 anion ou 2 anions e 1 cátion. No caso de 2 cátions, é preciso escrever a palavra duplo depois do anion. A ordem descrita no nome dos cátions é começando pelo mais eletropositivo.

  •  AgFeBO3: borato (duplo) de prata e ferro II.

No caso de 2 anions é preciso seguir a sequência:

nome do ânion mais eletronegativo + nome do ânion menos eletronegativo + de + nome do cátion

  •  TiPO4CN: fosfato-cianeto de titânio IV.

Os sais também podem ser classificados em relação ao número de diferentes elementos presentes em sua formula molecular. Podemos ter sais binários (NaCl, KI), ternários (KNO2, Al2(SO4)3), quaternários (NaHCO3, Na2HPO4) e assim por diante. Vale ressaltar que não é avaliado o número total de elementos químico, e sim o número de elementos químicos diferentes. Por isso embora o sal CuSO4 tenha no total 1 Cu+ 1S+ 4O, ele é ternário, pois cada elemento é contado apenas 1 vez.

Uma propriedade importante dos sais é a sua solubilidade, e ela vai variar de acordo com os anions e cátions que constituem os mesmos. A seguir temos uma tabela resumindo as solubilidades dos sais:

Solubilidade em água
Solúveis (regra) Insolúveis (exceção) Insolúveis
(regra)
Solúveis
(exceção)
Nitratos (NO3-)

Acetatos (CH3-COO-)

--------------- Sulfetos (S2-) Grupos 1,2 e NH4+
Cloretos (Cl-)

Brometos (Br-)

Iodetos (I-)

Ag+, Pb2+, Hg22+ Carbonatos (CO32-) Grupo 1 e NH4+
Sulfatos (SO42-) Ca2+, Sr2+ Ba2+, Pb2+ Fosfatos (PO43-) Grupo 1 e NH4+

Entre os sais mais importantes e suas aplicações podemos citar os descritos as seguir:

Sal Aplicações
Cloreto de Sódio (NaCl) Sal de cozinha

Soro fisiológico

Soro Caseiro

Produção de Gás Cloro (Cl2) e hipoclorito de sódio (NaClO):

2 NaCl + 2 H2O → 2 NaOH + H2 + Cl2

Carbonato de sódio (Na2CO3) Produção de vidro

Produção de corantes

Tratamento de piscina

Produção de sabão e detergente, papel celulose, indústrias têxteis e siderúrgicas.

Bicarbonato de sódio (NaHCO3) Antiácidos

Fermento de bolo

Extintor de incêndio

Cremes dentais

Carbonato de cálcio (CaCO3) produção de vidro

Cimentos

Nitrato de sódio (NaNO3) Fertilizantes

Pólvora

Carnes enlatadas

Fluoreto de Sódio (NaF) Cremes dentais
Fosfato de Cálcio (Ca3(PO4)2) Fabricação de fertilizantes fosfatados
Hipoclorito de sódio (NaClO) Bactericida

Alvejante

Nitrato de Amônio (NH4NO3) Explosivos

Referencias:

Atkins, P. W.; Jones, Loretta . Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente, volume único. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.

Kotz, J. C. Química Geral e Reações Químicas. Volume 1, 9ª edição, Cengage Learning, 2015.

Tito e Canto. Química na Abordagem do Cotidiano. Volume único, parte A – Química Geral e Inorgânica. Editora Saraiva 2005.

The post Sais inorgânicos appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/30aF5hk
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Hidrólise

"

A hidrólise é a quebra de uma molécula pela ação da água. A molécula de água libera para a solução íons H+ e OH- e quando uma molécula é quebrada um hidrogênio da molécula de água é transferido para um dos fragmentos dessa molécula, e a hidroxila para outro, com isso formando novos compostos.

XY + H2O → HY + XOH

Essa ação da água não acontece sozinha, para isso são necessárias pressão e temperatura elevada. Além disso, para aumentar a velocidade deve-se utilizar um agente acelerador, um catalisador, sendo que os mais importantes são ácidos, enzimas e álcalis.

A hidrólise tem aplicações tanto em reações orgânicas quanto inorgânicas. De maneira geral podemos destacar as reações de saponificação de ácidos graxos, inversão de açúcar, preparação de álcoois e ácidos a partir de ésteres, hidrólises de produtos naturais como amidos, glicosídeos, proteínas.

É importante ressaltar que não se deve confundir o processo de hidrólise com a desidratação, já que no primeiro a quebra da ligação na molécula se dá pela presença da água, enquanto que no segundo processo ocorre a formação de moléculas de água. A hidrólise pode ser do tipo alcalina, ácida, salina ou enzimática.

A hidrólise alcalina ou básica ocorre na presença de uma base em solução aquosa, podendo ser diluída ou concentrada. A base é utilizada no lugar da água, pois libera OH- e ao final reação têm-se como produtos um sal e um ácido. Dentre as aplicações da hidrólise básica estão às reações de formação de ésteres, hidrólise de amostras de sedimentos, digestão de materiais orgânicos utilizando os hidróxidos de potássio (KOH) ou sódio (NaOH) e reação de despolimerização da garrafa PET.

A hidrólise ácida ocorre na presença de um ácido mineral em solução aquosa, podendo ser diluída ou concentrada. Os principais ácidos utilizados são o ácido sulfúrico (H2SO4) e o ácido clorídrico (HCl), porém podem ser utilizados também em alguns casos o ácido nítrico (HNO3) e fosfórico (H3PO4). Dentre as aplicações da hidrólise ácida estão às reações que envolvem ésteres, amidas e açucares. Um exemplo prático é a descromagem ácida, que consiste na remoção de cromo presente em resíduos de couro antes do descarte evitando a contaminação de solos ou dos lençóis freáticos.

A hidrólise enzimática ocorre na presença de enzimas, que funcionam como catalisadores, aumentando a velocidades das reações, pois promove a diminuição da energia de ativação (energia necessária para iniciar a reação). Quando comparando com as hidrólises ácida e básica apresenta vantagem de ser especifica, ter controle do grau de hidrolise, condições de reação mais moderadas, menores concentrações de reagentes. Alguns exemplos de aplicação são na quebra de proteínas (proteases, que auxiliam na quebra das ligações peptídicas), hidrólise de óleos e gorduras, (lípases, quebra moléculas de lipídeos em colesterol, ácidos graxos e glicerol), digestão de carboidratos (sacarase, quebra a sacarose em glicose e frutose) e hidrólise enzimática de biomassa para produção de etanol.

A hidrólise salina é definida como a reação entre molécula de um sal e água.

YX(s) + H2O(l) ↔ Y(aq)+ + X(aq)-

Os íons que formam o sal, quando reagem com a água que tem caráter anfótero, podem resultar em uma solução ácida, básica ou neutra.

Formação de uma solução de caráter ácido:

H+ + H2O ↔ HOH + H+

Formação de uma solução de caráter básico:

OH- + H2O ↔ HOH + OH-

Os ácidos ou bases formados são de caráter moderado ou fraco. É possível calcular o grau (α) e a constante de uma hidrólise (Kh) conforme descrito a seguir:

Onde Kw = constante de dissociação da água e Ka = constante de dissociação do ácido.

Entre as aplicações da hidrólise salina podemos destacar o tratamento de águas, e análises quantitativas diversas utilizadas em laboratórios de pesquisa e indústrias.

Referencias

Bente, V. L. I. Hidrólise básica de resíduos poliméricos de PET pós consumo e degradação catalítica dos monômeros de partida. Dissertação, Universidade Federal do Amazonas, 2008.

Fatibello-Filho, O.; Wolf, L. D; Assumpção, M. H. M.T.; Leite, O. L. Experimento Simples e Rápido Ilustrando a hidrólise de sais. Química Nova na Escola n. 24, novembro, 2006.

Hijazin , C.A. H; Simões, A. T..Hidrólise ácida, alcalina e enzimática Silveira. R. D.Revista Atitude - Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre • Ano IV • Número 7, Janeiro - Junho de 2010.

Jumelice dos S. SilvaI; Valéria R. dos S. Malta; Martha S. R. dos Santos-Rocha; Renata M. R. G. Almeida; Márcia A. Gomes; Cecília D. Vicente; Kledson L. Barbosa. Hidrólise enzimática, fermentação e produção de biocombustíveis através da coroa de Ananas comosus.Química Nova, Vol. 41, No. 10, 1127-1131, 2018.

Kotz, J. C. Química Geral e Reações Químicas. Volume 2, 9ª edição, Cengage Learning, 2015.

Tito e Canto. Química na Abordagem do Cotidiano. Volume único, partes A e C – Química Orgânica. Editora Saraiva 2005.

The post Hidrólise appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2XMrJds
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Reprodução em cativeiro

"

Quando falamos sobre um animal ou planta em cativeiro, nos referimos a ele estar em um espaço físico sem liberdade, em condições artificias, controlado por humanos. Como exemplo, temos os jardins zoológicos, mantenedores e criadouros de fauna, os aquários, os jardins botânicos, bancos de sementes, etc.

Os jardins botânicos mantêm coleções vivas e exsicatas (exemplares não vivos, que mantém características das plantas), muito importante para identificação de espécies e informações de plantas ameaçadas. Algumas instituições chegaram a criar banco de sementes, que são coleções com grande potencial nos esforços de conservação.

Colecionadores de animais, com intuito de entretenimento, aparecem há séculos na história da humanidade. Há registros no Egito Antigo e na China de homens que usavam as coleções para ostentar um tipo de poder. Só na era Moderna os Zoológicos passaram a ser centros de pesquisa e apesar do objetivo principal ser a exposição de animais, hoje, eles podem ser grandes aliados à conservação.

Objetivo

A reprodução em cativeiro pode manter as coleções vivas, sem a necessidade de retirar nenhum indivíduo da natureza. Por isso, há trocas de indivíduos entre instituições do mundo todo.

Ter coleções de animais e plantas ex situ, pode ser uma importante estratégia para conservação de espécies. Em países tropicais, com tamanha diversidade, como o Brasil, há poucos estudos sobre todas as espécies na natureza e ter uma espécie em cativeiro é uma forma de fazer pesquisas diversas. Entendendo sobre o manejo, dados nutricionais, genética, etc. A conservação ex situ é uma ferramenta poderosa para evitar a extinção de espécies e ela é complementar à conservação in situ.

O objetivo maior da reprodução em cativeiro é manter populações cativas viáveis. Para isso, muitas técnicas têm sido desenvolvidas com o intuito de aumento das taxas reprodutivas, evitando acasalamento entre parentes próximos, para não gerar deriva genética e depressão endogâmica. Dentre elas, podemos ter a inseminação artificial, adoção cruzada, incubação artificial de ovos, transferência de embriões, entre outras.

Conservação

Da mesma forma, o conhecimento adquirido por criadores profissionais legalizados, aquários, e outras entidades, pode contribuir com a conservação. Os programas de reprodução em cativeiro de espécies ameaçadas podem ser realizados por Zoológicos, Criadouros Científicos de Fauna Silvestre, Centros de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) e Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS).

Um exemplo clássico da literatura e um dos mais antigos é o da espécie Elaphurus davidianus, Cervo de Père David, que foi extinta na natureza e voltou a ter uma população viável depois da reprodução com 12 animais sobreviventes, em cativeiro. Existem vários outros casos pelo mundo, como Furão de Pés Negros, Bisão Europeu, Órix da Arábia, etc. No Brasil, o projeto mais antigo é o programa internacional para reprodução em cativeiro do mico leão dourado, em 1972, para reintrodução em locais onde haviam sido extintos. Em 1984 foram reintroduzidos os primeiros indivíduos e em 2008 a população já estava acima de 1500 animais.

Cervo de Père David (Elaphurus davidianus). Foto: Sandra Standbridge / Shutterstock.com

Hoje, no país existem os Planos de Ações Nacionais para a Conservação de Espécies Ameaçadas, que podem pedir a reprodução em cativeiro, como parte do programa. Um desses planos é para o Mutum do Nordeste (Pauxi mitu), que é uma ave extinta na natureza e chegou a ter apenas 4 indivíduos em cativeiro. Graças à reprodução em cativeiro, hoje existe mais de uma centena de animais que estão sendo manejados para o desenvolvimento de uma população viável e futura reintrodução.

Temos o caso da Jacutinga (Aburria jacutinga), também extinta em várias áreas de ocorrência de Mata atlântica. SAVE Brasil iniciou em 2010 o Programa para a Conservação das Aves Cinegéticas na Mata Atlântica – Projeto Jacutinga, que já apresenta reintrodução bem-sucedida de indivíduos reproduzidos em cativeiros.

Outro caso que levanta a bandeira para a conservação da biodiversidade é o Projeto Ararinha na Natureza, que pretende devolver à natureza a espécie ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), a qual tem seus últimos exemplares apenas em cativeiro. Com estudo genético e manejo correto, a reprodução ex situ pode levar à reintrodução desta espécie em seu habitat natural.

Referência:

PRIMACK, Richard; RODRIGUES, Efraim. Biologia da Conservação. Londrina: E. Rodrigues, 2001.

PIRATELLI, A. J; FRANCISCO, M. R. (org), Conservação da biodiversidade: dos conceitos às ações. Rio de Janeiro: Technical Books, 2013.

https://revistapesquisa.fapesp.br/2017/01/09/a-gaiola-que-salva/

http://www.savebrasil.org.br/jacutinga/

http://www.savebrasil.org.br/ararinha-na-natureza/

http://www.revistaea.org/pf.php?idartigo=1434

The post Reprodução em cativeiro appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2KX0cjI
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Restauração ecológica

"

Há processos naturais que podem acelerar ou causar impactos ambientais, como os vulcões, enchentes, tempestades, incêndio, etc. Mas a maior parte destes impactos vem das atividades humanas que degradam o ambiente e causam destruição de habitat. Com isso, conservacionistas vêm desenvolvendo estudos e práticas que podem levar um ecossistema a ter suas funções restauradas. A restauração ecológica é um processo em que há ação humana intencional, para o restabelecimento de um ecossistema que foi degradado ou destruído, com a meta de trazer a diversidade, estabelecendo comunidades.

Neste processo, o homem busca recuperar condições como vegetação, clima, flora, água, solo e micro-organismos, para imitar o que se tinha originalmente naquele local, melhorando e aumentando a integridade e saúde dele. Por exemplo, em áreas de mineração, para proteger o solo contra erosão; restauração de áreas ciliares aos rios, para evitar alagamentos, recuperar área de vegetação nativa, etc.

Então, o ponto de partida do planejamento da restauração é compreender, através de estudos, como era a composição daquele espaço e como funcionava, fazendo um mapeamento da história daquela paisagem, de como se iniciou e como foi alterada. Geralmente, ocorrem intervenções como reintrodução de espécies de flora e/ou fauna, remoção ou modificação de alguma perturbação.

Além de um estudo minucioso da fauna e da flora, engenheiros, biólogos e outros profissionais envolvidos com o projeto, precisam pensar no tempo de execução dele, nas fases, uma vez que é um processo a longo prazo; nos custos; na disposição de sementes; nos fertilizantes empregados; preparo do solo, limitações e oportunidades, condições culturais, controle de espécies exóticas, etc.

As estratégias são diferentes para as áreas, conforme o grau de degradação delas, vai mudar o tamanho e a densidade de mudas plantadas, por exemplo. Mudas pequenas, não toleram muito estresse que as áreas mais degradas oferecem. Respeita-se as sucessões ecológicas, lembrando que se inicia por plantas pioneiras e que espécies climácicas requerem condições que áreas com alto grau de degradação ainda não podem dar.

Os organismos que compõem a biota possuem funções ecológicas que contribuem para a dinâmica do ecossistema: Produtores primários, herbívoros, mesopredadores, grandes carnívoros, dispersores de sementes, colonizadores, polinizadores, decompositores, fixadores de nitrogênio. Esses são grupos funcionais estudados, que podem ser restabelecidos na área que está sendo restaurada, para estabelecer o equilíbrio.

O meio abiótico presente pode ser terrestre (solo ou substrato), atmosférico, aquático; condições como clima, tempo seco, ou chuvoso, umidade; e relevo também precisa ser levados em consideração. Apesar da restauração geralmente remeter à comunidade de plantas (por possuírem maior biomassa) terrestres, há restauração de comunidades aquáticas, como em lagos, por exemplo.

Uma parte importante na estratégia de restauração é integrar a população local, mostrando o papel cultural e educacional que a área restaurada pode ter na vida dessas pessoas. É um conceito de Restauração cultural, comum em países desenvolvidos, que faz uma interação com atividades culturais, de forma que haja ações humanas que reforcem a sustentabilidade da área restaurada e da sua saúde.

Sabemos que a recuperação e o manejo deram certo, quando o ecossistema é capaz de se manter desenvolvido, sem subsídio e intervenção humana. Alguns atributos básicos, podem nos guiar, para uma restauração bem-sucedida:

  • O ecossistema restaurado consiste de espécies nativas na sua maior parte, sendo que o conjunto de espécies é característico da estrutura de uma comunidade que foi referência;
  • A estabilidade continuada do ecossistema restaurado é garantida por populações reprodutivas, sustentadas pelo ambiente físico restaurado;
  • Desenvolvimento de todos os grupos funcionais;
  • O estágio ecológico não deve apresentar nenhum sinal de disfunção;
  • O ecossistema restaurado deve apresentar integração com a matriz, em sua volta (fluxo biótico e abiótico).
  • Estar seguro de que o ecossistema restaurado lida bem com potenciais ameaças da paisagem no entorno.
  • O ecossistema restaurado deve suportar qualquer evento de estresse que o ambiente possa propiciar, como poderia acontecer naturalmente.
  • A estrutura e funcionamento do ecossistema restaurado pode mudar durante seu desenvolvimento, mas ele precisa ser autossustentado, como sua referência.

Referências:

http://lerf.eco.br/img/publicacoes/2004_12%20Fundamentos%20de%20Restauracao.pdf

PRIMACK, Richard; RODRIGUES, Efraim. Biologia da Conservação. Londrina: E. Rodrigues, 2001

Eric S. Higgs 1997. What is Good Ecological Restoration? Conservation Biology 11(2):338

https://www.sobrestauracao.org/

The post Restauração ecológica appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2RPPmfX
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Animais dispersores

"

Os animais frugívoros são aqueles que se alimentam de frutos, sem danificar a semente. Sendo assim, pelas suas fezes, conseguem dispersar as sementes da planta ingerida, que poderão germinar quando depositadas em local propício. Essa é uma interação ecológica, em que o animal dispersor se beneficia, com a energia adquirida através da alimentação e a planta se beneficia através da dispersão das suas sementes para locais mais propícios, com menos competição, o que aumenta as chances de sucesso de sobrevivência dela.

Interações fauna-flora

Ao longo de milhões de anos, os animais e as plantas desenvolveram interações harmoniosas, de forma a dependerem umas das outras para sobreviver e manterem o equilíbrio e manutenção das florestas.

Existem quatro tipos principais de dispersão de sementes: Zoocoria (realizada por animais); Anemocoria (dispersor é o vento); autocoria (a planta se auto dispersa, com a deiscência de sementes) e barocoria (usa da ação gravitacional). Acredita-se que 50 a 90% das árvores de florestas tropicais necessitam de animais para dispersar suas sementes. As cores, as características, como tamanho do fruto, são importantes para identificação do dispersor.

As aves compõem o principal grupo de animais dispersores. Foto: Paul S. Wolf / Shutterstock.com

Cada dispersão feita por um animal diferente, recebe um nome distinto:

  • Formigas - Mirmecocoria:
  • Peixes- Ictiocoria: É o primeiro grupo de vertebrados frugívoros da história de interação animais/plantas.
  • Répteis - Saurocoria: Os répteis foram um dos primeiros grupos a interagirem com as plantas. Lagartos e tartarugas são bons dispersores de sementes, destacando-se as famílias de lagarto: Varanidae, Gekkonidae, Iguanidae, Scincidae, Lacertidae e Teiidae. Estudos realizados mostram que jabutis são potenciais dispersores, uma vez que as sementes que passam pelo seu trato digestivo tiveram influência positiva na germinação.
  • Aves- Ornitocoria: São o grupo de animais mais importantes para dispersão de sementes, pela grande quantidade de espécies, pela capacidade de deslocamento e pela frequência com que se alimentam. Os frugívoros representam mais de 50% das famílias de aves do mundo. Na Mata Atlântica, tucanos, araçaris, jacus, jacutingas são aves maiores que contribuem para dispersam de sementes grandes, o que é muito importante para a manutenção das florestas.
  • Morcegos- Quiropterocoria: São animais com papel ecológico muito importante, contribuindo para a regeneração e sucessão secundária em áreas tropicais, uma vez que voam em clareiras e áreas de borda. As espécies frugívoras mais importantes para a Mata Atlântica são Artibeus lituratus, Carollia perspicillata e Sturnira lilium. E as plantas mais consumidas são as figueiras, embaúbas, juás e pimenteiras.
  • Mamíferos- Mamaliocoria: São muito importantes na dispersão de sementes maiores. Os primatas consomem os frutos das copas das árvores, como os bugios, macaco prego, muriquis;Os que se alimentam tanto de frutas que estão no chão, como nos galhos: marsupiais como cuícas e gambás, esquilos (que enterram sementes para comer depois e vão plantando na floresta); E os que se alimentam no chão: Anta, veados, cachorro do mato, cutia, que faz como os esquilos.

Plantas de sementes grandes, que as aves não conseguem engolir, são as mais ameaçadas, dependendo de mamíferos para dispersão. A anta e as cutias são os grandes dispersores de frutos grandes, como o Jatobá.

Homem- Antropocoria: Nós seres humanos somos dispersores, mas também os principais predadores e destruidores dos ecossistemas.

Conservação

Existe um equilíbrio na teia destes ecossistemas e o desmatamento, a caça predatória, fragmentação de habitat têm quebrado esses ciclos. Um animal como a jacutinga, que é um importante dispersor, faz falta para manutenção de florestas. Hoje, muitos estudos e esforços para conservação de espécies têm sido realizado, como a reintrodução de animais e replantio de plantas. No Pará existiam grandes castanhais e a dispersão do fruto que contém a castanha é feita apenas por cotias, por serem grandes e pesados. O extrativismo predatório da castanha na Amazônia pode levar ao fim de cutias e dos próprios castanhais.

Nós causamos desequilíbrios por vezes irreparáveis, mas precisamos mudar nossa postura urgente, conscientizando a população sobre suas ações e consequências. Já que as florestas não conseguem mais se auto sustentar, precisamos usar nosso conhecimento para intervir com manejo de vida silvestre, também.

Referências:

Castro, Everaldo Rodrigo de; Galetti, Mauro. Frugivoria e dispersão de sementes pelo lagarto teiú Tupinambis merianae (Reptilia: Teiidae). Papéis Avulsos de Zoologia (São Paulo). USP, v. 44, n. 6, p. 91-97, 2004. Disponível em: <http://hdl.handle.net/11449/20491>.

RODRIGUES, Laís. Lautenschlager. Frugivoria e dispersão de sementes pelo Jabuti-Piranga Chelonoidis carbonaria. 2016. 46 f. Trabalho de conclusão de curso (Ecologia) - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Instituto de Biociências (Campus de Rio Claro), 2016. Disponível em: <http://hdl.handle.net/11449/156035>.

FADINI, R.F. & DE MARCO, P. 2004. Interações entre aves frugívoras e plantas em um fragmento de Mata Atlântica de Minas Gerais. Ararajuba 12(2):97-103.

Pizo, M.A. & GALETTI, M. 2010. Métodos e perspectivas do estudo da frugivoria e dispersão de sementes por aves. In Ornitologia e conservação: ciência aplicada, técnicas de pesquisa e levantamento (Accordi, I., Straube, F.C & Von Matter, S. orgs). Technical Books Rio de Janeiro, p. 492-504.

JORDANO, P. et al. Ligando frugivoria e dispersão de sementes à biologia da conservação. In: ROCHA, C. F. D. et al. (Eds.) Biologia da conservação: essências. São Carlos: Rima, 2006. p.411-436.

PASSOS, F.C.; SILVA, W.R.; PEDRO, W.A. & M.R. BONIN. 2003. Frugivoria em morcegos (Mammalia, Chiroptera) no Parque Estadual de Intervales, sudeste do Brasil. Revista Brasileira de Zoologia, Curitiba, 20 (3): 511-517.

https://www2.ib.unicamp.br/projbiota/frugivoria/inter.html

https://revistapesquisa.fapesp.br/2001/03/01/sem-bichos-a-floresta-morre/

http://www.ra-bugio.org.br/mataatlantica_04.php

The post Animais dispersores appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2KVbjtd
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Escritores do Barroco

"

O barroco iniciou-se no final do século XVII e início do século XVII, na Espanha.

O movimento artístico espalhou-se por toda a Europa, influenciando as artes plásticas, a literatura, a arquitetura, a música e o teatro.

Em Portugal, iniciou-se em 1580 com a morte de Camões e terminou com a fundação da Arcádia Lusitana.

Já no Brasil, iniciou-se com a publicação do poema épico “Prosopopeia”, de Bento Teixeira, em 1601. Terminou em 1768 com a publicação de “Obras Poéticas”, de Cláudio Manuel da Costa.

O período é marcado por grandes acontecimentos. A instabilidade política e a decadência econômica nos países europeus que foram responsáveis pelo surgimento desse movimento artístico. O surgimento de questionamentos sobre os valores impostos pela Igreja Católica, além da perda dos fiéis após as revoltas religiosas. A partir de então, surge a Contrarreforma com o objetivo de evitar a saída de mais fiéis, através de suas ideias teocêntricas.

Influenciados pelo movimento barroco, os escritores utilizam de excesso de mensagens religiosas, linguagem e tom pessimistas, figuras de linguagem, linguagem rebuscada e mais trabalhada, cultismo e conceptismo, além de poesias marcadas pela instabilidade emocional, sendo acompanhada de sentimento de culpa pelos pecados. Também trabalham com o tema sobre a vida e a morte, e sobre a imagem da mulher, comparada com uma rosa devido à sua estonteante beleza.

Principais autores e obras do movimento barroco:

  • Padre Manuel Bernardes (1644-1710) foi um presbítero da Congregação do Oratório de S. Filipe de Nery. Produziu diversas obras de espiritualidade cristã, com uma linguagem simples e espontânea, sendo a sua principal obra a “Nova Floresta”.
  • Francisco Rodrigues Lobo (1580-1622) foi um poeta de influência camoniana. As suas principais obras são “Romanceiro”, “Éclogas” e “Pastor Peregrino”.
  • Sóror Violante do Céu (1601-1693) foi uma religiosa e escritora. Escreveu poemas com temas passionais e religiosos. A sua principal obra é “Rimas Várias”.
  • Francisco Manuel de Melo (1608-1667) foi um escritor, político e militar português. Dedicou-se à poesia lírica, à historiografia, ao teatro e à prosa filosófica e moralizante. A sua principal obra é “Carta de Guia ao Casados” que retrata sobre as relações conjugais com ironia e humor.
  • Frei Luís de Sousa (1555-1632) foi um sacerdote e escritor, além de historiador. A sua principal obra é “História de São Domingos e Anais de D. João III”.
  • Sóror Mariana Alcoforado (1640-1723) foi uma freia portuguesa. A sua principal obra é “Cartas Portuguesas” que trata sobre um amor proibido e não correspondido. Uma paixão violenta e incontrolada por um militar.
  • Padre Antônio Vieira (1608-1697) foi um religioso, filósofo, escritor e maior orador sacro da língua portuguesa. As suas principais obras são “Sermão da Sexagésima” que retrata sobre a arte de pregar, além do “Sermão de Santo Antônio” que tem como tema a escravidão indígena.
  • Bento Teixeira (1561-1600) foi um poeta luso-brasileiro. A sua principal obra é “Prosopopeia”, considerada o marco inicial do barroco na literatura brasileira. O poema foi escrito de forma semelhante a “Os Lusíadas” com o objetivo de louvar o donatário da capitania de Pernambuco, Jorge de Alburqueque Coelho. Trata também sobre os feitos dos heróis portugueses em terras brasileiras e africanas.
  • Gregório de Matos (1636-1696) foi um advogado e poeta do Brasil colônia, sendo considerado um dos maiores poetas do barroco em Portugal e no Brasil. Ficou muito conhecido como “Boca do Inferno”, por conta de suas sátiras desumanas. As suas principais obras são poesias religiosas, líricas e satíricas.

Fontes:

Módulo do ensino integrado: língua portuguesa. São Paulo: DCL, 2002. p.79-119.

https://www.stoodi.com.br/blog/2018/09/12/barroco/

The post Escritores do Barroco appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2RPlujA
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Classificação climática de Köppen-Geiger

" A Classificação climática tem como intuito agrupar os diferentes segmentos do planeta associando-os de acordo com os índices climátic...