Sportswear Pants: Wide pants, jogger pants e track pants

"

Nos últimos anos, a moda urbana tem recebido uma enxurrada de novas estéticas e nomenclaturas. Afinal, estamos em tempos que todos os estilos se encontram em um mesmo cenário e não há mais limites para o que pode ser usado ou não – lembrando que todos aquelas regras de vestimenta já estão completamente no passado. Hoje, com estas inúmeras possibilidades, muitas das peças acabam caindo no nosso gosto. Entre elas, as calças que costumavam ser usadas apenas dentro de academias ou para a prática de esportes outdoor. Na lista de marcas precursoras que investiram forte na tendência está a inglesa Serena Bute. Após 30 anos confeccionando roupas com tecidos de seda, a estilista decidiu levar seu nome à frente da label homônima. E, como resultado, Serena desenvolveu uma série de wide pants, jogger pants e track pants que combina os universos esportivo e a estética sofisticada. Assim como a designer, outros nomes da moda levaram a tendência para a passarela, como Stella McCartney e Alexander Wang. Cada um dentro do seu estilo, mas provando que o caminho renderia muitas criações desejáveis.

Eu, que sou fã absoluta de calças, comecei a usar alguns dos shapes esportivos no meu dia a dia, em visuais que misturam alfaiataria, itens mais sofisticados e calçados com ar moderno. Entre elas está a Wide Pants, uma versão que lembra os modelos usados para a prática de dança. Ela tem cós com elástico e perna larga, que lembra a modelagem das pantalonas. Vale usar tanto em propostas noturnas, com sandálias sofisticadas, quanto em outfits urbanos, com pitada cool. Para o meu look,  investi na calça com barra que ultrapassa o limite do calçado. Dior, Gucci e Chloé estão entre as marcas que apostaram em quebrar uma das regras clássicas das calças. A produção trouxe a tendência em um look com ar de alfaiataria, combinando o blazer Max Mara, malha turtle neck e a calça acetinada Alexander Wang. Repare no movimento e na leveza da wide pants que contrasta com o casaco de tecido mais estruturado.

Irmã mais velha da Wide Pants e clássica da década de 1980, a jogger pants é aquele item indispensável no guarda-roupa das fashionistas. Isso porque ele segue a ideia de versatilidade, mas com uma dose de sportswear ainda mais alta. Com elástico no cós e na barra, ela tem sido apontada como item perfeito de contraste entre os estilos atléticos e mais elegantes. Prova? é possível trazer saltos altíssimos, camisas de seda e acessórios poderosos. Por outro lado, a jogger ganha ainda mais espaço para ser usada na rotina casual, como foi apresentada na coleção de Tommy Hilfiger, com slides e meias.

The last, but not the least! A track pants, também conhecida como wide jogger pants, é uma espécie de evolução maximizada da wide pants. Ela tem uma estética com ares descontraídos e aquela ideia perfeita de peça-chave para um visual easy chic. O cós é franzido, geralmente com um cordão de cadarço para amarração, e pernas amplas, às vezes, chegando a formar um sino. As interpretações feitas por Serena Bute, DKNY e Alexander Wang deram a entender que a equação composta pela calça pode resultar em produções suaves. Já no Fall 2019 da JW Anderson, um encontro moderno com a alfaiataria tornou a track pants ainda mais contemporânea e fácil para o jogo de proporções e sobreposições – veja o encontro entre a peça e o poncho desconstruído.

A ideia de poder brincar com itens que já fizeram parte de estilos tão definidos é o que transforma a moda em um cenário ainda mais encantador. Lembro de quando Karl Lagerfeld trouxe o tênis para a sua apresentação de Fall 2014 da Chanel. A imagem da top Cara Delevingne usando um look casual com um maxi casaco de tweed e tênis foi uma das modelos mais compartilhadas na época. Após este show, o athleisure começou a ser mais presente nas criações das grifes e nas ruas. Com este desafio de tornar a versatilidade uma característica forte em diversas tendências, é possível acreditar que, agora, tudo é questão de experimentar e sentir como estes aliados deixam você mais confortável e poderosa.



Blog da Alice Ferraz https://ift.tt/2Y8aft0
Publicado primeiro em Alice Ferraz"

Dia do Professor

"

O "Dia do Professor" é comemorado no Brasil em 15 de outubro. A data foi oficializada por meio do Decreto Federal nº 52.682 de 14 de outubro de 1963.

O dia escolhido faz referência ao Imperador Dom Pedro I, que no dia 15 de outubro de 1827 criou no país uma Lei Imperial sobre o Ensino Elementar no Brasil - conhecida como Escola de Primeiras Letras. Todas as cidades a partir deste decreto deveriam ter Escolas de Primeiro Grau, contendo contratação de professores assalariados e cronograma de disciplinas.

A iniciativa de comemoração desta data ocorreu em São Paulo (SP), em 1947, quando quatro professores realizaram uma parada para celebrar os profissionais da área e fazer novos planos para o próximo ano. Alguns anos depois, o governo instituiu o Decreto Federal nº 52.682/63 como Feriado Escolar. Como previsto no Art.3º: "Para comemorar condignamente o dia do professor, aos estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".

Foto: Monkey Business Images / Shutterstock.com

Ser professor é ser um profissional que forma outros profissionais, por tanto, uma das áreas de atuação mais importantes no mundo.  O número de professores no Brasil deveria suprir a necessidade da população, juntamente com o investimento na capacitação, no plano de carreira, entre outras categorias que impactam a sociedade e deveriam ser revistas com urgência.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) referentes ao ano de 2018, o Brasil possui 11,3 bilhões de pessoas analfabetas, contadas a partir dos 15 anos de idade. Apesar do índice de analfabetos apresentar redução, pesquisadores revelam que o mesmo acontece de forma muito lenta.

Para tornar-se um país mais desenvolvido, mais igualitário (social e econômico), com menos criminalidade, com mais acesso aos direitos básicos, entre outros fatores, é necessário que o governo invista principalmente na Educação em todos os âmbitos.

O "Dia Mundial do Professor" é celebrado anualmente em 5 de outubro. A data foi criada em 1994 pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), com o objetivo de ressaltar a importância e o papel fundamental dos professores na sociedade.

Mensagem da UNESCO em comemoração ao Dia Mundial do Professor: "A educação é um direito humano fundamental e um bem público. Ela transforma vidas, ao conduzir o desenvolvimento econômico e social. Ela promove a paz, a tolerância e a inclusão social. Ela é a chave para a erradicação da pobreza. Por fim, ela permite que crianças e jovens realizem seu potencial".

The post Dia do Professor appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2Y7M0ey
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Dia dos Pais

"

No Brasil, o "Dia dos Pais" é comemorado anualmente no segundo domingo do mês de agosto. O dia especial dedicado aos pais é celebrado em diferentes datas pelo mundo todo, nos Estados Unidos e outros países por exemplo, a celebração acontece no terceiro domingo de junho. Em Portugal, Espanha e Itália a data é 19 de março.

O "Dia dos Pais" foi instituída no Brasil em 1953, por sugestão do publicitário e jornalista Sylvio Bhering. No início, a data escolhida havia sido 16 de agosto, data em que comemora o Dia de São Joaquim, pai da Virgem Maria e avô de Jesus Cristo, conforme mencionado pela igreja católica. Para que os filhos pudessem aproveitar o momento com os pais (quando os pais supostamente estão de folga do trabalho), a data foi alterada para o segundo domingo de agosto.

Foto: Evgeny Atamanenko / Shutterstock.com

De acordo com registro histórico, a primeira iniciativa de homenagem ao dia dos pais aconteceu há mais de 4 mil anos, quando um jovem chamado Elmesu criou um cartão de argila para seu pai, desejando-lhe sorte, saúde e longa vida.

A repercussão mundial do Dia dos Pais começou quando a data foi institucionalizada em 19 de junho de 1910 nos Estados Unidos da América. A data foi escolhida por indicação de uma mulher chamada Sonora Louis Dodd, que desejava muito prestigiar seu pai Willian Jackson Smart. Willian era um ex-combatente da guerra civil e criou seus seis filhos sozinho, após o falecimento da esposa. O dia 16 de junho era o aniversário do pai de Sonora e permaneceu até 1966, onde a data foi modificada e registrada oficialmente para o terceiro domingo do mês de junho.

Para que uma criança tenha um crescimento saudável, um desenvolvimento emocional positivo, e outros diversos fatores benéficos, é extremamente importante e necessário a presença da mãe e do pai na vida dela. São eles que vão dar todo apoio, conforto, amor incondicional, além de passar princípios e valores.

The post Dia dos Pais appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2K7jU9l
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Resolução de sistemas lineares

"

Para começarmos a exemplificar as soluções de sistemas lineares, vamos apresentar de uma forma genérica o conceito de sistema linear e, posteriormente alguns casos genéricos de como resolvê-los. Recomenda-se também a leitura do artigo sobre Sistemas de Equações.

É chamado de sistema de equações lineares (ou apenas sistemas lineares) um conjunto de duas ou mais equações lineares. A forma geral de um sistema linear é dada por:

Onde os termos acima:

  • x1, x2, x3, .... xn são as incógnitas do sistema;
  • a11, a12, ... amn são as variáveis dependentes, ou coeficientes do sistema;
  • b1, b2, ..., bm são os termos independentes, as constantes.

Note que também é possível escrever um sistema na forma de um produto de matrizes. Sendo assim, dizemos que um sistema de equações lineares pode ser expresso por:

Dadas as matrizes A, X e B tais que:

O produto A.X = B será:

Sendo assim, vamos agora apresentar os métodos mais utilizados para encontrarmos os valores das incógnitas dos sistemas lineares.

Método da Adição

É um método de solução de sistemas lineares mais empregado quando temos duas equações e duas incógnitas. Ele basicamente consiste em somar as equações a fim de cancelarmos uma variável no sistema. A melhor forma de mostrarmos esse método é com um exemplo:

Note que se fizermos soma dos termos da primeira com a segunda equação, obtemos:

O que resulta em:

Encontramos o valor para a variável 𝑥, agora, substituindo o valor de 𝑥 na segunda equação obtemos:

Dizemos então que o conjunto solução desta equação é:

S: (x, y) = (3, -2)

Método da Eliminação de Gauss ou Escalonamento

Este método é a melhor opção quando lidamos com sistemas lineares com mais de 2 equações, mas neste artigo trataremos apenas para o caso de 3 equações com 3 incógnitas. Ele consiste basicamente em tentar eliminar a primeira incógnita de todas as equações, exceto as duas primeiras, e assim sucessivamente, adicionando ou subtraindo em cada passo e a cada equação com uma incógnita a eliminar um múltiplo de outra operação. Vamos exemplificar resolvendo o sistema abaixo:

1º) Multiplique por 2 a primeira equação e subtraia esse resultado da segunda equação obtemos:

2º) Agora, multiplicando por 3 a primeira equação e subtraindo da terceira equação, temos:

3º) Por fim, se dividirmos por 3 a segunda equação e subtrairmos deste resultado a terceira equação, encontraremos um sistema escalonado:

Como encontramos agora uma igualdade direta para o valor da variável 𝑧 basta fazer as substituições nas equações para encontrar os valores de 𝑥 e 𝑦, o que resulta em:

Podemos generalizar a forma de um sistema escalonado como:

Regra de Cramer

A regra de Cramer é uma técnica de solução de sistemas lineares onde basicamente trabalhamos com determinantes de matrizes. Vamos generalizar:

Seja o sistema linear de 3 incógnitas e 3 equações:

Podemos dizer que:

Onde A é a matriz dos coeficientes, X é a das incógnitas e B é a dos termos independentes.

O método de Cramer, inicialmente exige que façamos o determinante da matriz dos coeficientes, chamaremos esse determinante de D:

Calculado este determinante temos que se 𝐷 ≠ 0 então o sistema linear tem solução, ou seja, é possível e determinado, mas, se 𝐷 = 0 não podemos prosseguir com a regra de Cramer. Continuando, devemos agora calcular os determinantes para encontrarmos um valor para as variáveis do sistema, que são obtidos substituindo, na matriz dos coeficientes, a coluna dos coeficientes da incógnita a ser determinada pela coluna da matriz dos termos independentes, ou seja:

Por fim, para de fato determinarmos o valor de cada incógnita, devemos fazer a razão entre os determinantes obtidos pela substituição na matriz dos coeficientes pelo determinante da matriz dos coeficientes, ou seja:

Vamos exemplifica este método no sistema abaixo:

Escrevendo na forma de um produto de matrizes, temos:

Calculando o determinante 𝐷:

E agora, os determinantes obtidos pela substituição:

E, por fim, substituindo nas razões que nos determinam as variáveis do sistema, obtemos:

Logo, a solução do sistema é:

Referências Bibliográficas:

COELHO, Flávio U; LOURENÇO, Mary L. Um Curso de Álgebra Linear. São Paulo: EDUSP, 2013

LIPSON, Marc; SEYMOUR, Lipschutz. Álgebra Linear. Porto Alegre: Bookman, 2011

BARREIRA, Luís; VALLS, Claudia. Álgebra Linear: Exercícios. São Paulo: Livraria da Física, 2012.

The post Resolução de sistemas lineares appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2YjT1UD
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO)

"

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, também conhecida como FAO, sigla em inglês para Food and Agriculture Organization, é uma agência da ONU voltada ao combate à fome e à desnutrição em seus Estados-membros.

História

A primeira organização internacional voltada à discussão da questão da segurança alimentar foi criada em 1905 em uma conferência realizada em Roma, na Itália. O então Rei da Itália, Victor Emmanuel III, oficializou a inauguração do Instituto Internacional de Agricultura, que havia sido idealizado pelo agricultor e empresario californiano David Lubin. O Instituto foi responsável pela publicação do primeiro censo da produção agrícola mundial, publicado na década de 1930.

Em 1943, ao término da segunda guerra e durante as reuniões que antecederam a formação da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Franklin D. Rossevelt, convocou uma conferência para debater a questão agrícola no mundo e os riscos que a segurança alimentar poderia causar à população mundial no futuro e o seu papel na garantia da paz entre os povos.

A partir dessa conferência, passou a ser elaborada a formação de um organismo especializado da ONU, que estivesse voltada a garantia da segurança alimentar a nível mundial. A FAO foi formalmente fundada em 16 de outubro de 1945 em Quebec, no Canadá. A primeira reunião da organização ocorreu em 1 de novembro do mesmo ano, também em Quebec.

As funções exercidas pelo extinto Instituto Internacional de Agricultura, que havia encerrado suas atividades no final da Segunda Guerra Mundial, passaram a ser realizadas pela FAO. Além das atividades de pesquisa e divulgação de informação exercida pelo Instituto, a FAO passou a defender uma agenda para erradicação da fome no mundo.

Objetivos da FAO

Os objetivos da FAO são:

  • Erradicação da fome, subnutrição e da insegurança alimentar;
  • Desenvolvimento da sustentabilidade ambiental na agricultura;
  • Redução da pobreza no campo;
  • Criação de sistemas agrícolas inclusivos;
  • Superação da vulnerabilidade social das comunidades rurais.

O principal objetivo da FAO é garantir a segurança alimentar no mundo e combater a fome e a desnutrição. Apesar disso, a organização vem recebendo diversas críticas por seu apoio à agricultura transgênica. Foto: rsooll / Shutterstock.com

Membros e Estrutura

A FAO é composta por 194 Estados-Membros e está presente em 130 países, onde acompanha campanhas e projetos em desenvolvimento. Sua atuação se dá por meio do acompanhamento dos países-membros por meio da elaboração de estratégias para o desenvolvimento de políticas publicas voltadas para o desenvolvimento de técnicas de produção e armazenagem de alimentos.

As decisões da FAO são tomadas em um fórum neutro e igualitário, onde todas os Estados-membros possuem direito igualitário ao voto. Neste fórum, os representantes dos Estados-membros se reúnem para discutir políticas voltadas para a agricultura e para a segurança alimentar.

Uma das principais parceiras da FAO junto a ONU é a Organização Mundial da Saúde (OMS), outra agencia da ONU, uma vez que a fome e a fome oculta ameaçam diretamente a vida das pessoas e são causas de outras doenças.

Críticas à FAO

Apesar de seu compromisso oficial em combater a fome por meio do desenvolvimento de uma agricultura inclusiva, a FAO é acusada de defender os interesses de grandes empresas transnacionais que atuam com biotecnologia, bem como os interesses da indústria química que se beneficia da venda de agrotóxicos e pesticidas.

Em 2004, a FAO lançou relatórios sobre a biotecnologia agrícola que defendiam o uso de alimentos transgênicos, cujo impacto para a saúde humana e meio ambiente ainda não são amplamente conhecidos. Entretanto, é sabido que esses alimentos podem provocar graves danos ambientais e afetar a economia dos pequenos produtores rurais, uma vez que a produção de transgênicos, por ser patenteada, causaria dependência do produtor das grandes indústrias químicas, detentoras dessas patentes.

The post Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2KbEaXE
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)

"

A Agência Internacional de Energia atômica (AIEA, ou IAEA, sigla em inglês) é uma instituição internacional fundada em 29 de julho de 1957 com o objetivo de garantir a segurança do uso de energia atômica no mundo. A sede da organização fica localizada em Viena, na Áustria e, atualmente, conta com 137 Estados Membros.

História da Agência Internacional de Energia Atômica

A ideia da criação de uma agência internacional voltada para a regulamentação do uso da energia atômica no mundo foi apresentada em 08 de dezembro de 1953 pelo então presidente dos Estados Unidos, Dwight D. Eisenhower. A proposta de Eisenhower previa a criação de uma organização associada à ONU que garantisse o uso pacífico da energia nuclear e controlasse o desenvolvimento de ogivas nucleares.

Apesar de ter sido o primeiro país do mundo a fazer uso militar da energia nuclear durante os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki, os EUA passam a buscar o controle da energia nuclear no contexto da Guerra Fria, pelo receio de que a União Soviética, que detinha tecnologia bélica nuclear, utilizasse suas ogivas em um possível conflito direto contra os EUA.

O uso de ogivas nucleares na Guerra Fria não teria sido catastrófico apenas para EUA e União Soviética, mas poderia ter representado o extermínio de toda a humanidade. Apesar desse risco, ambas potências continuaram desenvolvendo armas nucleares e realizando testes ao longo da Guerra Fria, como os testes com bombas de hidrogênio realizados no Atol de Bikini pelos EUA nas décadas de 1940 e 1950 e os testes realizados pelo regime soviético na Sibéria e em outras regiões da Ásia.

Objetivos

Os objetivos da Agência internacional de energia atômica são:

  • Promoção do uso pacífico da energia atômica;
  • Impedir o uso de energia atômica para fins militares;
  • Combater a fabricação de ogivas nucleares através da constante inspeção de países que utilizam a energia atômica em sua matriz energética;
  • Promover a pesquisa para o desenvolvimento de técnicas mais seguras para o uso da energia atômica;
  • Colaborar com os países-membros no desenvolvimento de formas ambientalmente seguras para o tratamento do lixo radioativo.

Para garantir o avanço tecnológico e científico do tratamento dos resíduos radioativos, a agência possui laboratórios de pesquisa na Áustria e em Mônaco. Na Itália, o governo italiano mantém um laboratório para pesquisas nucleares na cidade de Triste em parceria com a AIEA e a Unesco.

Usina Nuclear de Energia. Foto: TTstudio / Shutterstock.com

Estrutura e Funcionamento

A sede da AIEA está localizada em Viena, na Áustria. A agência conta com 137 Estados-membros. Os representantes dos Estados membros da AIEA reúnem-se anualmente em uma Conferência Geral que tem por objetivo eleger 35 membros para compor o Conselho de Governadores. O Conselho de Governadores, por sua vez, reúne-se cinco vezes por ano para preparar as pautas que precisam ser levadas para a Conferência Geral no ano seguinte para ratificação.

Nos casos em que o Conselho de Governadores da AIEA se depara com uma suspeita de violação do tratado de não-proliferação nuclear, o caso é transmitido para o Conselho de Segurança da ONU, que decide as medidas que serão tomadas.

The post Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/32VAGB5
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

ONU no Brasil

"

A ONU no Brasil corresponde às agências e organismos pertencentes ao Sistema ONU que mantêm projetos em andamento no país. Para gerenciar o trabalho dessas agências e organismos, a ONU possui representação fixa no Brasil desde 1947.

Desde então, são acompanhados trabalhos de cunho social em andamento no país, como o combate à fome, à miséria, à exploração sexual infantil, a escravidão etc., bem como o trabalho de instituições financeiras ligadas à ONU, como o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial e a atuação política de agências de desenvolvimento, como a CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e o Caribe.

Agências da ONU presentes no Brasil

Entre as agências que realizam trabalho no país estão:

  • ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados);
  • FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura);
  • OIT (Organização Internacional do Trabalho);
  • ONU Mulheres;
  • PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento);
  • CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e o Caribe);
  • FIDA (Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola);
  • FMI (Fundo Monetário Internacional);
  • OIM (Organização Internacional para as Migrações);
  • OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual);
  • ONU Meio Ambiente (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente);
  • ONU-HABITAT (Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos);
  • OPAS/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde / Organização Mundial da Saúde);
  • PMA (Centro de Excelência contra Fome do Programa Mundial de Alimentos);
  • UIT (União Internacional de Telecomunicações);
  • UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids);
  • UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura);
  • UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas);
  • UNIC Rio (Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil);
  • UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância);
  • UNIDO (Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial);
  • UNISDR (Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres);
  • UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime);
  • UNOPS (Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos);
  • Banco Mundial.

Apesar de atuarem de forma autônoma, o trabalho das agências é pautado por um plano de ação denominado UNSDPF (United Nations Sustainable Development Partnership Framework, em português, Parceria das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável). Esse plano de ação é elaborado a partir de um diagnóstico prévio da situação e dos problemas enfrentados pelo país e propõe ações estratégicas que orientam como será a atuação da ONU no país. Dessa forma, as organizações atuam em diferentes campos, mas de forma articulada entre si.

Estrutura da ONU no Brasil

Na imagem vemos a escultura “Os Candangos”, de Bruno Giorgi, localizada no centro da Praça dos Três Poderes em Brasília. A maioria das agências da ONU no Brasil tem suas sedes na capital federal e atuam em sistema de cooperação com o Estado brasileiro. Foto: Bernard Barroso / Shutterstock.com

Os representantes das agências do sistema ONU em atuação no Brasil respondem diretamente ao Coordenador da ONU residente no país. Geralmente, o posto de Coordenador Residente é ocupado pelo Representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no país.

O grupo de representantes das agências da ONU no Brasil e o Coordenador Residente integram o UNTC (United Nations Country Team), que corresponde à equipe de país da Organização das Nações Unidas, ou seja, uma equipe responsável por representar a organização regionalmente.

Além dos dirigentes, a ONU no Brasil conta com um corpo técnico formado por cerca de 1100 profissionais atuando em suas agências, sendo 138 estrangeiros. A maior parte dos escritórios das agências da ONU localizam-se em Brasília, entretanto, algumas agências possuem sua sede no Rio de Janeiro e em Salvador.

The post ONU no Brasil appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2K5yhen
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Trend hits: Color Block

"

Se há resquícios da década de 1980 impactando na moda, sem dúvidas, não é possível deixar o color block da lista. O match de cores acesas, que foi um dos grandes símbolos da época, foi usado por diversas marcas que intensificaram a tendência e transformaram a estética em sinônimo de movimento cool. Após bons anos adormecida, a combinação voltou às passarelas e ruas com força e, diferente do passado, parece ter vida longa. Durante as mais recentes apresentações de Haute Couture, a mistura de duas ou mais tonalidades vibrantes deu o ar da graça em looks modernos e cheios de elegância. Texturas e materiais diferentes também foram boas composições entre as apostas dos diretores criativos. Na Valentino, Pierpaolo Piccioli trouxe o vermelho como peça para contracenar com o casaco verde claro de plumas. Nos pés, destaque para as botas azuis tom de céu. Já na Giambattista Valli, a proposta fresh contava com um vestido curto coberto por babados + um casaco com cauda e mangas volumosíssimas. Para a Ralph & Russo, a conexão red & pink foi a eleita para o longo alça one shoulder e maxi fenda.

Fora das coleções de Alta Costura, o prêt-à-porter traz muitas referências de caminhos para seguir. Em uma das minhas produções, optei por uma camisa vermelha de seda e saia púrpura com motivos florais. Repare como eleger uma textura pode ser uma das formas de acrescentar informação de moda e deixar o visual ainda mais sofisticado.

Trazendo o rosa como elemento de contraste, Nicole Pinheiro e Claudia Bartelle apostaram em opções de mix especiais – enquanto Claudia combinou com clochard pants roxa, Nicole escolheu a saia de couro verde com cintura alta e fechamento transpassado. Duas maneiras de atualizar o tom e explorar ainda mais a cartela de cores.

Com a proposta de leveza, Luiza Sobral e Denise Gebrim apresentaram caminhos para criar looks com pitada fun. De um lado, o cropped top e a saia midi de cintura alta trazendo roxo e verde militar; do outro, lilás e pink em uma sintonia sofisticada e fresca.

Entre as estéticas ideais para os dias mais frios, vale um primeiro ponto. É importante sempre lembrar que, quanto a paleta cromática, não há regras para a estação. Por isso, lembre-se de investir o máximo que puder em tonalidades saturadas – justamente para dar uma injeção de energia ao outfit. Seja em composições assimétricas ou alfaiataria, sempre vale explorar o máximo dos tons. Roxo e vermelho? Sim! Amarelo e roxo? Também!



Blog da Alice Ferraz https://ift.tt/2YjQbPx
Publicado primeiro em Alice Ferraz"

Chuva convectiva

"

Chuva é o fenômeno atmosférico em que ocorre a precipitação de gotas de água resultantes da condensação do vapor d´água presente na atmosfera.

Podemos classificar os tipos de chuvas de acordo com seus processos de formação em: frontais, orográficas e convectivas. Vamos conhecer melhor esse último tipo.

Chuvas convectivas também chamadas de chuvas de verão ou chuvas de convecção ocorrem em razão da diferença de temperatura, umidade e pressão que ocorre no ciclo convectivo atmosférico. Vejamos como esse ciclo se processa:

  • O ar, quando aquecido e cheio de umidade, é menos denso e por isso, tem a tendência de subir para as áreas mais elevadas da atmosfera. Ao alcançar as camadas superiores da atmosfera, forma nuvens do tipo cúmulo ou cúmulo-nimbo.
  • Quando essas nuvens cheias de vapor d’água encontram camadas superiores da atmosfera que são mais frias, ocorre a condensação e consequentemente a precipitação. Este é o movimento térmico de convecção.

Chuva de convecção

As chuvas convectivas em geral são intensas e têm curta duração – alguns minutos ou poucas horas. São as conhecidas chuvas de verão, que após a precipitação, deixam o céu limpo novamente. Também são comuns na região equatorial, em especial em áreas florestadas.

Ocorrem em áreas com grande insolação, alta temperatura e elevada umidade. Isso explica porque, além da condensação provocada pela queda de temperatura do ar que ascendeu, outro fator importante para a ocorrência desse tipo de chuvas é a elevada umidade relativa do ar.

Umidade relativa do ar – é o ponto de saturação de vapor de água na atmosfera. Quando o ar se satura de vapor d’água, ou seja, atinge 4% do ar, chove. Então, quando a umidade relativa do ar está em 90%, significa que a atmosfera está a 90% da sua capacidade máxima de retenção de vapor em termos relativos. Em termos absolutos, está com 3,6% de vapor de água no ar.

“Amanhã depois da chuva”

A região norte do Brasil, nos estados próximos à linha do Equador, é muito rica em cursos d’água, e em vegetação, portanto há alta evaporação e evapotranspiração. Nesta porção do planeta, as temperaturas são elevadas o ano todo, fazendo com que o ar quente, mais leve e carregado de umidade suba para as porções mais elevadas da atmosfera e no encontro com o ar frio ocorra a condensação e chova.

Esse tipo de fenômeno é tão cotidiano em algumas áreas do norte brasileiro, que a população local costuma se programar para compromissos ou atividades, de acordo com o horário em que acontece a chuva. Por exemplo, marcam um passeio para “amanhã depois da chuva”.

A certeza da ocorrência da chuva tem fundamento no ciclo convectivo que a origina. Logo após a precipitação o céu fica limpo, no entanto as altas temperaturas não cessam a evaporação, que no dia seguinte atingirá um novo ponto de saturação e o ar quente ascenderá para as camadas mais frias da atmosfera, formando nuvens e provocando chuva.

Chuva de verão dos climas tropicais

As chuvas convectivas também ocorrem na estação chuvosa, dos climas tropicais. No Brasil as regiões do centro-oeste e sudeste estão sujeitas a esse fenômeno. É aquela chuva rápida e intensa que ocorre no final da tarde em muitas cidades brasileiras.

Depois de um dia muito quente há a formação de nuvens densas e de coloração cinza escuro, que provocam pancadas de chuvas volumosas e que quando termina, deixa limpo o firmamento. Ocasionalmente, quando são muito intensas, podem ser acompanhadas de relâmpagos e trovoadas. São chuvas com pequena abrangência espacial, ou seja, ficam restritas há poucos quilômetros.

Problemas relacionados às chuvas convectivas

Nos grandes centros urbanos, com ocupação inadequada do terreno, este tipo de chuva pode trazer transtornos à população. Devido ao grande volume de água precipitado em pouco tempo, a capacidade de escoamento das cidades não é suficiente, o que provoca inundações. Além disso, em encostas ocupadas, pode encharcar o solo e provocar deslizamentos de terra. Causa prejuízos materiais e perdas humanas.

Fontes:

Distribuição espacial das Precipitações Convectivas na Região Metropolitana da cidade de Recife em Pernambuco - https://iwra.org/member/congress/resource/PAP00-5915.pdf

Precipitações: tipos, medição, interpretação, chuva média - http://www.pha.poli.usp.br/LeArq.aspx?id_arq=16884

The post Chuva convectiva appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2MhXAMX
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Chuva orográfica

"

Chuva orográfica, também conhecida como chuva de relevo, é a designação dada pela climatologia a um tipo de precipitação que ocorre a massa de ar úmida entra encontra com um obstáculo do relevo – uma montanha, por exemplo – condensa e precipita.

Orografia – é a parte da geografia física ou geomorfologia que se ocupa da descrição do relevo, das montanhas.

Como ocorre a chuva orográfica?

  • As massas de ar úmidas, em geral, formadas no oceano, seguem seu trajeto, a partir da circulação atmosférica, em direção aos continentes.
  • Quando encontra uma barreira natural com uma elevada altitude, ocorre o choque entre esta massa de ar úmida e o relevo. No contato, a massa de ar é empurrada para cima, ganhando altitude.
  • Esta massa de ar que subiu, encontra nas camadas superiores da atmosfera, com o ar mais frio e nessa troca de calor ocorre a condensação.
  • A massa de ar condensada, precipita, ou seja, chove em um dos lados do obstáculo. No caso de uma montanha, chove do lado da montanha em que a massa de ar se chocou.
  • Este tipo de precipitação é a chuva orográfica. Depois que ocorre a chuva, a massa de ar perde umidade e ganha temperatura. E continua seu “caminho” em direção ao continente. Passa por cima da barreira e segue seu trajeto, agora como uma massa de ar seco.

De forma simples podemos entender então que a chuva orográfica é aquela que acontece em um dos lados da montanha, quando a massa de ar se choca com sua superfície.

Chuva orográfica

A barreira orográfica condiciona o clima e a vegetação

Em regiões situadas antes da montanha, da serra, ou outro tipo de elevação, que se configure como barreira para a circulação de massas de ar, teremos áreas com climas úmidos e com índices pluviométricos regulares ao longo do ano. Consequentemente, a vegetação será mais densa e desenvolvida.

Em áreas situadas depois da barreira orográfica com elevada altitude, o clima terá será mais seco. Caracterizado por baixos índices pluviométricos e altas temperaturas, apresentando longos períodos de estiagem. Desse modo, a vegetação característica dessa região será mais rasteira e menos densa.

Nas áreas situadas no lado oposto da montanha em que ocorrem as chuvas orográficas, é comum encontrar extensas áreas com baixos índices de precipitação e que são características de climas desérticos ou semiáridos, como por exemplo, em algumas áreas da China, que se encontra climas desérticos, por conta das chuvas orográficas que ocorrem nas áreas montanhosas no Sul da Ásia. O deserto de Gobi está imediatamente após a Cordilheira do Himalaia. O deserto existe e sofre com a aridez em função do efeito orográfico.

Poucas nuvens conseguem ultrapassar a Cordilheira do Himalaia, ocasionando a aridez do Deserto de Gobi, localizado atrás da cordilheira. Assim, as chuvas orográficas se concentram antes da cordilheira, no Nepal, Índia, Bangladesh e outros países da região. Foto: Daniel Prudek / Shutterstock.com

Chuvas orográficas no Brasil

No Brasil, o exemplo mais significativo de chuva orográfica, ocorre na Região Nordeste, em decorrência da barreira orográfica do Planalto da Borborema.

O Planalto da Borborema abrange os estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, que nesta localidade apresenta os picos mais altos da região, podendo chegar até a 1200 metros de altitude. Em virtude de sua elevação, o Planalto constitui-se como uma barreira natural que impede ou dificulta a passagem das massas úmidas que se formam no Oceano Atlântico – e é responsável pela maior parte das chuvas das sub-regiões Zona da Mata e Agreste, ou seja, nas regiões que estão antes do planalto.

Quando essa massa de ar encontra com o planalto ou Serra da Borborema, ocorrem ali as chuvas orográficas, que se precipitam no lado do planalto que está voltado para o oceano. Deste modo, a massa de ar ao adentrar o sertão nordestino, já se encontra seca e contribui para os baixos índices pluviométricos da área quando comparados ao restante da Região Nordeste. Esse fenômeno resulta em longos períodos de estiagem que podem durar de seis a oito meses, contribuindo para agravar os inúmeros problemas sociais de parte da população que ali reside.

Fontes:

MENDONÇA, Franscisco. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2007.

MORAES, Paulo Roberto. Geografia geral e do Brasil. São Paulo, Editora Harbra, 2ed. 2003.

The post Chuva orográfica appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2ycaTqc
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Complexos regionais do Brasil

"

Os Complexos Regionais do Brasil ou Regiões Geoeconômicas do Brasil são uma regionalização criada pelo geógrafo brasileiro Pedro Pinchas Geiger, na década de 1960. Essa divisão levou em consideração não apenas a localização dos estados, mas seus aspectos naturais e socioeconômicos. O geógrafo criou então três regiões: Região Amazônica, Região Centro-Sul e Região Nordeste.

Mapa dos complexos regionais (ou regiões geoeconômicas) do Brasil. © InfoEscola

Complexo regional da Amazônia

O complexo regional da Amazônia é a maior das regiões, porém é a menos povoada e seus estados contam com as mais baixas densidades demográficas do país. E uma significativa parcela da população reside nas capitais, sobretudo, em Belém e Manaus.

Esta região compreende os estados:

É uma região em diversidade natural, tem rede fluvial importante e nela está a Floresta Amazônica. As atividades econômicas de maior importância são o extrativismo mineral e vegetal, a agropecuária e a indústria.

Na indústria se destaca a Zona Franca de Manaus, que é uma região industrial que opera pela concessão benefícios especiais para as indústrias que ali se instalaram, como isenção de impostos para produtos industrializados, incentivos fiscais e concessão de terrenos.

A região também é vista como uma importante área da expansão da fronteira agrícola, o que pode agravar o desmatamento da Floresta Amazônica.

Complexo Regional do Nordeste

O Complexo Regional do Nordeste abriga cerca de 25% da população brasileira, que está mais concentrada nas capitais litorâneas, e ocupa 20% do território nacional. Foi a primeira região a ser explorada pelos europeus, porém com o passar dos anos, passou por um movimento migratório para o Centro-Sul, e, posteriormente para a Amazônia. Nos últimos anos vem ocorrendo uma tendência de inversão nesse movimento migratório, muito por conta dos investimentos que a região vem recebendo.

Esta região compreende os estados:

A economia da região é baseada na agropecuária, com a produção de cana-de-açúcar, cacau e algodão. Outro destaque é o turismo fruto da grande diversidade de atrações existentes ao longo do litoral da região. A indústria vem ganhando importância em cidades como Feira de Santana (BA), Goiana (PE), Camaçari (BA), e outras.

No Complexo Regional do Nordeste os maiores períodos de estiagem e alguns dos menores índices socioeconômicos do país. Todavia, o complexo regional têm recebido obras para minimizar essas limitações, como, por exemplo, a construção da transposição do Rio São Francisco.

Complexo regional do Centro-Sul

É a região mais povoada, desenvolvida economicamente e industrialmente, onde estão situados os grandes centros de gestão econômica e política. No Centro-Sul, se concentra as sedes das corporações privadas que participam da produção, distribuição e circulação de mercadorias.

Esta região compreende os estados:

A região tem infraestrutura desenvolvida, com aeroportos, rodovias, portos e ampla rede rodoferroviária, que possibilita a integração entre os três setores econômicos. A região experimentou a modernização agrícola constituindo-se na principal região exportadora de commodities no país.

É a região mais urbanizada e abriga as principais capitais do país, como Rio de Janeiro e São Paulo e capital do país, Brasília. No entanto, apesar de desenvolvida e de centralizar grande parte da produção do PIB do país, é a região onde encontramos os mais expressivos índices de desigualdade social do Brasil, com uma má distribuição de renda, de qualidade de vida e de consumo.

Fontes:

NASCIMENTO, Getulino. Os complexos regionais do Brasil. Disponível em: https://www.getulionascimento.com/news/complexos-regionais/. Acesso em: 22 de maio de 2019.

ROCHA, Aristotelina Pereira Barreto; A Geografia Regional do Brasil. Natal-RN: Ed.EDUFRN, 2.ed, 2011. 312p.

BRASIL, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Divisão regional do Brasil em regiões geográficas imediatas e regiões geográficas intermediárias. IBGE, Coordenação de Geografia. Rio de Janeiro, 2017.

The post Complexos regionais do Brasil appeared first on InfoEscola.



InfoEscola https://ift.tt/2GwH1cC
Publicado primeiro em https://www.infoescola.com"

Classificação climática de Köppen-Geiger

" A Classificação climática tem como intuito agrupar os diferentes segmentos do planeta associando-os de acordo com os índices climátic...