Must have: Collab Paula Torres Brand x Anna Carolina Bassi

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A influência do universo masculino no closet das mulheres vem desde os anos 20, quando Coco Chanel buscou referências pensadas para os homens e revolucionou a forma de pensar a moda. Clássico modelo que vem conquistando as fashionistas, o mocassim surge revitalizado para o verão, como aposta para atualizar as sapatilhas, unindo conforto e informação de moda.

Para a próxima temporada quente, uma boa notícia de uma dupla que faz acontecer. A shoedesigner Paula Torres apresenta uma nova collab com a designer influencer Anna Carolina Bassi. Desta vez, o mocassim surge como shape escolhido para ser o protagonista da coleção. As cinco opções do calçado vêm em tons vibrantes, como amarelo e vermelho, preto, nude rosé e verde escuro. Todos eles criam uma sintonia cool entre si e, para quem ama o sapato, vale ter um de cada!

Além da estética clean, com apenas uma fivela dourada, o destaque vai para o conforto. O material escolhido foi o couro de pelica que, além de ser muito macio, permite que o mocassim seja usado como mule, sem alterar a estrutura do sapato, permitindo uma versatilidade – até porque as versões com calcanhares livres continuam mais em alta do que nunca.

 



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Trend Hits: Plissado

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Antes de Alessandro Michele levar o plissado para a passarela de Fall 2015 da Gucci, o efeito era pouco visto nas visuais urbanos e estava reservado, principalmente, para looks noturnos ou que exigissem certo toque de sofisticação. Com a apresentação da marca italiana, a pleated skirt ganhou outro status de estilo. Se antes era vista como item de ocasião ou vintage, a partir de então, ela começou a ocupar espaço de item statement no guarda-roupa casual-chique. Os sapatos de salto foram substituídos por rasteiras e tênis brancos. Em outras peças, como vestidos e camisas, o detalhe foi valorizado para dar fluidez e elegância ao shape. Para a minha viagem a Arles, optei por uma blusa rose nude com plissado frontal Dior, com ar elegante e leve que o verão europeu pede. Já para uma produção que pede brilho, Raissa Santana apostou em um longo bicolor com fios de lurex. Repare como a combinação de plissados na cintura e saia, em diferentes sentidos, cria um contraste delicado e superfeminino. Com uma proposta que remete aos efeitos de dobradura e repuxados, a Ronald van der Kemp apresentou um jumpsuit de seda com franzidos laterais, no top e alça.

 

Para a temporada de Couture Fall 2019, a Givenchy investiu em microplissados ao longo de todo o evening dress, com direito a transpasse do detalhe na região da cintura. Enquanto isso, Antonio Grimaldi, desfilou uma versão mais fina em tecido de seda. Com foco na saia, Nicole Pinheiro escolheu um vestido que traz o detalhe e uma brincadeira de recortes com a estampa poá, alguns com fundo preto e outros com o clássico p&b. 

Entre as opções brilhantes e vibrantes, três looks que servem como inspirações para ocasiões que pedem metalizados ou cor. Na coleção de Alta Costura de Zuhair Muhad, o dourado foi protagonista do pleated dress com aplicação de capa. Veja como a combinação entre a cor e o detalhe são essenciais para valorizar e dar movimento ao visual. Com mood 80’s, Helena Lunardelli acrescentou o plissado ao full look amarelo. A brincadeira de texturas é importante para transformar qualquer proposta monocromática. Para uma estética fun, Lalá Noleto trouxe um vestido com três cores, com recortes em linhas geométricas que se repetem ao longo da saia.

 



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Fauna do solo

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O solo é um elemento muito importante para nossas vidas, como o próprio nome já diz, somos o planeta Terra. E grande parte da nossa alimentação vem de processos de produção que o envolve.

A fauna de solo é como chamamos os animais invertebrados que se desenvolvem, vivem, ou passam algum período da vida no solo e podem contribuir para a preservação das propriedades físicas, químicas e biológicas dele. Para que estes animais conseguissem sobreviver no solo e na serapilheira, durante a evolução desenvolveram muitas adaptações comportamentais e morfológicas. São divididos em grupos funcionais: predadores e parasitas; geófagos e bioturbadores; detritívoros e decompositores; e fitófagos e pragas.

O tamanho da espécie está relacionado com a atividade que ela é capaz de realizar, podendo classificar a fauna de solo em:

  • microfauna: Há presença de nematoides e protozoários. Eles se alimentam de microrganismos, tendo uma importante função na regulação de matéria orgânica
  • mesofauna: Ácaros, plotura, diplura e colêmbolos. São animais que ocupam as áreas aeradas do solo, não constroem seus próprios túneis. São aqueles que sofrem as consequências de um solo compactado.
  • macrofauna: invertebrados, dentre os mais de 20 grupos taxonômicos, estão as minhocas, besouros, cupins, formigas e moluscos. São capazes de se movimentar dentro do solo, mudando suas propriedades físicas e contribuem para regulação de matéria orgânica dele, aumentando a disponibilidade de comida para os outros grupos.

Minhocas. Foto: wawritto / Shutterstock.com

A presença deste desta fauna é determinada pelo tipo de solo, PH, tipo de vegetação, clima, etc. Em solos mais ácidos, por exemplo, há menor diversidade de macrofauna, chegando à ausência dos mesmos e há abundância de colêmbolos e protozoários. Já em solos menos ácidos, há presença dessa macrofauna que contribui para maior atividade de decomposição, devido as atividades que ela desempenha.

Um representante desta fauna, muito conhecido é a minhoca. Elas constroem galerias e túneis subterrâneos, que aumentam a porosidade e a produtividade deste solo, com a facilitação de passagem das raízes. Elas são animais detritívoros, que atuam na ciclagem de nutrientes.

Os representantes da macrofauna do solo são chamados de “engenheiros do ecossistema”, uma vez que no deslocamento, escavação e ingestão, transportam matéria inorgânica e orgânica, influenciando outros organismos.

Importância

A fauna de solo contribui com a incorporação de matéria orgânica; aumento do número de raízes, controle de organismos indesejáveis e estimula o desenvolvimento de micróbios. A microfauna altera a quantidade de nutrientes e regula as populações de bactérias e fungos, interagem com microflora, podendo alterar o solo. A mesofauna regula as populações de fungos e da própria microfauna, criando bioporos, bolos fecais, que promovem a humificação. A macrofauna participa da fragmentação de resíduos de plantas e estimula a atividade dos micróbios, alteram o solo, como humificação, criação de bioporos, pellets fecais, redistribuem a matéria orgânica e microrganismos.

Além disso, a fauna de solo presta vários tipos de serviços ambientais, como ciclagem de nutrientes, influenciando na dinâmica da decomposição de matéria orgânica, sequestro de carbono, produção de alimentos e fármacos, controle de erosão de solo, disponibilidade de água no solo, etc.

Sendo assim, os grupos funcionais e a biodiversidade de vários invertebrados edáficos podem ser bio indicadores para monitorar mudanças quantitativas e qualitativas nos ambientes afetados pelo uso do solo.

Ameaças

Nós desenvolvemos atividades que impactam essa fauna, ao ponto de exterminá-las em algumas regiões. As práticas agrícolas, como mecanização, uso excessivo de fertilizantes, agrotóxicos, compactação do solo, são tipos de atividades que alteram o solo e a viabilidade populacional desta fauna. A sua ausência reduz a taxa de decomposição e ciclagem de nutrientes, o que diminui a fertilidade do solo.

Recentemente, estudos para um manejo sustentável de solo e conservação da biodiversidade tem dado ênfase no conhecimento da estrutura da macrofauna, com o intuito de entender a composição do solo, para minimizar os impactos e diminuir a perda de fauna dele, mantendo a sua qualidade. Alternativas têm sido desenvolvidas, como o uso de adubos verdes, plantio direto, e sistemas agroflorestais, o que contribui com as populações de fauna do solo.

Referências:

https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/129844/1/GeorgeB-LivroServicosAmbientais.pdf

https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/recursos/biotacap3ID-dr6kaaCh87.pdf

https://www.udesc.br/arquivos/ceo/id_cpmenu/1043/rural_205_15236482339303_1043.pdf

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Espécie invasora

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É considerada espécie exótica aquela que é encontrada fora do seu ambiente natural. Embora as invasões possam acontecer de forma natural, desde o século XVI, com as colonizações europeias, a introdução de espécies exóticas passou a ser comum por humanos. Quando uma espécie exótica prolifera descontroladamente e se torna potencial ameaça a outras espécies e ao ecossistema, chamamos essas espécies de invasoras.

Uma espécie invasora é caracterizada por se reproduzir rapidamente, ter boa capacidade de dispersão e ser resistente às mudanças ambientais, lidando bem em uma diversidade de ambiente e com estresse ambiental. Podemos ter espécie invasoras que são naturais no país, mas de um bioma diferente daquele em que está invadindo.

Estas espécies geralmente são muito adaptáveis e competitivas, homogeneizando e empobrecendo os ecossistemas, com a extinção de espécies nativas. Além de se tornarem espécies dominantes, elas podem causar prejuízos nas colheitas, favorecer a propagação de pragas e doenças, perturbar os ciclos biológicos, químicos, climáticos, degradar solos, pastagens e florestas. As espécies invasoras são uma das maiores ameaças à biodiversidade no planeta, levando muitas espécies à extinção. Um agravante é o fato de não terem predadores naturais para o controle de suas populações.

Estima-se que 480 mil espécies tenham sido introduzidas fora do seu local de origem, pelo mundo. Ambientes mais frágeis, com maior fragmentação, ou isolados, como as ilhas, são os que mais sofrem impacto com a invasão de espécies exóticas. Alguns estudos relatam a dizimação de populações inteiras, pela introdução de alguma exótica.

Até hoje, plantas exóticas são levadas de um lugar para outro, com fins de paisagismo, agricultura e horticultura.

No Brasil, podemos citar algumas espécies invasoras, bem comuns:

  • Abelha africana (Apis mellifera) foi introduzida no Brasil para pesquisa científica, mas perderam o controle e ela se espalhou por toda América do Sul. Traz problemas por serem animais que atacam e sua picada causa dor e alergias em muitas pessoas, além de ser uma competidora com as espécies nativas.
  • Ratos asiáticos como o Rattus norvegiccus e Rattus rattus que são originários da Ásia e hoje estão presentes no mundo todo, causando danos a humanos, com disseminação de doenças e prejuízos econômicos.
  • Capim gordura (Melinis minutiflora) foi introduzido no país como planta forrageira nos pastos, pois crescem rápido. Porém, se transformou em uma espécie invasora em vários locais, como por exemplo, no bioma cerrado. Ele compete com plantas herbáceas nativas e crescem mais rápido, impedindo que a luminosidade chegue às plantas nativas. Outro dano é que ele aumenta a temperatura dos incêndios, destruindo o banco de sementes que há no solo.
  • Gênero Pinus originárias das regiões frias do Hemisfério Norte e Eucalyptus, nativo da Oceania, foram introduzidas em outras partes do mundo, para o uso de sua madeira e produção de celulose, uma vez que são plantas que crescem rápido. Suas folhas quando caem produzem substâncias que impedem o crescimento de outras plantas por perto, fenômeno que chamamos de alelopatia.
  • Pombo doméstico (Columba livia) tem registros fósseis na Europa e na Ásia há milhares de anos, mas hoje existe em todo o mundo, sendo praga na maior parte dele. É um animal que se reproduz rápido e em qualquer época do ano e não tem predador natural, provocando desequilíbrio populacional. Além de competir com outras espécies, dissemina doenças e destrói monumentos com suas fezes.

É interessante citar que cães e gatos só perdem para os ratos entre os mamíferos predadores invasores que causam maior ameaça às espécies silvestres nativas. Muitas áreas protegidas sofrem com a predação desses animais às espécies ameaçadas de extinção, tendo registros de serem responsáveis por extinções em alguns locais do mundo.

Regiões portuárias possuem um papel nas dispersões de espécies exóticas, seja com o transporte acidental em navios na parte superior, como pelos cascos e pela água de lastro.

O controle de espécies exóticas depende de ações de prevenção, erradicação e monitoramento. Mas essas ações exigem o envolvimento e a integração de esforços entre diferentes órgãos dos governos federal, estadual e municipal, academia, setor empresarial e organizações não-governamentais.

Referências:

http://planet.botany.uwc.ac.za/nisl/Invasives/Assignment1/ColauttiandMacIsaac.pdf

Piratelli, A. J. e Francisco, M. R. Conservação da Biodiversidade dos Conceitos às Ações; Technical Books editora, 1° edição, 2013

https://pt.wikipedia.org/wiki/Esp%C3%A9cie_invasora

http://www.mma.gov.br/biodiversidade/conservacao-de-especies/especies-exoticas-invasoras.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Columba_livia

https://www.bbc.com/portuguese/geral-45713653

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F*Hits + Dior em Arles

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Esse tempo aqui na Europa tem sido muito especial. Um verdadeiro momento para colecionar uma série de experiências únicas, ao lado de pessoas incríveis. Sem falar que, dentro do contexto “moda”, vivenciar algumas histórias nos permite criar uma relação ainda mais forte com o DNA de algumas marcas. No caso da Dior, além da viagem deliciosa que fiz a Grasse, posso dizer que me surpreendi com um convite para ir à comuna de Arles. Até setembro, a cidade se transforma na capital da fotografia e a marca foi a primeira a apoiar o evento, em 2017, com a obra “Annie Leibovitz: Archive project #1: The early years”. Neste ano, a maison francesa retorna para a segunda edição do projeto. E isso mostra como o vínculo com a arte é genuíno.

 

Por lá, acontece o “Dior: The Art of Color”, prêmio internacional de fotografia da Dior para jovens talentos, que é uma competição pensada para incentivar o diálogo entre escolas de artes e fotografia ao redor do mundo. A segunda edição do “Prêmio de Fotografia para Jovens Talentos”, que foi desenvolvido com a escola francesa ENSP e oferecida pela Luma Arles, está aberta a estudantes de fotografia e recém-graduados vindos de países como França, Reino Unido, Estados Unidos, China, Coreia do Sul, Japão, Suíça, África do Sul, Oriente Médio e México, primeiro país da América Latina a participar. O tema da vez foi “Face das Mulheres” e nas palavras “Cor”, “Feminilidade” e “Beleza”. Há uma menção especial para o trabalho que revela “Joy” (alegria), que faz referência à fragrância mais recente da casa, Joy by Dior. Tive a chance de encontrar nomes da Dior, como Peter Philips, o diretor criativo de imagem e maquiagem da maison.

De um passeio por um campo de girassóis ao Amphitheatre da cidade, que foi construído por volta dos anos 90 D.C. Lá, o ar é leve e tem uma luz inexplicável. Cada canto de Arles traz detalhes encantadores. E nada mais justo que levar artistas e fotógrafos a esta região tão deslumbrante. Um lugar para suspirar e querer guardar cada lembrança com muito carinho na memória.



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Ecoagricultura

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A ecoagricultura se refere ao estudo da agricultura com conceitos ecológicos, entendendo a plantação artificial como parte dos ecossistemas. Desta forma, tem como objetivo, não apenas maximizar a produção, como também, preservar o ambiente. Neste conceito, produtores e cientistas conservacionistas se unem do mesmo lado para o desenvolvimento sustentável. O objetivo da ecoagricultura é preservar ou melhorar a biodiversidade, reforçar os meios de subsistência rural e desenvolver a agricultura de forma sustentável, produzindo em harmonia com a natureza, levando em consideração os serviços ambientais.

Todos os tipos de sistemas agrícolas é um modo de intervenção no solo e no meio. Desde 1970 o Brasil revolucionou o campo com tecnologias que melhoraram a produção agrícola, com foco no mercado comercial, foi o que chamamos de Revolução Verde. Produzimos durante décadas, com um método simplista, artificial e monoestruturado.

Por outro lado, no mundo todo, a criação de reservas, áreas protegidas, não tem sido suficiente para conservação de espécies de flora e fauna, já que estas áreas na maior parte das vezes têm em seu entorno as áreas agrícolas. A etnobotânica é uma ciência que estuda as interações ecológicas, evolutivas, genéticas e culturais entre as plantas e as sociedades passadas e presentes. E a agroecologia é o desenvolvimento da agricultura sustentável, com o uso de práticas que incluem as questões culturais, políticas, sociais, ambientais, energéticas, entre outras, otimizando as culturas e os agroecossistemas. Esses estudos englobam várias áreas de conhecimento, inclusive leva em consideração os saberes populares e tradicionais, visando diminuir os danos causados à natureza, pelo o uso de monoculturas, transgênicos, agrotóxicos e fertilizantes minerais.

Com isso, as ferramentas de ecoagricultura preveem: Introdução de plantas perenes nas áreas agrícolas, imitando os habitats naturais; aumento de produtividade agrícola em área que já são usadas para plantio, não necessitando desmatar novas áreas para agricultura; empregar novos métodos de plantação com menos poluição; com tudo isso, mudar a relação dessas áreas de cultivo, preservando o solo, recursos hídricos e a vida silvestre, assegurando que possam ser áreas onde se agrega biodiversidade; criação de áreas protegidas no entorno das áreas de cultivo, que também tragam benefícios à população local.

Foto: Inc / Shutterstock.com

A ecoagricultura vai ser baseada em dinâmicas da natureza, levando ao desuso de agrotóxicos e fertilizantes minerais, permitindo o equilíbrio do solo e recuperação da fertilidade do mesmo. É um estudo que leva à interação das ciências sócias e naturais, num conceito amplo que mistura ciências, prática e movimento. Esses estudos nos fazem olhar para a paisagem de forma integrada.

Existem variações desses conceitos, mas que se mantêm associados aos fundamentos:

  • Agroflotrestas ou SAF: É um sistema baseado na dinâmica de sucessão natural das espécies. É a plantação de herbáceas, culturas agrícolas, integradas com animais e várias espécies de plantas lenhosas perenes. Ele associa o cultivo de culturas agrícolas às espécies florestais.
  • Permacultura: É um sistema que simula ou utiliza padrões característicos dos ecossistemas naturais. São uma reunião de práticas mais sustentáveis, não apenas das culturas agrícolas, mas da relação do homem com o todo. Práticas de permacultura: Horta mandala (Sistema de produção diversificada e sustentável); Canteiro Redondo; Minhocário (para produção de húmus); Banheiro Seco (Utilização de fezes e urina humana como fertilizantes, além de haver economia de água).
  • Agricultura Regenerativa: Definido como a regeneração do sistema de produção alimentar, que leva em conta as questões ecológicas, os aspectos econômicos, equidade social e a ética.
  • Agricultura orgânica: É um sistema em que não se usa fertilizantes, nem defensivos artificiais, prejudiciais ao meio ambiente e à saúde humana.
  • Agricultura biodinâmica: É uma forma alternativa de agricultura dinâmica, enfatizando características químicas, espirituais e místicas.

Para implementar a ecoagricultura é necessário que haja conversa e consenso entre produtores, conservacionistas e tomadores de decisão.

Referências:

http://www.iac.sp.gov.br/publicacoes/agronomico/pdf/542_11_it1_agr_ecol.pdf

http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Materia.asp?id=20737&secao=Artigos%20Especiais

http://www.agrisustentavel.com/doc/ecoagricultura.htm

http://uesleiguidini.blogspot.com/2011/05/qual-e-ecoagricultura.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Agrofloresta

http://www.institutosouzacruz.org.br/groupms/sites/INS_8BFK5Y.nsf/vwPagesWebLive/DO8GXQ8L?opendocument

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Efeitos das mudanças climáticas na biodiversidade

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Quando falamos em mudança climática, nos referimos às alterações no clima em escala global, ao longo do tempo.

E como sabemos que houve variação nas características de um clima?

Um clima sofre variação, quando se altera a pluviosidade/precipitação, a temperatura, nebulosidade, entre outros fatores.

Essas mudanças climáticas podem ter causas naturais: por forças externas à Terra, como fator sol, por exemplo; fatores internos, que acontece entre a Terra e sua atmosfera; e antrópicas: por atividades humanas.

Existem fenômenos naturais como La nina e El niño que são famosos por influenciarem na pressão atmosférica do oceano (mudança na intensidade dos ventos alísios) provocando diversos tipos de fenômenos climáticos, como a falta de chuva em algumas regiões, ou temperaturas mais elevadas e excesso de chuva em outros locais.

Um fenômeno que tem sido foco de preocupação é o aquecimento global, ou seja, aumento da temperatura da Terra, ano após ano. O efeito estufa é um evento importante, natural e essencial para se manter a Terra aquecida e com vida, porém, tem sido agravado pela ação antrópica que o intensifica, uma vez que muitas atividades humanas liberam gases que possuem efeito estufa, como a queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural), o desmatamento de vegetação nativa, os incêndios, cultivo de gado, etc.

As consequências das mudanças climáticas são das mais variadas. Dentre elas, podemos destacar os impactos ambientais decorrentes do aquecimento global, como o derretimento das calotas polares e das geleiras. Os climas mais quentes podem aumentar as epidemias de doenças tropicais, como dengue, malária, febre amarela, entre outras; há aumento do nível do mar, alterações na agricultura, etc.

Além disso, aumentou-se o número e a intensidade de eventos meteorológicos, em curta escala de tempo, como por exemplo, furacões, tempestades, enchentes, secas, que além de trazer prejuízos econômicos, trazem grande impacto nas vidas humanas e na biodiversidade do planeta.

Ilustração: Photomontage / Shutterstock.com

Muitas espécies não conseguem se ajustar tão rápido quanto às mudanças e o aquecimento global tem um efeito negativo sobre as comunidades biológicas. A mudança de clima em alguns lugares afeta espécies que são especialistas em viver naquele tipo de clima. Com isso, muitas populações passam a migrar pra áreas com características próximas, porém algumas espécies não possuem boa habilidade de dispersão, ou possuem dispersão limitada, sofrendo ameaças maiores de extinção. Eventos que criam barreiras de dispersão, como a fragmentação de habitat, contribuem para as extinções de espécies.

O derretimento de gelo, certamente levará à elevação do nível do mar, alagando áreas costeiras e úmidas. As espécies desses ecossistemas precisarão migrar para sobreviverem. O fato é que a urbanização destruiu boa parte das áreas úmidas que comportaria novas populações, ou bloquearam com estradas e edificações, impedindo a dispersão destas espécies, que sofrem ameaça.

Além da biota terrestre que depende de uma temperatura, quantidade de chuva e de vento específicos para se desenvolver, há no mar algas, espécies de corais que crescem a partir de uma combinação de luminosidade, com a corrente de água, temperatura e nível de profundidade específicos. Estas espécies sofrerão com as altas temperaturas dos oceanos e com o aumento do nível do mar, o que levará a uma morte em massa de pelo menos 80% dos recifes de corais. As águas mais quentes também afetam o fitoplâncton, que está na base da cadeia alimentar marinha, ou seja, toda a cadeia pode ser afetada, inclusive com impacto na pesca, que é parte da alimentação humana.

Espécies como a vegetação de Tundra no Ártico, animais como o urso Polar, sofrem grande risco de extinção. Outros estudos mostram que o comportamento de espécies migratórias pode sofrer alterações, uma vez que a busca por áreas de alimentação e reprodução, vem se tornando cada vez mais distantes.

Com isso, é importante cada vez mais estudos para compreender como as mudanças climáticas implicam em alterações nos habitats e consequentemente entender as relações disso com a biodiversidade. As mudanças somadas a outros fatores, como perda e fragmentação de habitat são grandes ameaças para extinções massivas de espécies.

Referências:

http://www.mma.gov.br/estruturas/chm/_arquivos/14_2_bio_Parte%201.pdf

PRIMACK, Richard; RODRIGUES, Efraim. Biologia da Conservação. Londrina: E. Rodrigues, 2001.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mudan%C3%A7a_do_clima

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Ecologia aplicada

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No dicionário a definição de ecologia é “Ciência que estuda as relações dos seres vivos entre si ou com o meio orgânico ou inorgânico no qual vivem”. Para Begon et al. 2007 a ecologia busca a compreensão de como um organismo afeta o ambiente e vice e versa.

Os humanos vêm desenvolvendo ao longo da sua história diversas atividades que causam impacto no ambiente, contaminando o solo, a água, poluindo o ar, degradando habitats. Essas atividades alteram os ciclos naturais e aumentam muito a chance de extinção de espécies.

A ecologia é uma ciência multidisciplinar que pode englobar ciências humanas, como as sociais, economia, ciência exatas, como física e química, uma vez que elas interagem na compreensão da estrutura e função da natureza e do homem como parte disso tudo.

Tipos de ecologia: Ecologia de populações, Ecologia descritiva, Ecologia vegetal, ecologia animal, Ecologia urbana, Ecologia ecossistêmica, Sinecologia e Autoecologia.

A ecologia aplicada busca transformar conceitos estudados na ecologia em ciência aplicada. Para conservação, por exemplo, aplica-se o conhecimento sobre os ecossistemas florestais, para diminuir o impacto ambiental causado pelas ações humanas. Os ecossistemas possuem por si só um equilíbrio. Para compreender isso, estudamos a função das espécies, a interação entre elas e o que o desequilíbrio que causamos, pode acarretar. Existem as relações ecológicas entre os seres vivos de um ecossistema, para manutenção do equilíbrio. Por exemplo, muitas espécies de plantas necessitam de animais polinizadores para concluir seu ciclo reprodutivo, a maioria delas precisam de animais dispersores, como aves e mamíferos, para dispersarem suas sementes; os decompositores ajudam na ciclagem de nutrientes; Os pássaros insetívoros ajudam no controle de pragas; Essas interações podem ser positivas ou negativas para as espécies envolvidas. A predação, por exemplo, é negativa para o animal que morre, servindo de alimento, mas além de ser positiva para o animal que se alimenta, naturalmente é uma forma de equilíbrio populacional dentro daquela comunidade.

Para contribuir para o meio em que vivemos, é necessário compreender sua complexidade, conhecendo a riqueza e a diversidade de espécies de uma área. E mais importante que isso, é estudar a biologia das espécies que ali existem. Entender o que uma espécie come, por onde se desloca, onde dorme, se reproduz, nos dá respostas do que ela precisa para sobreviver. Por exemplo, uma espécie generalista possui diversidade no hábito alimentar, conseguindo sobreviver em vários tipos de ambientes, inclusive, têm uma boa chance de viver em ambientes mais perturbados. Já uma espécie especialista, tem uma alimentação muito específica, vivendo em um nicho mais específico.

Nos fragmentos florestais temos o efeito de borda, o que significa que as condições de temperatura, luminosidade, entrada de vento são diferentes do interior da floresta. Então, encontraremos uma flora diferente na composição desse fragmento e consequentemente, a fauna também. Os especialistas estão mais ao centro do fragmento, onde as condições não variam tanto e os generalistas frequentam as bordas, podendo sobreviver até na matriz, em alguns casos.

Descobrir se uma espécie é especialista, nos direciona para o conhecimento do grau de sensibilidade às perturbações, que ela é capaz de suportar.

Esses conceitos nos ajudam a compreender que a riqueza (número de espécies) de um determinado local, não nos diz sobre o grau de conservação dele. Espécies de porte maior, como antas, grandes felinos (onças), jacutinga, entre outras, precisam de uma área maior para sobreviverem, falamos que elas necessitam de área de uso maior para se alimentar, deslocar-se, abrigar-se e se reproduzirem. Como temos um cenário atual de fragmentação de habitat intenso, essas espécies são mais raras. Estudos mostram que há um cálculo de relação direta entre o peso do animal e da área de uso dele. Este é um conhecimento ecológico que pode ser aplicado em iniciativas de conservação.

Com esses estudos, o homem pode buscar soluções que promovam o desenvolvimento sustentável e a manutenção do equilíbrio nos ecossistemas.

Referências:

Piratelli, A. J. e Francisco, M. R. Conservação da Biodiversidade dos Conceitos às Ações; Technical Books editora, 1° edição, 2013;

Begon,M.; Harper, J. L: Towsend, C. R. Ecologia: de indivíduos à ecossistema. Artmed, Porto Alegre, 2007.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ecologia_aplicada

http://www.naturezaonline.com.br/natureza/conteudo/pdf/05_ValeVSetal_6775.pdf

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Óxidos importantes

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Óxidos são compostos binários e surgem da combinação de dois elementos, sendo que um deles é obrigatoriamente o átomo de oxigênio. Em função do seu comportamento quando reagem com outras substâncias podem ser classificados em: ácidos, básicos, neutros, anfóteros, mistos ou duplos, peróxidos e superóxidos.

Existe uma variedade de óxidos importantes e com diversas aplicações a seguir veremos alguns deles.

Peróxidos

Os peróxidos possuem em sua estrutura o anion O22- e o estado de oxidação do oxigênio -1. Entre os peróxidos o mais conhecido é o peróxido de hidrogênio (H2O2). Em nosso cotidiano, por exemplo, encontramos soluções com concentrações de H2O2 menores que 8% (m/v), entre eles, creme dental (0,5% (m/v)), detergentes para lente de contato (2% (m/v)), produtos para branqueamento (5% (m/v)) e loções para clareamento de cabelo (7,5% (m/v)). No setor industrial soluções com concentrações entre 8 e 27,5% (m/v) são utilizadas para clarear tecidos, papel, fabricação de espuma de borracha sintética e poliuretano. Além disso, atua como oxidante de matéria orgânica e metais, no processo de tratamento de efluentes.

Superóxidos

Os superóxidos são compostos iônicos que possuem em sua estrutura o anion O2- e o estado de oxidação do oxigênio é -½. São consideradas umas das espécies mais reativas de oxigênio, sendo produzidos a partir da redução do oxigênio molecular.

O2 + e- → O2•-

O superóxido mais importante é KO2, que é utilizado em geradores químicos de oxigênio utilizados para regenerar o ar em ambientes fechados tais como submarinos, naves espaciais, minas subterrâneas, e remoção de CO2 e água em aparelhos respiratórios conforme reação a seguir:

CO2(g) + 4 KO2(s) → K2CO3(s) + 3O2(g)

Óxido de cálcio

O óxido de cálcio (CaO), pertencente a classe do óxido básicos, também conhecido como cal virgem ou cal viva. Um das principais aplicações do CaO é na obtenção de cal hidratada (Ca(OH)2), utilizada na construção civil. A reação a seguir, é o que acontece quando vemos em uma obra o pedreiro jogando água em cima do cimento.

CaO(s) + H2O(l) → Ca(OH)2(aq)

Ao adicionar água tem-se uma reação de hidratação formando a cal hidratada que é utilizada nas argamassas para alvenaria. O seu processo de endurecimento ocorre em função da absorção de gás carbônico do ar, que transforma a cal hidratada em carbonato de cálcio.

Ca(OH)2(s) + CO2(g) → CaCO3(s) + H2O(l)

Outras aplicações do óxido de cálcio são nas indústrias siderúrgicas, nas indústrias de alumínio e de papel e celulose na regeneração da soda utilizada, fabricação de tintas, na metalurgia do cobre, indústrias de refratários, cerâmicas, couros, entre outros. Na indústria alimentícia pode ser utilizados no clareamento do açúcar e remoção de fosfatos e orgânicos, e na área de saúde, no tratamento de queimaduras e confecção de materiais dentários utilizados em restaurações e tratamentos de canais.

Dióxido de enxofre

O dióxido de enxofre (SO2), um óxido ácido, tem sua maior aplicação na produção de ácido sulfúrico (H2SO4). O SO2 também tem aplicação como conservante de alimentos (frutos secos), gás de refrigeração na indústria de bebidas e na fabricação de papel sulfite. Na indústria de produção de vinho, está presente na forma de H2SO3 (SO2 dissolvido em água) e é utilizado para inibir ou interromper a ação de leveduras e bactérias.

O SO2 está presente como uma impureza nos combustíveis fósseis, sendo formado majoritariamente (cerca de 80%) pela queima incompleta de diesel nos veículos pesados, carvão e petróleo em usinas de energia ou fundição de cobre. Ele é um dos principais responsáveis pela chuva ácida, pois interage com as moléculas de água presentes na forma de gotículas na atmosfera e forma o ácido sulfuroso (H2SO3):

2 SO2(g) + 2 H2O(l) → H2SO3(aq)

Esse ácido, por sua vez, é oxidado na atmosfera, produzindo o ácido sulfúrico (H2SO4), que faz com a água da chuva tenha um pH ácido. Em função dos problemas de saúde e ambientais provocados pelo SO2 existem limites para o teor de enxofre presente nos combustíveis. Está presente na lista de indicador da qualidade do ar do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA).

Trióxido de enxofre

O trióxido de enxofre (SO3) pertence a classe dos óxidos ácidos e reage com água formando ácido sulfúrico (H2SO4).

SO3(g) + H2O(l) → H2SO4(l)

Essa reação explica porque o SO3 é um dos gases que contribuem para o problema da chuva ácida, uma vez que a presença de H2SO4 diminui o pH da água da chuva. Em função dos problemas de saúde e ambientais provocados está presente na lista de indicadores da qualidade do ar do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA).

Dióxido de carbono

O dióxido de carbono (CO2) tem um papel importante na transferência do carbono entre os diferentes compartimentos, atmosfera, oceanos, rochas sedimentares. Essa transferência de carbono se da muitas vezes na forma de CO2, como é caso da fotossíntese.

6 CO2(g) + 6 H20(l) + calor → C6H12O6(aq) + 6 O2(g)

O CO2 pode ser produzido pela reação combustão completa de compostos orgânicos (carvão, hidrocarbonetos, madeira etc) e a fermentação de compostos orgânicos. E utilizado na indústria de alimentos, em especial na de bebidas onde é aplicado na fabricação de refrigerantes, água gasosa, cervejas e espumantes. Na fase sólida é utilizado na produção de gelo seco e em extintores de incêndio das classes B (em inflamáveis) e C (materiais energizados). Além disso, tem aplicação na medicina na conservação de órgãos que são transportados para transplante.

O CO2 é responsável por manter a temperatura da terra em níveis que permitam a sobrevivência dos seres vivos, pois suas moléculas absorvem parte da radiação do sol, provocando o chamado efeito estufa. Entretanto nos últimos anos sua concentração, tem aumentado de maneira considerável e isso atrelado ao desmatamento tem contribuído para mais calor do que o normal fique retido na terra, o que da origem ao problema do aquecimento global. Além disso, a presença de CO2 contribui para a chuva ácida, em função do aumento da concentração do ácido carbônico.

Monóxido de carbono

O monóxido de carbono (CO) pertence ao grupo dos óxidos ácidos. A molécula de CO forma a molécula de carboxihemoglobina (HbC) ao fazer uma ligação química bastante estável com a hemoglobina, e com isso a impossibilita de transportar oxigênio no processo de respiração. Além disso, a molécula de CO inibe a enzima citocromo C oxidase mitocondrial, e tem efeitos a nível inflamatório, além de aumentar o estresse oxidativo perivascular, dessa forma sua inalação independente do nível de concentração é bastante prejudicial ao organismo. Na presença de luz ou calor reage com o cloro (Cl2), formando fosgênio (COCl2), um gás extremamente tóxico que muitas vezes se forma quando plásticos e outros materiais sintéticos queimam em lugar com baixa concentração de O2.

As maiores concentrações de CO são liberadas pela queima de combustíveis fósseis e as queimadas de florestas. O CO está na lista do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) com um dos parâmetros avaliados para o padrão de qualidade do ar (PQAr), é considerado um gás poluente e dos responsáveis pelo efeito estufa.

Por ser um agente redutor, é responsável por produzir CO2, pois remove oxigênio de diversos compostos em processos na indústria de produção de diversos metais, como por exemplo, ferro e níquel, a partir de seus minérios e hidrogênio a partir da água. Além disso, é aplicado a síntese de ácido acético, metanol e hidrocarbonetos.

Óxido nitroso

O óxido nitroso (N2O), pertencente a classe dos óxidos neutro. Nos dias atuais é utilizado com agente inalatório na área médica e odontológica, sendo administrado junto com oxigênio, possuindo efeito analgésico e sedativo. Além disso, na indústria tem sido utilizado principalmente na fabricação de automóveis e chantilly. Também é utilizado em motores de combustão para aumentar a potencia, sendo conhecido como nitro. É um gás importante para o balanço climático, e faz parte do ciclo do nitrogênio. Pode ser produzido por processos biogênicos de desnitrificação, que são realizados por diversos gêneros de bactérias (principalmente pseudômonas) que utilizam carbono de matéria orgânica como fonte redutora, em meio anaeróbico, e óxidos de nitrogênio com receptores de elétrons, produzindo alem de N2O, NO e N2. São produzidos industrialmente como produtos da reação de produção de HNO3 e ácido adípico (C6H10O4).

O N2O é considerado é um dos gases do efeito estufa, e sua capacidade de reter calor é na atmosfera é cerca de 300 vezes maior que do CO2, além de também ser um dos responsáveis pela destruição da camada de ozônio.

Referencias

Atkins, P. W.; Jones, Loretta . Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. Volume único. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.

Dos Santos, C. L. D. Influência da relação carbono/nitrogênio e da fonte de carbono no processo de nitrificação/desnitrificação simultânea em reator de leito estruturado. Tese de doutorado. USP, São Carlos, 2014.

Galvão, A. C. Estudo experimental da solubilidade do metano e do dióxido de carbono em glicóis a diferentes temperaturas e pressões e modelagem da solubilidade aplicando o potencial químico. Tese de doutorado. UNICAMP, Campinas, 2011.

Mattos, L. I. ; Shiraishi, K. A.; Delphini, B.; Fernandes, J. F. Peróxido de Hidrogênio: importância e determinação. Química Nova, vol 26, n.3. Maio, 2003.

Souto, Renata C. de; Jr., Nilton Rosenbach; Mota, Claudio J. A. A DFT Study of the Conversion of CO2 in Dimethylcarbonate Catalyzed by Sn(IV) Alkoxides. Journal of the Brazilian Chemical Society.

Tito e Canto. Química na Abordagem do Cotidiano. Volume único parte A – Química Geral e Inorgânica. Editora Saraiva 2005.

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Período Pombalino

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O chamado Período Pombalino compreende os anos 1750-1777, quando o ministro de Estado português Marquês de Pombal implementou inúmeras melhorias no Império.

A partir do século XVII, o Iluminismo, movimento filosófico surgido nesse período, influenciou mudanças não somente em seu berço, a Europa, mas em outras regiões do mundo que estavam sob o domínio europeu naquele momento.

Em linhas gerais, os iluministas defendiam a valorização da razão humana, capaz de gerar o conhecimento que levaria ao progresso. Suas ideias contestavam valores e práticas do Antigo Regime, como o absolutismo, que concentrava o poder nas mãos de um governante, o monarca.

No entanto, no século XVIII, como estratégia para ganhar ainda mais poder, alguns monarcas europeus – na Áustria, em Portugal, na Prússia e na Rússia, por exemplo – incorporaram aspectos iluministas em seus governos, gerando o fenômeno conhecido como despotismo esclarecido.

No caso de Portugal, o principal representante do despotismo esclarecido foi o ministro Marquês de Pombal, que atuou durante o reinado de D. José I (1750-1777). Assim que assumiu o cargo, Pombal deu início a uma série de reformas no Império Português, o que incluía sua aplicação no Brasil, colônia portuguesa, Um dos principais objetivos dessas reformas era solucionar os problemas econômicos de Portugal à época, decorrentes de fatores como o Tratado de Methuen, assinado em 1703, que aumentou a dependência econômica portuguesa em relação à Inglaterra.

Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal.

Assim, buscando ampliar os lucros de Portugal por meio das atividades coloniais, num período em que a mineração se destacava como atividade econômica na colônia portuguesa na América, dando destaque à região das Minas Gerais, a administração pombalina pôs em prática suas medidas. Uma delas foi a criação de companhias de comércio, especificamente a Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão e Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba, para promover o desenvolvimento econômico do Norte e a retomada do desenvolvimento das atividades desenvolvidas no Nordeste da Colônia. Ainda, a criação dessas companhias monopolistas buscava proteger os mercadores portugueses e dar a eles melhores condições de competição no mercado internacional.

Outra das medidas tomadas durante a administração pombalina foi a extinção do sistema de capitanias hereditárias e transferência da capital da Colônia, antes em Salvador, para o Rio de Janeiro, região mais próxima a Minas Gerais. Também em relação à atividade mineradora, Pombal determinou o aumento dos impostos cobrados – o que influenciou o surgimento de revoltas coloniais como a Conjuração Mineira.

Uma das reformas de Pombal que mais marcaram sua administração foi a expulsão dos jesuítas do Brasil. Com isso, seguindo a tendência iluminista da época, pretendia diminuir a influência da Igreja Católica em diversos âmbitos do cotidiano de Portugal e de sua colônia na América, incluindo o ensino, que deixou de ser conduzido pela instituição religiosa e passou a ser conduzido pelo Estado. Ademais, Pombal pôs fim à perseguição às pessoas convertidas ao cristianismo, os cristãos novos, e proibiu a escravização de indígenas.

Pombal manteve-se no poder até a morte de D. José I, em 1777. O ministro foi demitido por Maria I, filha e sucessora do rei. Algumas das medidas pombalinas, como as companhias de comércio, foram extintas no governo de Maria I, enquanto outras, como o desenvolvimento manufatureiro de Portugal, tiveram continuidade. O processo de reformas pombalinas aumentou a dominação da metrópole sobre a colônia americana, o que, ainda no século XVIII, desencadeou movimentos contra essa dominação, como a Conjuração Mineira.

Referências:

FRANCO, Sandra Aparecida Pires. Reformas pombalinas e o Iluminismo em Portugal. Revista de História e Estudos Culturais, vol. 4, ano IV, n. 4, out.-dez. 2007. Disponível em: http://www.revistafenix.pro.br/PDF13/SECAO_LIVRE_ARTIGO_3-Sandra_Aparecida_Pires_Franco.pdf. Acesso em 20 mai. 2019.

MONTELEONE, Joana. SEREZA, Haroldo Ceravolo. Marquês de Pombal: o impiedoso. Aventuras na História, 23 out. 2017. Disponível em: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/marques-de-pombal-o-impiedoso.phtml. Acesso em: 20 mai. 2019.

SCHWARCZ, Lilia M. STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

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República do Acre

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A história da América Latina no século XIX é marcada pelos processos de independências das ex-colônias de Portugal e Espanha, dos quais nasceram diferentes países, como o Brasil, em 1822, e a Bolívia, em 1825.

No final do mesmo século, os dois países americanos mencionados se envolveram em disputas pelo território do atual estado brasileiro do Acre. É dessa fase a proclamação da República do Acre.

Em 1867, o Tratado de Ayacucho determinou que a região, anteriormente parte dos domínios espanhóis na América, pertencia à Bolívia. Alguns anos depois, inserida no contexto de expansão científica e tecnológica mundial, a exportação do látex provindo da região foi largamente ampliada. Nesse período, o Acre passou a ser ocupado por brasileiros.

Após disputas, os bolivianos foram vencidos pelos brasileiros. Porém, para evitar que os bolivianos, expulsos, voltassem a ocupar a região, Ramalho Júnior, governador do estado do Amazonas à época, promoveu, em 1899, uma expedição liderada pelo espanhol Luis Gálvez Rodríguez de Arias.

Na ocasião, Gálvez proclamou, em meados de julho do mesmo ano, a República do Acre, com capital em Porto Acre. Gálvez, ainda, propôs que o Acre fosse anexado ao Brasil, o que não ocorreu. No início do ano seguinte, o governo brasileiro pôs fim à República recém-proclamada, e, logo depois, ainda em 1900, uma missão militar foi organizada pela Bolívia a fim de dominar a região. Seringueiros brasileiros impediram seu avanço.

Novamente, o Amazonas enviou uma expedição ao Acre. A Expedição dos Poetas, como ficou conhecida, foi formada por cerca de 130 profissionais liberais e boêmios, entre outros, de Manaus e liderada por Orlando Correa Lopes. No final de 1900, a Segunda República do Acre foi proclamada, com Rodrigo de Carvalho como presidente.

As disputas entre Brasil e Bolívia continuaram na região, e pouco tempo depois da proclamação da nova república, ela foi dissolvida por militares bolivianos. Ainda no início do século XX, a companhia Bolivian Syndicate, formada por ingleses e estadunidenses, foi autorizada, pela Bolívia, a controlar e explorar a região do Acre.

Brasileiros se opuseram à determinação, e, comandados pelo gaúcho Plácido de Castro, iniciaram, em 1902, o processo de retomada da região – começava a Revolução Acreana. Em janeiro de 1903, a Terceira República do Acre foi proclamada, tornando o estado novamente independente. A ação foi apoiada pelo presidente brasileiro Rodrigues Alves, e um governo militar foi instaurado para controlar a região, gerando a insatisfação da Bolívia.

Diante da ameaça de uma guerra, Brasil e Bolívia resolveram assinar um acordo de paz em março de 1903, oficializado em novembro do mesmo ano. O Tratado de Petrópolis determinou a anexação do Acre pelo Brasil em troca do pagamento de 2 milhões de libras esterlinas à Bolívia e a cessão de parte da região do Mato Grosso. Além disso, determinou-se a construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré, ligando o Brasil à Bolívia. Em 1904, Rodrigues Alves incorporou o Acre definitivamente ao Brasil.

Referências:

ABREU, Alzira Alves de (coord.). Dicionário histórico-biográfico da Primeira República (1889-1930). Rio de Janeiro: Editora FGV, 20015.

DONATO, Hernâni. Dicionário das batalhas brasileiras. São Paulo: Ibrasa, 1996.

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Classificação climática de Köppen-Geiger

" A Classificação climática tem como intuito agrupar os diferentes segmentos do planeta associando-os de acordo com os índices climátic...