F*Hits + Dior em Arles

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Esse tempo aqui na Europa tem sido muito especial. Um verdadeiro momento para colecionar uma série de experiências únicas, ao lado de pessoas incríveis. Sem falar que, dentro do contexto “moda”, vivenciar algumas histórias nos permite criar uma relação ainda mais forte com o DNA de algumas marcas. No caso da Dior, além da viagem deliciosa que fiz a Grasse, posso dizer que me surpreendi com um convite para ir à comuna de Arles. Até setembro, a cidade se transforma na capital da fotografia e a marca foi a primeira a apoiar o evento, em 2017, com a obra “Annie Leibovitz: Archive project #1: The early years”. Neste ano, a maison francesa retorna para a segunda edição do projeto. E isso mostra como o vínculo com a arte é genuíno.

 

Por lá, acontece o “Dior: The Art of Color”, prêmio internacional de fotografia da Dior para jovens talentos, que é uma competição pensada para incentivar o diálogo entre escolas de artes e fotografia ao redor do mundo. A segunda edição do “Prêmio de Fotografia para Jovens Talentos”, que foi desenvolvido com a escola francesa ENSP e oferecida pela Luma Arles, está aberta a estudantes de fotografia e recém-graduados vindos de países como França, Reino Unido, Estados Unidos, China, Coreia do Sul, Japão, Suíça, África do Sul, Oriente Médio e México, primeiro país da América Latina a participar. O tema da vez foi “Face das Mulheres” e nas palavras “Cor”, “Feminilidade” e “Beleza”. Há uma menção especial para o trabalho que revela “Joy” (alegria), que faz referência à fragrância mais recente da casa, Joy by Dior. Tive a chance de encontrar nomes da Dior, como Peter Philips, o diretor criativo de imagem e maquiagem da maison.

De um passeio por um campo de girassóis ao Amphitheatre da cidade, que foi construído por volta dos anos 90 D.C. Lá, o ar é leve e tem uma luz inexplicável. Cada canto de Arles traz detalhes encantadores. E nada mais justo que levar artistas e fotógrafos a esta região tão deslumbrante. Um lugar para suspirar e querer guardar cada lembrança com muito carinho na memória.



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Ecoagricultura

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A ecoagricultura se refere ao estudo da agricultura com conceitos ecológicos, entendendo a plantação artificial como parte dos ecossistemas. Desta forma, tem como objetivo, não apenas maximizar a produção, como também, preservar o ambiente. Neste conceito, produtores e cientistas conservacionistas se unem do mesmo lado para o desenvolvimento sustentável. O objetivo da ecoagricultura é preservar ou melhorar a biodiversidade, reforçar os meios de subsistência rural e desenvolver a agricultura de forma sustentável, produzindo em harmonia com a natureza, levando em consideração os serviços ambientais.

Todos os tipos de sistemas agrícolas é um modo de intervenção no solo e no meio. Desde 1970 o Brasil revolucionou o campo com tecnologias que melhoraram a produção agrícola, com foco no mercado comercial, foi o que chamamos de Revolução Verde. Produzimos durante décadas, com um método simplista, artificial e monoestruturado.

Por outro lado, no mundo todo, a criação de reservas, áreas protegidas, não tem sido suficiente para conservação de espécies de flora e fauna, já que estas áreas na maior parte das vezes têm em seu entorno as áreas agrícolas. A etnobotânica é uma ciência que estuda as interações ecológicas, evolutivas, genéticas e culturais entre as plantas e as sociedades passadas e presentes. E a agroecologia é o desenvolvimento da agricultura sustentável, com o uso de práticas que incluem as questões culturais, políticas, sociais, ambientais, energéticas, entre outras, otimizando as culturas e os agroecossistemas. Esses estudos englobam várias áreas de conhecimento, inclusive leva em consideração os saberes populares e tradicionais, visando diminuir os danos causados à natureza, pelo o uso de monoculturas, transgênicos, agrotóxicos e fertilizantes minerais.

Com isso, as ferramentas de ecoagricultura preveem: Introdução de plantas perenes nas áreas agrícolas, imitando os habitats naturais; aumento de produtividade agrícola em área que já são usadas para plantio, não necessitando desmatar novas áreas para agricultura; empregar novos métodos de plantação com menos poluição; com tudo isso, mudar a relação dessas áreas de cultivo, preservando o solo, recursos hídricos e a vida silvestre, assegurando que possam ser áreas onde se agrega biodiversidade; criação de áreas protegidas no entorno das áreas de cultivo, que também tragam benefícios à população local.

Foto: Inc / Shutterstock.com

A ecoagricultura vai ser baseada em dinâmicas da natureza, levando ao desuso de agrotóxicos e fertilizantes minerais, permitindo o equilíbrio do solo e recuperação da fertilidade do mesmo. É um estudo que leva à interação das ciências sócias e naturais, num conceito amplo que mistura ciências, prática e movimento. Esses estudos nos fazem olhar para a paisagem de forma integrada.

Existem variações desses conceitos, mas que se mantêm associados aos fundamentos:

  • Agroflotrestas ou SAF: É um sistema baseado na dinâmica de sucessão natural das espécies. É a plantação de herbáceas, culturas agrícolas, integradas com animais e várias espécies de plantas lenhosas perenes. Ele associa o cultivo de culturas agrícolas às espécies florestais.
  • Permacultura: É um sistema que simula ou utiliza padrões característicos dos ecossistemas naturais. São uma reunião de práticas mais sustentáveis, não apenas das culturas agrícolas, mas da relação do homem com o todo. Práticas de permacultura: Horta mandala (Sistema de produção diversificada e sustentável); Canteiro Redondo; Minhocário (para produção de húmus); Banheiro Seco (Utilização de fezes e urina humana como fertilizantes, além de haver economia de água).
  • Agricultura Regenerativa: Definido como a regeneração do sistema de produção alimentar, que leva em conta as questões ecológicas, os aspectos econômicos, equidade social e a ética.
  • Agricultura orgânica: É um sistema em que não se usa fertilizantes, nem defensivos artificiais, prejudiciais ao meio ambiente e à saúde humana.
  • Agricultura biodinâmica: É uma forma alternativa de agricultura dinâmica, enfatizando características químicas, espirituais e místicas.

Para implementar a ecoagricultura é necessário que haja conversa e consenso entre produtores, conservacionistas e tomadores de decisão.

Referências:

http://www.iac.sp.gov.br/publicacoes/agronomico/pdf/542_11_it1_agr_ecol.pdf

http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Materia.asp?id=20737&secao=Artigos%20Especiais

http://www.agrisustentavel.com/doc/ecoagricultura.htm

http://uesleiguidini.blogspot.com/2011/05/qual-e-ecoagricultura.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Agrofloresta

http://www.institutosouzacruz.org.br/groupms/sites/INS_8BFK5Y.nsf/vwPagesWebLive/DO8GXQ8L?opendocument

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Efeitos das mudanças climáticas na biodiversidade

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Quando falamos em mudança climática, nos referimos às alterações no clima em escala global, ao longo do tempo.

E como sabemos que houve variação nas características de um clima?

Um clima sofre variação, quando se altera a pluviosidade/precipitação, a temperatura, nebulosidade, entre outros fatores.

Essas mudanças climáticas podem ter causas naturais: por forças externas à Terra, como fator sol, por exemplo; fatores internos, que acontece entre a Terra e sua atmosfera; e antrópicas: por atividades humanas.

Existem fenômenos naturais como La nina e El niño que são famosos por influenciarem na pressão atmosférica do oceano (mudança na intensidade dos ventos alísios) provocando diversos tipos de fenômenos climáticos, como a falta de chuva em algumas regiões, ou temperaturas mais elevadas e excesso de chuva em outros locais.

Um fenômeno que tem sido foco de preocupação é o aquecimento global, ou seja, aumento da temperatura da Terra, ano após ano. O efeito estufa é um evento importante, natural e essencial para se manter a Terra aquecida e com vida, porém, tem sido agravado pela ação antrópica que o intensifica, uma vez que muitas atividades humanas liberam gases que possuem efeito estufa, como a queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural), o desmatamento de vegetação nativa, os incêndios, cultivo de gado, etc.

As consequências das mudanças climáticas são das mais variadas. Dentre elas, podemos destacar os impactos ambientais decorrentes do aquecimento global, como o derretimento das calotas polares e das geleiras. Os climas mais quentes podem aumentar as epidemias de doenças tropicais, como dengue, malária, febre amarela, entre outras; há aumento do nível do mar, alterações na agricultura, etc.

Além disso, aumentou-se o número e a intensidade de eventos meteorológicos, em curta escala de tempo, como por exemplo, furacões, tempestades, enchentes, secas, que além de trazer prejuízos econômicos, trazem grande impacto nas vidas humanas e na biodiversidade do planeta.

Ilustração: Photomontage / Shutterstock.com

Muitas espécies não conseguem se ajustar tão rápido quanto às mudanças e o aquecimento global tem um efeito negativo sobre as comunidades biológicas. A mudança de clima em alguns lugares afeta espécies que são especialistas em viver naquele tipo de clima. Com isso, muitas populações passam a migrar pra áreas com características próximas, porém algumas espécies não possuem boa habilidade de dispersão, ou possuem dispersão limitada, sofrendo ameaças maiores de extinção. Eventos que criam barreiras de dispersão, como a fragmentação de habitat, contribuem para as extinções de espécies.

O derretimento de gelo, certamente levará à elevação do nível do mar, alagando áreas costeiras e úmidas. As espécies desses ecossistemas precisarão migrar para sobreviverem. O fato é que a urbanização destruiu boa parte das áreas úmidas que comportaria novas populações, ou bloquearam com estradas e edificações, impedindo a dispersão destas espécies, que sofrem ameaça.

Além da biota terrestre que depende de uma temperatura, quantidade de chuva e de vento específicos para se desenvolver, há no mar algas, espécies de corais que crescem a partir de uma combinação de luminosidade, com a corrente de água, temperatura e nível de profundidade específicos. Estas espécies sofrerão com as altas temperaturas dos oceanos e com o aumento do nível do mar, o que levará a uma morte em massa de pelo menos 80% dos recifes de corais. As águas mais quentes também afetam o fitoplâncton, que está na base da cadeia alimentar marinha, ou seja, toda a cadeia pode ser afetada, inclusive com impacto na pesca, que é parte da alimentação humana.

Espécies como a vegetação de Tundra no Ártico, animais como o urso Polar, sofrem grande risco de extinção. Outros estudos mostram que o comportamento de espécies migratórias pode sofrer alterações, uma vez que a busca por áreas de alimentação e reprodução, vem se tornando cada vez mais distantes.

Com isso, é importante cada vez mais estudos para compreender como as mudanças climáticas implicam em alterações nos habitats e consequentemente entender as relações disso com a biodiversidade. As mudanças somadas a outros fatores, como perda e fragmentação de habitat são grandes ameaças para extinções massivas de espécies.

Referências:

http://www.mma.gov.br/estruturas/chm/_arquivos/14_2_bio_Parte%201.pdf

PRIMACK, Richard; RODRIGUES, Efraim. Biologia da Conservação. Londrina: E. Rodrigues, 2001.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mudan%C3%A7a_do_clima

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Ecologia aplicada

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No dicionário a definição de ecologia é “Ciência que estuda as relações dos seres vivos entre si ou com o meio orgânico ou inorgânico no qual vivem”. Para Begon et al. 2007 a ecologia busca a compreensão de como um organismo afeta o ambiente e vice e versa.

Os humanos vêm desenvolvendo ao longo da sua história diversas atividades que causam impacto no ambiente, contaminando o solo, a água, poluindo o ar, degradando habitats. Essas atividades alteram os ciclos naturais e aumentam muito a chance de extinção de espécies.

A ecologia é uma ciência multidisciplinar que pode englobar ciências humanas, como as sociais, economia, ciência exatas, como física e química, uma vez que elas interagem na compreensão da estrutura e função da natureza e do homem como parte disso tudo.

Tipos de ecologia: Ecologia de populações, Ecologia descritiva, Ecologia vegetal, ecologia animal, Ecologia urbana, Ecologia ecossistêmica, Sinecologia e Autoecologia.

A ecologia aplicada busca transformar conceitos estudados na ecologia em ciência aplicada. Para conservação, por exemplo, aplica-se o conhecimento sobre os ecossistemas florestais, para diminuir o impacto ambiental causado pelas ações humanas. Os ecossistemas possuem por si só um equilíbrio. Para compreender isso, estudamos a função das espécies, a interação entre elas e o que o desequilíbrio que causamos, pode acarretar. Existem as relações ecológicas entre os seres vivos de um ecossistema, para manutenção do equilíbrio. Por exemplo, muitas espécies de plantas necessitam de animais polinizadores para concluir seu ciclo reprodutivo, a maioria delas precisam de animais dispersores, como aves e mamíferos, para dispersarem suas sementes; os decompositores ajudam na ciclagem de nutrientes; Os pássaros insetívoros ajudam no controle de pragas; Essas interações podem ser positivas ou negativas para as espécies envolvidas. A predação, por exemplo, é negativa para o animal que morre, servindo de alimento, mas além de ser positiva para o animal que se alimenta, naturalmente é uma forma de equilíbrio populacional dentro daquela comunidade.

Para contribuir para o meio em que vivemos, é necessário compreender sua complexidade, conhecendo a riqueza e a diversidade de espécies de uma área. E mais importante que isso, é estudar a biologia das espécies que ali existem. Entender o que uma espécie come, por onde se desloca, onde dorme, se reproduz, nos dá respostas do que ela precisa para sobreviver. Por exemplo, uma espécie generalista possui diversidade no hábito alimentar, conseguindo sobreviver em vários tipos de ambientes, inclusive, têm uma boa chance de viver em ambientes mais perturbados. Já uma espécie especialista, tem uma alimentação muito específica, vivendo em um nicho mais específico.

Nos fragmentos florestais temos o efeito de borda, o que significa que as condições de temperatura, luminosidade, entrada de vento são diferentes do interior da floresta. Então, encontraremos uma flora diferente na composição desse fragmento e consequentemente, a fauna também. Os especialistas estão mais ao centro do fragmento, onde as condições não variam tanto e os generalistas frequentam as bordas, podendo sobreviver até na matriz, em alguns casos.

Descobrir se uma espécie é especialista, nos direciona para o conhecimento do grau de sensibilidade às perturbações, que ela é capaz de suportar.

Esses conceitos nos ajudam a compreender que a riqueza (número de espécies) de um determinado local, não nos diz sobre o grau de conservação dele. Espécies de porte maior, como antas, grandes felinos (onças), jacutinga, entre outras, precisam de uma área maior para sobreviverem, falamos que elas necessitam de área de uso maior para se alimentar, deslocar-se, abrigar-se e se reproduzirem. Como temos um cenário atual de fragmentação de habitat intenso, essas espécies são mais raras. Estudos mostram que há um cálculo de relação direta entre o peso do animal e da área de uso dele. Este é um conhecimento ecológico que pode ser aplicado em iniciativas de conservação.

Com esses estudos, o homem pode buscar soluções que promovam o desenvolvimento sustentável e a manutenção do equilíbrio nos ecossistemas.

Referências:

Piratelli, A. J. e Francisco, M. R. Conservação da Biodiversidade dos Conceitos às Ações; Technical Books editora, 1° edição, 2013;

Begon,M.; Harper, J. L: Towsend, C. R. Ecologia: de indivíduos à ecossistema. Artmed, Porto Alegre, 2007.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ecologia_aplicada

http://www.naturezaonline.com.br/natureza/conteudo/pdf/05_ValeVSetal_6775.pdf

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Óxidos importantes

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Óxidos são compostos binários e surgem da combinação de dois elementos, sendo que um deles é obrigatoriamente o átomo de oxigênio. Em função do seu comportamento quando reagem com outras substâncias podem ser classificados em: ácidos, básicos, neutros, anfóteros, mistos ou duplos, peróxidos e superóxidos.

Existe uma variedade de óxidos importantes e com diversas aplicações a seguir veremos alguns deles.

Peróxidos

Os peróxidos possuem em sua estrutura o anion O22- e o estado de oxidação do oxigênio -1. Entre os peróxidos o mais conhecido é o peróxido de hidrogênio (H2O2). Em nosso cotidiano, por exemplo, encontramos soluções com concentrações de H2O2 menores que 8% (m/v), entre eles, creme dental (0,5% (m/v)), detergentes para lente de contato (2% (m/v)), produtos para branqueamento (5% (m/v)) e loções para clareamento de cabelo (7,5% (m/v)). No setor industrial soluções com concentrações entre 8 e 27,5% (m/v) são utilizadas para clarear tecidos, papel, fabricação de espuma de borracha sintética e poliuretano. Além disso, atua como oxidante de matéria orgânica e metais, no processo de tratamento de efluentes.

Superóxidos

Os superóxidos são compostos iônicos que possuem em sua estrutura o anion O2- e o estado de oxidação do oxigênio é -½. São consideradas umas das espécies mais reativas de oxigênio, sendo produzidos a partir da redução do oxigênio molecular.

O2 + e- → O2•-

O superóxido mais importante é KO2, que é utilizado em geradores químicos de oxigênio utilizados para regenerar o ar em ambientes fechados tais como submarinos, naves espaciais, minas subterrâneas, e remoção de CO2 e água em aparelhos respiratórios conforme reação a seguir:

CO2(g) + 4 KO2(s) → K2CO3(s) + 3O2(g)

Óxido de cálcio

O óxido de cálcio (CaO), pertencente a classe do óxido básicos, também conhecido como cal virgem ou cal viva. Um das principais aplicações do CaO é na obtenção de cal hidratada (Ca(OH)2), utilizada na construção civil. A reação a seguir, é o que acontece quando vemos em uma obra o pedreiro jogando água em cima do cimento.

CaO(s) + H2O(l) → Ca(OH)2(aq)

Ao adicionar água tem-se uma reação de hidratação formando a cal hidratada que é utilizada nas argamassas para alvenaria. O seu processo de endurecimento ocorre em função da absorção de gás carbônico do ar, que transforma a cal hidratada em carbonato de cálcio.

Ca(OH)2(s) + CO2(g) → CaCO3(s) + H2O(l)

Outras aplicações do óxido de cálcio são nas indústrias siderúrgicas, nas indústrias de alumínio e de papel e celulose na regeneração da soda utilizada, fabricação de tintas, na metalurgia do cobre, indústrias de refratários, cerâmicas, couros, entre outros. Na indústria alimentícia pode ser utilizados no clareamento do açúcar e remoção de fosfatos e orgânicos, e na área de saúde, no tratamento de queimaduras e confecção de materiais dentários utilizados em restaurações e tratamentos de canais.

Dióxido de enxofre

O dióxido de enxofre (SO2), um óxido ácido, tem sua maior aplicação na produção de ácido sulfúrico (H2SO4). O SO2 também tem aplicação como conservante de alimentos (frutos secos), gás de refrigeração na indústria de bebidas e na fabricação de papel sulfite. Na indústria de produção de vinho, está presente na forma de H2SO3 (SO2 dissolvido em água) e é utilizado para inibir ou interromper a ação de leveduras e bactérias.

O SO2 está presente como uma impureza nos combustíveis fósseis, sendo formado majoritariamente (cerca de 80%) pela queima incompleta de diesel nos veículos pesados, carvão e petróleo em usinas de energia ou fundição de cobre. Ele é um dos principais responsáveis pela chuva ácida, pois interage com as moléculas de água presentes na forma de gotículas na atmosfera e forma o ácido sulfuroso (H2SO3):

2 SO2(g) + 2 H2O(l) → H2SO3(aq)

Esse ácido, por sua vez, é oxidado na atmosfera, produzindo o ácido sulfúrico (H2SO4), que faz com a água da chuva tenha um pH ácido. Em função dos problemas de saúde e ambientais provocados pelo SO2 existem limites para o teor de enxofre presente nos combustíveis. Está presente na lista de indicador da qualidade do ar do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA).

Trióxido de enxofre

O trióxido de enxofre (SO3) pertence a classe dos óxidos ácidos e reage com água formando ácido sulfúrico (H2SO4).

SO3(g) + H2O(l) → H2SO4(l)

Essa reação explica porque o SO3 é um dos gases que contribuem para o problema da chuva ácida, uma vez que a presença de H2SO4 diminui o pH da água da chuva. Em função dos problemas de saúde e ambientais provocados está presente na lista de indicadores da qualidade do ar do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA).

Dióxido de carbono

O dióxido de carbono (CO2) tem um papel importante na transferência do carbono entre os diferentes compartimentos, atmosfera, oceanos, rochas sedimentares. Essa transferência de carbono se da muitas vezes na forma de CO2, como é caso da fotossíntese.

6 CO2(g) + 6 H20(l) + calor → C6H12O6(aq) + 6 O2(g)

O CO2 pode ser produzido pela reação combustão completa de compostos orgânicos (carvão, hidrocarbonetos, madeira etc) e a fermentação de compostos orgânicos. E utilizado na indústria de alimentos, em especial na de bebidas onde é aplicado na fabricação de refrigerantes, água gasosa, cervejas e espumantes. Na fase sólida é utilizado na produção de gelo seco e em extintores de incêndio das classes B (em inflamáveis) e C (materiais energizados). Além disso, tem aplicação na medicina na conservação de órgãos que são transportados para transplante.

O CO2 é responsável por manter a temperatura da terra em níveis que permitam a sobrevivência dos seres vivos, pois suas moléculas absorvem parte da radiação do sol, provocando o chamado efeito estufa. Entretanto nos últimos anos sua concentração, tem aumentado de maneira considerável e isso atrelado ao desmatamento tem contribuído para mais calor do que o normal fique retido na terra, o que da origem ao problema do aquecimento global. Além disso, a presença de CO2 contribui para a chuva ácida, em função do aumento da concentração do ácido carbônico.

Monóxido de carbono

O monóxido de carbono (CO) pertence ao grupo dos óxidos ácidos. A molécula de CO forma a molécula de carboxihemoglobina (HbC) ao fazer uma ligação química bastante estável com a hemoglobina, e com isso a impossibilita de transportar oxigênio no processo de respiração. Além disso, a molécula de CO inibe a enzima citocromo C oxidase mitocondrial, e tem efeitos a nível inflamatório, além de aumentar o estresse oxidativo perivascular, dessa forma sua inalação independente do nível de concentração é bastante prejudicial ao organismo. Na presença de luz ou calor reage com o cloro (Cl2), formando fosgênio (COCl2), um gás extremamente tóxico que muitas vezes se forma quando plásticos e outros materiais sintéticos queimam em lugar com baixa concentração de O2.

As maiores concentrações de CO são liberadas pela queima de combustíveis fósseis e as queimadas de florestas. O CO está na lista do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) com um dos parâmetros avaliados para o padrão de qualidade do ar (PQAr), é considerado um gás poluente e dos responsáveis pelo efeito estufa.

Por ser um agente redutor, é responsável por produzir CO2, pois remove oxigênio de diversos compostos em processos na indústria de produção de diversos metais, como por exemplo, ferro e níquel, a partir de seus minérios e hidrogênio a partir da água. Além disso, é aplicado a síntese de ácido acético, metanol e hidrocarbonetos.

Óxido nitroso

O óxido nitroso (N2O), pertencente a classe dos óxidos neutro. Nos dias atuais é utilizado com agente inalatório na área médica e odontológica, sendo administrado junto com oxigênio, possuindo efeito analgésico e sedativo. Além disso, na indústria tem sido utilizado principalmente na fabricação de automóveis e chantilly. Também é utilizado em motores de combustão para aumentar a potencia, sendo conhecido como nitro. É um gás importante para o balanço climático, e faz parte do ciclo do nitrogênio. Pode ser produzido por processos biogênicos de desnitrificação, que são realizados por diversos gêneros de bactérias (principalmente pseudômonas) que utilizam carbono de matéria orgânica como fonte redutora, em meio anaeróbico, e óxidos de nitrogênio com receptores de elétrons, produzindo alem de N2O, NO e N2. São produzidos industrialmente como produtos da reação de produção de HNO3 e ácido adípico (C6H10O4).

O N2O é considerado é um dos gases do efeito estufa, e sua capacidade de reter calor é na atmosfera é cerca de 300 vezes maior que do CO2, além de também ser um dos responsáveis pela destruição da camada de ozônio.

Referencias

Atkins, P. W.; Jones, Loretta . Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. Volume único. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.

Dos Santos, C. L. D. Influência da relação carbono/nitrogênio e da fonte de carbono no processo de nitrificação/desnitrificação simultânea em reator de leito estruturado. Tese de doutorado. USP, São Carlos, 2014.

Galvão, A. C. Estudo experimental da solubilidade do metano e do dióxido de carbono em glicóis a diferentes temperaturas e pressões e modelagem da solubilidade aplicando o potencial químico. Tese de doutorado. UNICAMP, Campinas, 2011.

Mattos, L. I. ; Shiraishi, K. A.; Delphini, B.; Fernandes, J. F. Peróxido de Hidrogênio: importância e determinação. Química Nova, vol 26, n.3. Maio, 2003.

Souto, Renata C. de; Jr., Nilton Rosenbach; Mota, Claudio J. A. A DFT Study of the Conversion of CO2 in Dimethylcarbonate Catalyzed by Sn(IV) Alkoxides. Journal of the Brazilian Chemical Society.

Tito e Canto. Química na Abordagem do Cotidiano. Volume único parte A – Química Geral e Inorgânica. Editora Saraiva 2005.

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Período Pombalino

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O chamado Período Pombalino compreende os anos 1750-1777, quando o ministro de Estado português Marquês de Pombal implementou inúmeras melhorias no Império.

A partir do século XVII, o Iluminismo, movimento filosófico surgido nesse período, influenciou mudanças não somente em seu berço, a Europa, mas em outras regiões do mundo que estavam sob o domínio europeu naquele momento.

Em linhas gerais, os iluministas defendiam a valorização da razão humana, capaz de gerar o conhecimento que levaria ao progresso. Suas ideias contestavam valores e práticas do Antigo Regime, como o absolutismo, que concentrava o poder nas mãos de um governante, o monarca.

No entanto, no século XVIII, como estratégia para ganhar ainda mais poder, alguns monarcas europeus – na Áustria, em Portugal, na Prússia e na Rússia, por exemplo – incorporaram aspectos iluministas em seus governos, gerando o fenômeno conhecido como despotismo esclarecido.

No caso de Portugal, o principal representante do despotismo esclarecido foi o ministro Marquês de Pombal, que atuou durante o reinado de D. José I (1750-1777). Assim que assumiu o cargo, Pombal deu início a uma série de reformas no Império Português, o que incluía sua aplicação no Brasil, colônia portuguesa, Um dos principais objetivos dessas reformas era solucionar os problemas econômicos de Portugal à época, decorrentes de fatores como o Tratado de Methuen, assinado em 1703, que aumentou a dependência econômica portuguesa em relação à Inglaterra.

Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal.

Assim, buscando ampliar os lucros de Portugal por meio das atividades coloniais, num período em que a mineração se destacava como atividade econômica na colônia portuguesa na América, dando destaque à região das Minas Gerais, a administração pombalina pôs em prática suas medidas. Uma delas foi a criação de companhias de comércio, especificamente a Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão e Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba, para promover o desenvolvimento econômico do Norte e a retomada do desenvolvimento das atividades desenvolvidas no Nordeste da Colônia. Ainda, a criação dessas companhias monopolistas buscava proteger os mercadores portugueses e dar a eles melhores condições de competição no mercado internacional.

Outra das medidas tomadas durante a administração pombalina foi a extinção do sistema de capitanias hereditárias e transferência da capital da Colônia, antes em Salvador, para o Rio de Janeiro, região mais próxima a Minas Gerais. Também em relação à atividade mineradora, Pombal determinou o aumento dos impostos cobrados – o que influenciou o surgimento de revoltas coloniais como a Conjuração Mineira.

Uma das reformas de Pombal que mais marcaram sua administração foi a expulsão dos jesuítas do Brasil. Com isso, seguindo a tendência iluminista da época, pretendia diminuir a influência da Igreja Católica em diversos âmbitos do cotidiano de Portugal e de sua colônia na América, incluindo o ensino, que deixou de ser conduzido pela instituição religiosa e passou a ser conduzido pelo Estado. Ademais, Pombal pôs fim à perseguição às pessoas convertidas ao cristianismo, os cristãos novos, e proibiu a escravização de indígenas.

Pombal manteve-se no poder até a morte de D. José I, em 1777. O ministro foi demitido por Maria I, filha e sucessora do rei. Algumas das medidas pombalinas, como as companhias de comércio, foram extintas no governo de Maria I, enquanto outras, como o desenvolvimento manufatureiro de Portugal, tiveram continuidade. O processo de reformas pombalinas aumentou a dominação da metrópole sobre a colônia americana, o que, ainda no século XVIII, desencadeou movimentos contra essa dominação, como a Conjuração Mineira.

Referências:

FRANCO, Sandra Aparecida Pires. Reformas pombalinas e o Iluminismo em Portugal. Revista de História e Estudos Culturais, vol. 4, ano IV, n. 4, out.-dez. 2007. Disponível em: http://www.revistafenix.pro.br/PDF13/SECAO_LIVRE_ARTIGO_3-Sandra_Aparecida_Pires_Franco.pdf. Acesso em 20 mai. 2019.

MONTELEONE, Joana. SEREZA, Haroldo Ceravolo. Marquês de Pombal: o impiedoso. Aventuras na História, 23 out. 2017. Disponível em: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/marques-de-pombal-o-impiedoso.phtml. Acesso em: 20 mai. 2019.

SCHWARCZ, Lilia M. STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

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República do Acre

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A história da América Latina no século XIX é marcada pelos processos de independências das ex-colônias de Portugal e Espanha, dos quais nasceram diferentes países, como o Brasil, em 1822, e a Bolívia, em 1825.

No final do mesmo século, os dois países americanos mencionados se envolveram em disputas pelo território do atual estado brasileiro do Acre. É dessa fase a proclamação da República do Acre.

Em 1867, o Tratado de Ayacucho determinou que a região, anteriormente parte dos domínios espanhóis na América, pertencia à Bolívia. Alguns anos depois, inserida no contexto de expansão científica e tecnológica mundial, a exportação do látex provindo da região foi largamente ampliada. Nesse período, o Acre passou a ser ocupado por brasileiros.

Após disputas, os bolivianos foram vencidos pelos brasileiros. Porém, para evitar que os bolivianos, expulsos, voltassem a ocupar a região, Ramalho Júnior, governador do estado do Amazonas à época, promoveu, em 1899, uma expedição liderada pelo espanhol Luis Gálvez Rodríguez de Arias.

Na ocasião, Gálvez proclamou, em meados de julho do mesmo ano, a República do Acre, com capital em Porto Acre. Gálvez, ainda, propôs que o Acre fosse anexado ao Brasil, o que não ocorreu. No início do ano seguinte, o governo brasileiro pôs fim à República recém-proclamada, e, logo depois, ainda em 1900, uma missão militar foi organizada pela Bolívia a fim de dominar a região. Seringueiros brasileiros impediram seu avanço.

Novamente, o Amazonas enviou uma expedição ao Acre. A Expedição dos Poetas, como ficou conhecida, foi formada por cerca de 130 profissionais liberais e boêmios, entre outros, de Manaus e liderada por Orlando Correa Lopes. No final de 1900, a Segunda República do Acre foi proclamada, com Rodrigo de Carvalho como presidente.

As disputas entre Brasil e Bolívia continuaram na região, e pouco tempo depois da proclamação da nova república, ela foi dissolvida por militares bolivianos. Ainda no início do século XX, a companhia Bolivian Syndicate, formada por ingleses e estadunidenses, foi autorizada, pela Bolívia, a controlar e explorar a região do Acre.

Brasileiros se opuseram à determinação, e, comandados pelo gaúcho Plácido de Castro, iniciaram, em 1902, o processo de retomada da região – começava a Revolução Acreana. Em janeiro de 1903, a Terceira República do Acre foi proclamada, tornando o estado novamente independente. A ação foi apoiada pelo presidente brasileiro Rodrigues Alves, e um governo militar foi instaurado para controlar a região, gerando a insatisfação da Bolívia.

Diante da ameaça de uma guerra, Brasil e Bolívia resolveram assinar um acordo de paz em março de 1903, oficializado em novembro do mesmo ano. O Tratado de Petrópolis determinou a anexação do Acre pelo Brasil em troca do pagamento de 2 milhões de libras esterlinas à Bolívia e a cessão de parte da região do Mato Grosso. Além disso, determinou-se a construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré, ligando o Brasil à Bolívia. Em 1904, Rodrigues Alves incorporou o Acre definitivamente ao Brasil.

Referências:

ABREU, Alzira Alves de (coord.). Dicionário histórico-biográfico da Primeira República (1889-1930). Rio de Janeiro: Editora FGV, 20015.

DONATO, Hernâni. Dicionário das batalhas brasileiras. São Paulo: Ibrasa, 1996.

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Materiais e equipamentos de laboratório

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Os laboratórios químicos fazem uso de diversos tipos de vidrarias, materiais e equipamentos para que as análises possam ser realizadas com a maior precisão possível, são utilizados também descartáveis e consumíveis de uso único, além dos equipamentos de proteção individual e coletiva, que fazem parte das rotinas.

A seguir, veremos uma relação com diversos materiais e equipamentos que são utilizados nas rotinas analíticas em laboratórios e para que finalidade são utilizados.

Agitador / Aquecedor Magnético

É um equipamento utilizado para aquecer e agitar soluções, através da utilização de “peixinho” dentro do recipiente que contém a solução a ser agitada, através de campo magnético que fixa o peixinho no fundo do recipiente, o mesmo realiza movimentos circulares que agitam e uniformizam a solução. Alguns equipamentos possuem aquecimento na placa agitadora, aquecendo e misturando a solução ao mesmo tempo.

Barra Magnética para Agitador

São barras magnéticas em diferentes formatos e tamanhos, popularmente conhecidas como “peixinho” que são inseridas no recipiente que contém a solução a ser agitada através do equipamento de agitação magnética.

Almofariz com pistilo

Confeccionado normalmente em material cerâmico ou em vidro, é utilizado para trituração e maceração de sólidos em pequena escala, a fim de diminuir o tamanho das partículas, facilitando a dissolução em meio aquoso.

Almofariz e pistilo. Também chamado de cadinho. Foto: Studio 37 / Shutterstock.com

Béquer ou Becker

Podem ser feitos em vidro (Borosilicato) ou material plástico (Polipropileno), possuem diversos volumes disponíveis, comumente confeccionados em formato cilíndrico com fundo chato e diferentes alturas e diâmetros. São graduados, contudo oferecem medidas pouco precisas. Podem ser aquecidos (normalmente para este fim utilizam-se os feitos em vidro), sobre telas de amianto, em aquecedores, estufas, etc. Os béqueres são vidrarias simples de laboratório que normalmente são utilizados para trabalharmos com líquidos, ou com sólidos dissolvidos em meios líquidos.

Béquer. Foto: chromatos / Shutterstock.com

Balão de fundo chato

Normalmente são fabricados em vidro (Borosilicato) ou plástico (Polipropileno) com diversos volumes disponíveis. São utilizados para conter líquidos ou gases, podem ser aquecidos (normalmente para este fim utilizam-se os feitos em vidro), sobre telas de amianto, em aquecedores, estufas, etc., e são muito utilizados para o preparo e diluição de soluções com agitação manual ou em agitadores magnéticos. Quando calibrados, possuem volumetria bastante precisa

Balão de fundo chato. Ilustração: Matthew Cole / Shutterstock.com

Erlenmeyer

Serve para recolher frações de materiais destilados ou para conter misturas que serão homogeneizadas.

Erlenmeyer. Foto: totojang1977 / Shutterstock.com

Erlenmeyer. Foto: totojang1977 / Shutterstock.com

Balão de fundo redondo

Balão de fundo redondo. Foto: smereka / Shutterstock.com

Tubos de ensaio

Recipientes de vidro onde ocorrem reações e análises. Também utilizados para coleta de amostras em pequena quantidade.

Tubo de ensaio. Foto: K-Kwan Kwanchai / Shutterstock.com

Anel ou argola

Suporte confeccionado em metal que sustenta o funil. Fica preso à uma haste no Suporte Universal.

Bureta

Trata-se de um aparelho utilizado para análises titulométricas e volumétricas. Composto por um tubo de parede uniforme com graduação na parte externa, com linhas bem delineadas para facilitar a leitura. Possui em sua extremidade inferior uma torneira para controlar o fluxo de líquido que sai do aparelho.

Bureta. Foto: i4lcocl2 / Shutterstock.com

Bastão de vidro

Trata-se de um bastão fino de vidro que é utilizado para agitar soluções e auxiliar no momento de transferir soluções entre recipientes.

Bastão de vidro sendo utilizado para misturar solução em Erlenmeyer. Foto: Shuttertum / Shutterstock.com

Balança de precisão

É um equipamento utilizado para media a massa de reagentes e compostos, que possui alta precisão na pesagem, e pode ser classificada de acordo com sua precisão na pesagem em: Balanças Industriais, Balanças de uso geral, Balanças semi-analíticas e Balanças analíticas.

Balança de precisão. Foto: Timof / Shutterstock.com

Bico de bunsen

Trata-se de um equipamento que possui uma chama de elevada intensidade, que é amplamente utilizado para aquecimento de soluções em laboratório e criação de ambientes estéreis.

Bico de Bunsen. Foto: Italianvideophotoagency / Shutterstock.com

Deionizador de água

É utilizado para remover cátions e ânions, metais pesados, entre outros componentes químicos que podem influenciar as análises e produção de compostos químicos.

Cabine de fluxo laminar

Trata-se de um equipamento onde são feitos procedimentos químicos e biológicos que possui direcionamento uniforme do fluxo de ar dentro da cabine, evitando contaminação com o meio externo.

 

Capela

É um equipamento utilizado para dissipar gases nocivos. Utiliza-se a capela para realizar trabalhos com soluções voláteis, ácidos fortes, bases fortes, entre outros.

Cápsula de porcelana

É utilizada para realizar evaporação de compostos, calcinação, secagem e outras análises. Pode ser utilizada diretamente no fogo ou sobre tela de amianto.

Cromatógrafo

É o equipamento utilizado para realizar análises cromatográficas. Tem por finalidade a separação e purificação de misturas através da detecção de massas por afinidade com a coluna cromatográfica utilizada.

Cromatógrafo. Foto: khawfangenvi16 / Shutterstock.com

Condensador

Realiza a condensação de vapores e gases através da circulação de água na parte externa do equipamento. Podem ser dos tipos Liebig (retos), os de bolas e os de serpentina. Seus tamanhos são variáveis, e vão normalmente de 10 cm à 170 cm.

Condensador. Foto: chromatos / Shutterstock.com

Coluna de fracionamento

É um equipamento utilizado para realizar o fracionamento de destilados. Pode ser utilizado em processos analíticos laboratoriais e industriais. Utilizado no craqueamento do petróleo.

 

Dessecador

É um equipamento utilizado para manter substâncias higroscópicas que passam por processo de secagem ou desumidificação em um ambiente onde há pouca ou nenhuma umidade, em seu interior é adicionado Silica Gel, que absorve a umidade do ambiente interno do dessecador para si. O equipamento é mantido com pressão positiva em seu interior através de vácuo e sua tampa é lubrificada com vaselina sólida ou silicone e vedada hermeticamente para que o ar externo não penetre o interior do equipamento.

Dessecadores. Foto: NATTHAWAT101 / Shutterstock.com

Espectrofotômetro

É um instrumento analítico que mede a intensidade de radiação para cada comprimento de onda do espectro visível de uma determinada substância (amostra ou espécime). Utilizado em análises biológicas e químicas. Pode ser de dois tipos: Feixe Simples e Duplo Feixe.

Espectrofotômetro. Foto: sruilk / Shutterstock.com

Estante para tubos de ensaio

São prateleiras utilizadas para alocar os tubos de ensaio, evitando queda dos mesmos durante sua utilização.

Suporte para tubos de ensaio. Foto: Kai Keisuke / Shutterstock.com

Funil de Büchner

É um instrumento de laboratório feito em porcelana que possui orifícios em seu interior. Utilizado juntamente com frasco Kitassato, para realizar filtrações à vácuo.

Funil de Büchner. Foto: Alljal from ja [GFDL (http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html) or CC-BY-SA-3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/)], via Wikimedia Commons

Funil de Büchner. Foto: Alljal from ja [GFDL ou CC-BY-SA-3.0], via Wikimedia Commons

Funil de Bromo

É um balão de vidro que é acoplado à uma argola de ferro em um suporte universal, onde é inserida uma mistura heterogênea para realização do processo de decantação. Na sua parte inferior possui uma saída com uma torneira para controle do fluxo das fases da mistura após decantação.

Funil de bromo. Foto: PNOIARSA / Shutterstock.com

Funil de vidro

Trata-se de um instrumento de vidro para realização do processo de separação de misturas através da filtração. Um seu interior é alocado um papel filtro (meio filtrante) e em seguida a mistura de interesse passa pelo sistema onde a parte sólida fica retida no papel filtro (formando a torta) e a parte líquida sai pela parte inferior do funil (filtrado).

Funil de vidro. Ilustração: Matthew Cole / Shutterstock.com

Funil de vidro. Ilustração: Matthew Cole / Shutterstock.com

Frasco de Kitassato

Recipientes de vidro que possuem uma ou mais saídas laterais onde acopla-se o sistema de pressão para a sucção do filtrado. Utilizado em filtrações à vácuo.

Kitassato ou Frasco de Büchner. Foto: Danielle Keller [public domain] / via Wikimedia Commons

Kitassato ou Frasco de Büchner. Foto: Danielle Keller [public domain] / via Wikimedia Commons

Placas de Petri

Utilizadas comumente em laboratórios biológicos como recipiente para cultura de bactérias e células. Também pode ser utilizado para realizar análises de concentração de componentes de misturas, em processo tradicional de secagem em estufa e pesagem.

Cientista segurando placa de Petri. Foto: arrideo / Shutterstock.com

Pipeta graduada

Utilizada para medir e transferir soluções e líquidos. Possui graduação para medição de volume.

Pipeta graduada. Foto: Rabbitmindphoto / Shutterstock.com

Pipeta volumétrica

Utilizada para medir e transferir soluções e líquidos. Possui volume definido e calibrado, não podendo ser utilizado para medir volumes diferentes dos quais as mesmas são fabricadas para medir. São muito mais precisas que as pipetas graduadas.

Pipetas volumétricas. Foto: Rabbitmindphoto / Shutterstock.com

Pissete ou Pisseta

Recipiente feito normalmente em Polipropileno, utilizado para alocar soluções e reagentes, tais como a água destilada ou deionizada, detergentes, entre outros. Possui em sua parte superior bico aplicador para transferir o líquido da pisseta para o recipiente de interesse sem que o líquido espirre.

Pissetas. Foto: science photo / Shutterstock.com

Pinça metálica

Utilizada para remover e manusear reagentes sólidos, utensílios quentes, materiais para descarte, entre outros.

Micropipeta

Utilizada para transferir e medir pequenos volumes (microlitros) de soluções. Muito utilizadas em aplicações que requerem precisão.

Micropipeta. Foto: SatawatK / Shutterstock.com

pHmetro

São equipamentos analíticos que realizam a medição do potencial hidrogeniônico (pH) das soluções através de um eletrodo. Podem ser dos tipos de bancada ou de bolso.

pHmetro. Foto: photong / Shutterstock.com

Proveta

Recipiente volumétrico para medir líquidos com média / baixa precisão. Também é utilizado para realizar transferências de soluções para outros recipientes com maior facilidade.

Provetas. Ilustração: DesignPrax / Shutterstock.com

Refratômetro

Equipamento Analítico que mede o índice de refração da luz de uma amostra translúcida. Pode ser digital ou analógico.

Refratômetro. Foto: Halawi / Shutterstock.com

 

Bastão ou baqueta: é um bastão maciço de vidro. Serve para agitar e facilitar as dissoluções ou manter massas líquidas em constante movimento.

Bastão de vidro dentro de um béquer. Foto: chromatos / Shutterstock.com

Bastão de vidro dentro de um béquer. Foto: chromatos / Shutterstock.com

Proveta ou cilindro graduado: Serve para medição aproximada de volumes maiores de líquidos.

Provetas. Ilustração: DesignPrax / Shutterstock.com

Provetas. Ilustração: DesignPrax / Shutterstock.com

Suporte universal

Utilizado para sustentar outros utensílios tais como garras, argolas, anéis, entre outros.

Tela de amianto

Utilizada para sustentar recipientes que serão aquecidos com uso do Bico de Bunsen, evitando contato direto da chama com o recipiente. A placa de amianto presente na tela distribui o calor uniformemente na base do recipiente.

Tripé de ferro

Utilizado para alocar a tela de amianto e sustentar a vidraria que será aquecida através do uso de Bico de Bunsen.

Tripé de ferro. Foto: Rabbitmindphoto / Shutterstock.com

Tamisadora

É um equipamento utilizado para realizar análise granulométrica em sólidos, constituído de uma mesa agitadora e uma coluna de peneiração, com uma panela (peneira fechada que retém as partículas mais finas) na base da coluna e diversas peneiras com diferentes malhas (cada malha possui um mesh que é a quantidade de espaços por polegada linear). Os sólidos atravessam as malhas em ordem decrescente de tamanho de partícula, sendo alimentadas de cima para baixo.

Tamisadora da marca WS Tyler.

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